domingo, janeiro 21, 2007

Crónica Taça Portugal - "Paixões Proibidas" de Angola!

A limitação no ataque do Benfica causou-me alguma apreensão e, em virtude de acompanhar fielmente a equipa da União de Leiria em todas as jornadas, era claro para mim que este jogo iria ser de elevado grau de dificuldade… talvez o mais difícil de todos os já disputados na Luz, em competições internas! Apesar de limitada nas laterais da defesa – mas até que o meu primo, em 5º ou 6º grau, Laranjeiro, fez um grande jogo –, há dois centrais de boa categoria, dois alas estupendos – Sougou é genial, e apesar de gostar mais de Touré, Ivanildo jogou bastante bem –, e um dos melhores médios da Liga que joga com o #11… Harison, de quem sou grande fã, e que fez uma exibição portentosa.
Domingos tem feito um bom trabalho em Leiria, apesar de ser algo preso quando há que alterar qualquer coisa durante a partida. Penso que ainda lhe falta maturidade na forma como aborda o jogo e, principalmente nas Conferências de Imprensa, revela uma lamentável Ulisses Moraisite de grau tão agudo como o espécimen de onde a doença é originária. É pena, porque não gosto que a União esteja associada a estas “vassalagens a padrinhos”!

O Benfica fez uma partida sofrível onde deu para ver que este 4-3-3, que sempre foi mais 4-5-1, não resulta de forma aceitável. Não gosto, particularmente, do losango que estava em vigor mas a táctica de hoje confirma um Nuno Gomes muito sozinho, que não consegue criar oportunidades de golo. Das duas uma, ou se adquire um avançado mais virtuoso e possante que consiga aguentar com 2 centrais, ou então há que manter dois avançados como no tempo de Camacho – um trinco, um box-to-box e dois alas no meio campo. É verdade que há mérito na União de Leiria nessa inconsistência – também há responsabilidades na desastrosa prestação de Manú – mas um ataque tão improdutivo, em mais de 60 minutos, não ganha jogos. Parece-me que há um grave problema para Fernando Santos resolver… e rapidamente!

Nestes confrontos não costumo estar dividido porque o meu benfiquismo vem sempre ao de cima, e confesso que tremi bastante quando a União se adiantou no marcador. Tal como no ano do título, Mantorras voltou a ser o herói quando lhe são dadas oportunidades – lembram-se do Benfica 1-1 União Leiria de 2004/05?
Já digo há muito tempo, para deixarem jogar o Mantorras! Para além de espevitar o ataque, o angolano ainda se consegue mostrar decisivo e marca os golos que aqueles que vão passando pelo clube, e saem pela porta pequena, não conseguem. Grande Pedro, que fiques no Benfica até ao fim da carreira!

Para além de Mantorras, que pelo golo da vitória é claramente o homem do jogo, destaco Simão… que nunca joga mal! O capitão está nos dois golos e em mais 3 ou 4 lances de golo eminente, ajudou muito a defender – tem alguns cortes brilhantes –, e foi sempre o maior responsável por adiantar o Benfica no campo. Neste momento é insubstituível e seria um desastre lesionar-se ou ser transferido!
Petit, Luisão e Léo mantiveram a bitola e assumiram, como sempre, o núcleo duro da equipa, sendo fundamentais na vitória. O #6 talvez tenha sido o melhor dos 3, com espectacular preponderância nas dobras a Nélson e Anderson, e na iniciação do ataque.
Gostei bastante de Nuno Gomes hoje, fez uma bela partida apesar de muito sozinho. Achei muito importante a forma como foi rápido a soltar a bola, das poucas vezes em que lhe tocou. Fica na dúvida se foi ele a marcar o 1º golo, nas imagens televisivas dá a sensação que ainda dá um toque de cabeça mas como o golo foi creditado a Simão…

Quanto aos piores, continuam as prestações defensivas cataclísmicas de Nélson – a abébia no golo leiriense é anedótica, porque Harison tem mais ou menos a mesma altura e conseguiu cabecear primeiro e à vontade – valendo que no ataque deixa sempre notas positivas, e Manú confirma que só joga bem fora de casa, em virtude de ainda não saber actuar em ataque continuado e disparatar posses de bola quando tem de partir para cima de uma defesa compacta. Vi, hoje, o pior jogo de Rui Costa desde que sigo futebol. Não sei se continua limitado fisicamente – dizia Nandinho que ele não podia, nunca, jogar 90 minutos e hoje saiu aos 88… devem ser aqueles 2 minutos que faltaram que fazem a diferença – mas hoje saiu quase tudo mal, principalmente no capítulo do passe. Tem uma jogada espectacular colado à linha final mas Fernando defendeu em grande. Fiquei bastante desiludido com o maestro, espero que melhore porque a imensa classe que possui tem de ser mostrada!

Confirmando a sequência dos últimos jogos, mais um árbitro arguido do Apito Dourado a apitar um jogo do Benfica – aguardem novidades no processo na próxima semana. E logo um daqueles que gosta de dar nas vistas… e que consegue quase sempre! Aqueles que já vêm com “acusações azuladas” esquecem-se disto, da vergonha que foi isto ou do 2º golo deste jogo.
Ao contrário do que diz Domingos Paciência, devo dizer que Lucílio Baptista não teve influência decisiva no resultado, mesmo se o Benfica perdesse ou empatasse. Mesmo assim, mostra dois amarelos ridículos a Luisão e a Sougou quando o mesmo Sougou e Anderson, respectivamente, tropeçam em si próprios. Parece que o senegalês queria ver se o “critério” apalhaçado era o mesmo.

A expulsão de Harison é patética e, sendo que o jogo estava resolvido e quase a terminar, ficamos a pensar qual o próximo adversário da União de Leiria… e o brasileiro é fundamental na manobra da equipa! Relembro que o duplo amarelo, o mais justificável, permite um recurso enquanto que o vermelho directo não. Ainda há dúvidas? Relembro que os cartões da Taça contam para a Liga mas o contrário já não acontece…
Inacreditável a prestação do fiscal de linha que acompanhou o ataque do Benfica no segundo tempo. Houve vários foras-de-jogo bem assinalados – o golo de Mantorras é bem anulado – mas aquele que foi assinalado a Petit, quando este ficou isolado frente a Fernando, é incrível!

Explico ainda, porque parece que alguns não entenderam, o amarelo a Ivanildo. Avisado pelo fiscal de linha que não podia estar em campo com fiozinhos “à Floribella”, ao reagir, com desafio e sem acatar a ordem, deve ser amarelado. Básico não é? Há que ter em atenção as regras, e o fiscal também lá está para as fazer cumprir. Já sabemos que o referido jogador está habituado a fazer “outras coisas” noutros clubes mas agora joga na União e tem de se sujeitar às leis.
Nos dois lances na área, onde Simão se envolve com Harison e Léo com Marcos António – um encosto de ombro e uma possível mão na bola –, não me parece haver motivo para ser assinalado penalty.

Apesar de pouco público na Luz, o apoio para a vitória foi espectacular e talvez decisivo. Até vimos uma senhora a chorar com o golo da vitória. É isto o Benfica!
Aguardo pelo importante confronto do Benfica no Restelo, no próximo jogo da Liga, e espero ver a União com a mesma força de hoje. “Ah e tal… o Porto é de outro Campeonato” não deve servir, novamente, de justificação para uma possível derrota em Leiria.

NDR: Porquê jogos na RTP – Radiotelevisão do Porto? Ao menos tenham a decência de colocar como narrador alguém que não seja um assumido fanático do FC Porto, ou não há mais ninguém sem ser o Rui Loura? Até deu para falar na vitória do Gil Vicente na Luz e na liderança do seu clube… no Campeonato Nacional! Tenham vergonha de não mostrar imparcialidade quando são pagos com o dinheiro dos contribuintes!

Parece que vou ter de explicar as regras a alguns palermas pois quem já jogou futebol federado, ou está atento às leis de jogo, não arma estes banzés. Até ao início da partida é permitido alterar a constituição da equipa que vai jogar e da que fica no banco. A azia não pode ser tão grande que subverta um princípio básico do Futebol! A lista oficial é que conta, meus amigos, e não a que é dada aos nossos queridos jornalistas desportivos.

Podem ver o resumo do jogo aqui. O autor da captura do vídeo é a bS7.

Ficha de Jogo:

5ª Eliminatória da Taça de Portugal

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)

SL BENFICA – Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit, Katsouranis e Rui Costa (Karagounis, 88 m); Manu (Mantorras, 61 m), Nuno Gomes e Simão.

UNIÃO LEIRIA – Fernando; Laranjeiro, Renato, Marcos António e Tixier; Paulo Gomes, Paulo Machado (Alhandra, 74 m), Hugo Faria (Paulo César, 87 m) e Harison; Ivanildo (Touré, 66 m) e Sougou.

Disciplina: Amarelos a Ivanildo (5 m), Petit (18 m), Fernando (33 m), Sougou (41 m), Marcos António (65 m), Luisão (70 m), Hugo Faria (77 m), Harison (79 m) e Katsouranis (89 m). Vermelho directo a Harison (87 m).

Golos: 0-1, Harison (58 m); 1-1, Simão (80 m); 2-1, Mantorras (85 m).

#Fotos: Reuters e SerBenfiquista

#adicionado a
Crónicas 06/07

#publicado em simultâneo com o Encarnados

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Descubram as (pelo menos) 4 diferenças...

... entre Portugal e a Polónia



Governo suspende Federação da Polónia
O Governo da Polónia decidiu suspender a Federação de futebol daquele país, justificando tal tomada de posição por «falta de acção na luta contra a corrupção das competições nacionais».

O ministro do Desporto, Tomasz Lipiec, vai agora nomear um administrador para liderar o organismo até que seja eleita nova direcção, em escrutínio a realizar brevemente.A decisão surge na sequência do escândalo que abala o futebol polaco vai para 18 meses, que já levou à inquirição de 60 pessoas, entre árbitros a dirigentes, um «caso» em tudo idêntico ao «nosso» Apito Dourado.

Noticias na Hora A Bola 19-01-2007 17:17


Soluções: 1) Lipiec não é Sócrates; 2) Portugal não é a Polónia; 3) Os governantes polacos têm-nos no sítio, os governantes portugueses nem por isso; 4) na Polónia os interesses políticos não se misturam com os interesses desportivos, em Portugal nem por isso.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Crónica 15ª Jornada - 0.2 de "Alcoolémia"...

Como leiriense que sou, podem pensar que é estranho ter uma afeição especial pela histórica Académica… mas é verdade! A maioria da malta que tem um fraquinho pela União de Leiria tem um ódio de morte à “Preta” – é a alcunha que lhe dão, sem conotação racista entenda-se –, assim numa espécie de Benfica-Sporting da Região Centro mas numa escala menor, como é óbvio.
O Benfica de Ronald Koeman empatou em Coimbra a zero, na primeira jornada de 2005/06. Esse jogo foi muito pior que o de 2006/07 mas teve uma boa arbitragem de Bruno Paixão – apesar de uma expulsão injusta de João Pereira, com duplo amarelo, num lance onde nem sequer há falta. Hoje, a ida do Benfica ao terreno da Briosa pode ser considerada feliz, mas contribuiu para um dos melhores jogos que vi este ano… muito mérito, também, do adversário no constante ataque/contra-ataque que é mais comum noutros desportos colectivos!

Fiquei bastante surpreendido com a magnífica exibição da equipa de Manuel Machado – um dos melhores treinadores portugueses da actualidade –, que se pode queixar de alguma infelicidade, por não ter, pelo menos, feito um golo ao Benfica.
Aqueles que lêem o que escrevo, com regularidade, conhecem a minha posição sobre a Sorte e o Azar em alta-competição, e é por isso que dou pouca importância a um discurso baseado nesses dois factores. Prefiro apostar na competência das equipas nas tarefas defensivas e/ou ofensivas e o que é certo é que, nos momentos decisivos, o sector recuado do Benfica conseguiu “limpar” – não confundir com outras “encomendas” conhecidas recentemente – tudo o que entrava na área. À excepção de Nélson, todos os elementos desse sector estiveram em alto nível… com um destaque especial para o pequeno e genial Léo – autor de uma das melhores exibições com a camisola do Benfica, defendendo exemplarmente, sendo dos melhores do ataque e autor de um bonito golo.

O Benfica entrou em campo a todo o gás e marcou logo no início numa jogada magistral, iniciada num livre “estudado” de Petit. O golo é, no entanto, irregular e confirmou, assim, o que a blogosfera benfiquista tinha dito aquando da nomeação de Paulo Pereira. Seguindo a tendência de dezenas de outras épocas, era mais que óbvio que o árbitro de Viana do Castelo iria ser protagonista de uma arbitragem polémica, com pelo menos um erro grave a favor do Benfica.
O golo apontado por Ricardo Rocha – será um central goleador ou só aqueles que têm um golo na Liga o são? – deixa uma marca fortíssima na partida, levantando da cadeira os hipócritas e acusadores de circunstância, que assistem aos jogos do Benfica com o caderninho na mão e que regozijam com os roubos perpetuados por 24 anos de reinado.
Isso incomoda-me? Claro que sim! Tudo aquilo que não seja a luta pela honestidade de uma competição – e honestidade intelectual das discussões, também – deixa-me frustrado e completamente descrente nos valores desta sociedade desportiva.

O que é certo é que o Benfica marca quatro golos em 90 minutos e dois deles são irregulares… o resultado final acaba por espelhar a Verdade Desportiva do jogo, mas mesmo assim questiono-me acerca do anedótico cartão amarelo que “apagou” um Manú esforçadíssimo, apenas 7 minutos depois de entrar em campo, num lance onde há uma simulação do mais grosseiro possível! Como é exequível ter um descaramento destes? Como é possível o jornalista SportTV afirmar que o golo claramente limpo de Katsouranis é consumado de forma ilegal?
Já ouvi rumores de dois penaltys contra o Benfica. A minha TV deve ser diferente pois o que vejo é um toque da bola no peito de Luisão e um lance casual de Simão com o braço imóvel e em posição natural. Há muita gente mal habituada…

Mas voltando ao jogo, quero ainda destacar a prestação dos homens mais decisivos da partida. Quim defendeu, brilhantemente, tudo o que havia, de muito, para defender – confesso que gosto da forma como soca os cruzamentos não correndo riscos, mas admito que isto enerve alguns adeptos – Ricardo Rocha e Luisão venceram inúmeros duelos continuando em grande evidência, e Simão foi um capitão fundamental… apesar de discordar solenemente da posição que ocupa em campo.
No entanto, e já tendo escolhido Léo como merecido MVP, quero evidenciar o trabalho de um dos meus jogadores preferidos deste Benfica: Petit. Mais recuperações de bola, mais ataques iniciados e um autêntico “pronto-socorro” na ajuda defensiva, sempre que havia qualquer coisa complicada para resolver. Sou um fã, admito, não só pelo talento que demonstra há 5 anos mas pela garra e empenho que coloca em campo. Petit foi e é fundamental neste Benfica e, apesar de agredido com duas “sapatadas” – uma no rosto e outra, por trás, no calcanhar –, nunca esmoreceu!

A bem da verdade, admito que o Benfica foi dominado na maior parte do tempo, por um adversário com um excelente fio-de-jogo e com alguns atletas muito talentosos – Dame N’Doye, Filipe Teixeira e o grande Pedro Roma evidenciaram-se mais uma vez.
Jogando em contra-ataque, nem sempre bem executado, a vitória acaba por ser mais complicada em virtude das prestações desastrosas de Nélson e de Nuno Gomes.
O #22 foi uma autêntica calamidade defensiva, com uns 90% de lances perdidos ou por deficit de colocação no terreno ou por algumas infantilidades escusadas – a forma como, num 3 para 1 à entrada da área, não assiste Manú é estupidamente irritante.
Nuno Gomes apareceu bem no estoiro à barra e na assistência para o golo anulado a Katsouranis, tendo passado completamente ao lado do jogo nos restantes 90 minutos: não ganhou uma bola decente, perdeu lances fáceis e muitas das vezes decidiu de forma errada… chutando quando devia passar, assistindo quando devia chutar, fintando quando devia cruzar, segurando quando devia passar e errando inúmeros passes. Podem pensar que é perseguição mas o #21 precisa de banco, rapidamente!

No que diz respeito à prestação de Fernando Santos, não há grandes novidades a esclarecer. Confesso que não gostei da saída do Miccoli – e ele também não –, mas compreendo-a devido à sua recente indisponibilidade física. Ainda assim foi delicioso aquele magnífico estoiro de primeira do #30, que bate miraculosamente num defesa.
A entrada de Rui Costa e de Manú acabaram por ser importantes, mas substituições ao minuto 89 continuo a não perceber. Espero continuar a ser surpreendido pela prestação do técnico e pela melhoria das exibições da equipa, apesar de esperar pouco… veremos!

Caros benfiquistas, vaticino uma semana complicada e cheia de "ataques" dos Dourados, e seus aliados, que aguardavam há mais de um ano que o Benfica tivesse um benefício claro de arbitragem – obviamente que não vão falar nas restantes incidências do jogo, nem do Apito Dourado, nem do gamanço de jogos anteriores mais “atléticos” – para ressuscitarem a patética Teoria do Colinho. Perguntem-lhes se houve algum jogo em que Benfica pontuou com base num erro de arbitragem e se podem dizer o mesmo dos seus clubes…
O Benfica vai ao Restelo na próxima jornada, naquele que será um momento importante para ver o que vale, realmente, esta equipa. No próximo Domingo há Taça, na Luz, contra a União de Leiria. Duas vitórias que serão fundamentais para a viabilidade do projecto 2006/07.
Estamos na Luta em todas as Competições, Carrega Benfica!

NDR: Levando a iniciativa com humor, ninguém passou incólume à extraordinária mensagem da claque Mancha Negra que brincou com o caso que a Imprensa Nacional empolou na semana passada. "Luisão, a Queima é em Maio... aparece!" é um dos momentos mais hilariantes da jornada e uma das melhores faixas do ano.

Continuo a não entender, ou se calhar até entendo, a forma como vários treinadores de adversários do Benfica se comportam nas Conferências de Imprensa. Aprecio o trabalho de Manuel Machado mas exijo-lhe coerência quando não se indigna com o 2-1 irregular, no Dragão, e evidencia a forma como Ricardo Rocha fez golo. Há que ter seriedade e falar sobre tudo, o golo de Postiga foi apontado em fora-de-jogo e retirou um ponto à Briosa.
Analisando as incidências da partida, o golo reclamado hoje não teve influência directa no resultado. Há demasiados “Ulisses Morais” a treinar equipas da 1ª Liga, sejam honestos!

Podem ver o resumo do jogo aqui. A autora do magnífico vídeo é a bS7.

Ficha de Jogo:

15ª Jornada da Liga BWin

Estádio Cidade de Coimbra, em Coimbra

Árbitro: Paulo Pereira (Viana do Castelo)

ACADÉMICA – Pedro Roma; Litos, Danilo (Miguel Pedro, 22 m) e Kaká; Paulo Sérgio (Nestor Alvarez, 57 m), Roberto Brum, Alexandre e Lino; Dame N’Doye (Sarmento, 72 m), Gyano e Filipe Teixeira.

SL BENFICA – Quim; Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis (Rui Costa, 75 m), Simão e Karagounis (João Coimbra, 89 m); Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (Manú, 53 m).

Disciplina: Amarelos a Luisão (33 m), Manú (61 m) e Alexandre (75 m).

Golos: 0-1, Ricardo Rocha (2 m); 0-2, Léo (88 m).

#Fotos: AFP-Getty Images e SerBenfiquista

#adicionado a Crónicas 06/07

#publicado em simultâneo com o
Encarnados

domingo, janeiro 14, 2007

Ainda o "caso" Luizão

Não estou aqui para pôr paninhos quentes nem para defender o Luizão. Prevaricou, pagou!!
Apenas queria trazer-vos uma notícia que saíu no Diário de Notícias de ontem 13 Janeiro, para que vejam como os (maus) exemplos podem vir de cima.

O que me transtorna é a mediatização execessiva que deram ao caso do Luizão (mereceu capa dos 3 jornais desportivos) e ao caso que aqui transcrevo, muitíssimo mais grave visto tratar-se de quem foi, mereceu apenas uma caixa num qualquer cantinho de um jornal:



Um juiz conselheiro jubilado acaba de ser condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de condução sob o efeito de álcool. O magistrado do Supremo - residente no Porto - foi apanhado pela Brigada de Trânsito da GNR na Estrada Nacional 218 (que dá acesso ao IP4) a conduzir a sua viatura com uma taxa de alcoolemia de 1,28 gramas por litro, que no teste efectuado mais tarde no Instituto de Medicina Legal do Porto subiu para 1,60. Recorde-se que a partir de 1,20 gramas por litro passa a ser crime.

(...)

O caso seguiu para o Procurador-geral da República, que - por ser um juiz conselheiro - requereu ao Supremo o julgamento. O conselheiro pediu a abertura da instrução, alegando não existir qualquer infracção. Com que fundamentos?

Atentem agora aos argumentos do artista:

A contestação

O juiz-conselheiro alega que a sua conduta não preenche "a tipicidade do crime em causa" por não ser verdade "que tivesse ingerido prévia e voluntariamente bebidas alcoólicas em excesso". O magistrado garante que se limitou a acompanhar a refeição "com meia garrafa de vinho" e um digestivo. E justifica que foi o facto de ter"tomado comprimidos para a dor de cabeça" que inflaccionou a taxa de alcoolemia detectada, com a qual disse ter ficado "surpreendido". O conselheiro argumenta ainda que, se "tivesse consciência do grau de alcoolemia, não teria iniciado a condução", que em mais de 40 anos como encartado "nunca provocou qualquer acidente" e que a viagem que "ia fazer era apenas de seis quilómetros".

Podem ler toda a notícia aqui

Por tudo isto não é de admirar que casos como o Apito Dourado ou Casa Pia estejam destinados ao caixote do lixo.

Estamos ou não bem servidos de Justiça?

"desenviando" de um e-mail

RELATÓRIO CARLOS XISTRA: "O jogador da equipa visitada, Micolli, desmandou-se em velocidade tentando desobstruir-se no intuito de desfeitear o guarda-redes visitante. Um adversário à ilharga procurou desisolá-lo, desacelerando-o com auxílio à utilização indevida dos membros superiores, o que conseguiu. O jogador Micolli procurou destravar-se com recurso a movimentos tendentes à prosecução de uma situação de desaperto mas o adversário não o desagarrava. Quando finalmente atingiu o desimpedimento desenlargando-se, destemperou-se e tentou tirar desforço, amandando-lhe o membro superior direito à zona do externo, felizmente desacertando-lhe. Derivado a esta atitude, demonstrei-lhe a cartolina correspectiva."

Verdade? "Desverdade"? Nao sei, o email veio como veridico. Mas e' de uma pessoa ficar "destemperada" e amandar-se aos arames (farpados, de preferencia)...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

"Defender Penaltys para Totós..."

Lição #1


Lição #2




Certificado de Aprovação


#Fotos: AFP-Getty Images e Reuters

#publicado em simultâneo com o Encarnados

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Bayern Munique 3 - Moretto 4

Lembram-se deste momento?
.

É só para vos relembrar que efectivamente não é uma montagem e não foi à toa que o Ronaldinho Gaúcho "falhou"...
Serve também para vos relembrar que (com todos os defeitos que possa ter ) este é realmente o MELHOR guarda-redes que temos no plantel e o habitual titular é MESMO o mais fraco de todos eles.

E neste mesmo jogo sabem qual o gajo que "enterrou" realmente a pasta?

Experimentem ir pelo caminho do gajo que hoje mandou um "charuto" num lance em que é "especialista". O tal que falhou o penaltie. O tal que é (segundo os ingleses) The Brasilian Star...

PS: Até o Marco Ferreira converteu a penalidade.

sábado, janeiro 06, 2007

Crónica Taça Portugal - Águias à Solta...



A Taça de Portugal é uma festa fantástica!
Veio o povo à Luz, carregado com o arroz de tomate, as febras e o toucinho entremeado, o frango assado, o bacalhau cru, a broa e o pão caseiro, não esquecendo, claro, os garrafões com “boa pinga”... alguns deles que em Pombal já iam vazios! Acompanhei pela TV a festa que a malta bairradense fez – a sua maioria com amor repartido pelos dois clubes e que ocupou 16 autocarros –, e posso dizer que acho imensa graça a estas romarias da Taça de Portugal. O Benfica é isto e faz questão de o ser, o Benfica é povo e tenho grande orgulho que assim seja… no final, e depois da festa, acaba por ficar tudo em família e mesmo os derrotados mantêm o brilho nos olhos, revelador da emoção que o futebol dá às nossas vidas!

De certeza que a modesta equipa da pequena localidade de Oliveira do Bairro – por curiosidade, é de onde o “nosso” ex-avançado João Tomás é natural, tendo, inclusivamente, lá jogado antes de se transferir para a Académica – não esperava comodidades e, para os atletas amadores que a constituem, jogar numa Luz magnânime é a oportunidade de uma carreira… para alguns o sonho que sempre tiveram na vida desportiva. É isto que faz a Taça uma competição mágica!

O Benfica, com grande naturalidade, acabou por se superiorizar claramente ao seu corajoso e digno adversário e a equipa nem sequer teve necessidade em puxar dos galões para resolver o jogo. O golo madrugador acabou por facilitar, ainda mais, as coisas e, num único sentido, o avolumar do marcador foi-se concretizando. Sem conseguir descortinar as incidências da partida de forma consistente, os homens do jogo acabam por ser aqueles que fizeram o gosto ao pé… Katsouranis mostra uma veia goleadora fenomenal, enquanto que Nuno Gomes esteve onde era preciso e Kikín continua a reclamar mais confiança nas suas capacidades. É impossível esquecer o regresso daquele por quem tanto temos esperado: Rui Costa, que dá outra classe e alma a esta equipa!
Neste tipo de jogos nem faz muito sentido discutir as opções do treinador ou fazer críticas à prestação menos positiva de um ou outro atleta, a partir do momento em que a camisola é dignificada e os objectivos são cumpridos há pouco a apontar. Com adversários de outro nível a coisa piará mais fininho e, sendo assim, reservo-me para lá. Nota muito positiva para a excelente moldura humana, que, no regresso ao “futebol ensolarado”, deu ainda mais cor à eliminatória, e ainda para as bonitas homenagens a Nuno Assis que os colegas – o grande amigo Simão foi um dos responsáveis pelo gesto – e os Diabos Vermelhos fizeram questão em concretizar. Os benfiquistas estão com o Nuno e vão esperar por ele até o castigo terminar!

É absolutamente surreal assistir a um partida do Benfica com base apenas numa transmissão radiofónica. Foi esse o meu calvário do dia! Conseguir aturar o que Valdemar Duarte e Manuel Pedro Gomes foram disparatando na TSF fez-me reconsiderar porquê, há uns anos atrás, tinha tanto gosto em seguir a bola com o transístor colado aos ouvidos. Desde o constante desdenhar de jogadores benfiquistas que até bisaram na partida, da gozação com o peso e capacidade dos atletas do Oliveira do Bairro – enquanto a diferença esteve em poucos golos eram craques de primeira água –, passando ainda por várias tentativas de relativizar o avolumar do marcador por parte do Benfica e até, pasmem-se, insistindo num chorrilho de disparates sobre a atitude competitiva dos atletas da casa… enfim, deu para tudo e foi um vale tudo!

Ao contrário de outros protagonistas de outros confrontos desta competição em anos recentes, a humildade de jogadores e treinador do Oliveira do Bairro são um exemplo a seguir por todos aqueles que fazem ou querem fazer parte deste Desporto. Desejo, sinceramente, que tenham muito sucesso nos próximos confrontos da 2ª Divisão e que continuem a dignificar a magnífica zona da Bairrada.
Venha a próxima eliminatória e faço votos que seja, novamente, uma partida em casa… e que dê para nova romaria!

NDR: Como esta caixa de comentários está extremamente rica em prosas imperdíveis, faço o devido destaque, elevando a um expoente máximo - e que me perdoem os outros valorosos participantes - as participações do Johnny Rook nas questões “Nuno Assis” e “Como se constrói um Império Futebolístico”. Vale a pena ler!

Podem ver o resumo do jogo aqui. A autora da captura do vídeo é a bS7.

Ficha de Jogo:

4ª Eliminatória da Taça de Portugal

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)

SL BENFICA – Quim; Nélson, Anderson, Ricardo Rocha e Léo; Katsouranis (Rui Costa, 46 m), Petit, Simão (Manú, 63 m) e Karagounis; Nuno Gomes (Mantorras, 70 m) e Kikin Fonseca.

OLIVEIRA DO BAIRRO – Mário Júlio; Paulo Costa (Gabriel, 63 m), José Carlos, Paulinho e Hugo Justiça; Jean (Alexis, 45 m), Tó Miguel, Carlos Miguel e Dani; Luís Barreto e Leandro.

Disciplina: Nada a Assinalar.

Golos: 1-0, Katsouranis (5 m); 2-0, Nuno Gomes (40 m); 3-0, Nuno Gomes (42 m); 4-0, Kikin (54 m); 5-0, Kikin (61 m).

#Fotos: SerBenfiquista

#adicionado a Crónicas 06/07

#publicado em simultâneo com o Encarnados

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Alem fronteiras

Faz hoje 2 meses que cheguei ao Texas e ja me sinto completamente integrado. Uma das razoes e' por jogar futebol (soccer) aos domingos com os mexicanos e com isso tenho criado alguns amigos. Mas o que vos quero dizer e' que quando souberam que era portugues a primeira pergunta foi... Es do BENFICA? CLARO! Portugues que nao e' benfiquista e' (bem, e' melhor omitir esta parte)...

SOMOS ENORMES! Ate' no cu' do Texas!!!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

A Dança das Classificações!

Confesso que fiquei siderado quando a SIC deu este “furo”… foi há poucas horas e ainda estou perplexo e indignado! Certamente aqueles que estão a ler estas modestas linhas já ouviram falar numa parte do processo Apito Dourado, que inclui não a manipulação efectiva dos resultados desportivos mas sim a manipulação da classificação anual dos árbitros da 1ª Liga. Já ouviram por alto, não já? Pois, se estavam, como eu, num relativo desconhecimento sobre como eram realizadas esta manobras, e se ainda não estão sentados, peguem numa cadeirinha confortável e preparem-se para um lambada daquelas bem puxadas atrás.
Meus amigos, andamos a ser enganados há décadas, sem qualquer pudor e por uma rede que atinge proporções inimagináveis. Isto é tão revoltante que só me dá vontade de mandar isto tudo para o galheiro!

Como devem saber, a posição que um árbitro ocupa na tal “listinha sagrada” dá origem às descidas para uma obscura, e fracamente remunerada, 2ª categoria mas dá também a possibilidade em chegar a internacional, o vulgo árbitro FIFA… só os melhores classificados lá chegam.
E assim, o esquema é o seguinte: para além dos “cafezinhos” e dos “chocolatinhos” que já todo o Portugal conhece, há também o conluio dos observadores dos árbitros. E o trabalhinho desses responsáveis “idóneos” consiste em fazer “vista grossa” aos escandalosos erros premeditados dos seus companheiros de suborno. Assim, a nota a ser dada no relatório, por esses “reis da análise”, não sai, nunca, influenciada pelos tristes espectáculos de Duartes, Paratys, Xistras, Costas, Benquerenças, Sousas, Baptistas, etc… e, assim, as boas classificações, para além doutras regalias já conhecidas por nós, estão garantidas! Bonito e eficaz, não é? Terreno livre para gamar, à vontade do freguês!

Mas tenham lá calma que a história ainda não acabou… ainda só vai a meio! Agora aconselho, mesmo, uma cadeirinha!
Se, por um surto de honestidade, os amiguinhos dourados do apito não forem de acordo com as instruções do patrão, ou se aparecer um observador honesto que premeie um árbitro idóneo ou castigue um árbitro “amigo”, as classificações são manipuladas informaticamente na altura do registo e das análises ao relatórios. Repito, para se entender bem: as classificações que não forem do agrado dos big bosses –, que incluam portanto, boas notas aos árbitros honestos ou más aos corruptos – são adulteradas, no sentido de colocar no topo uns e relegar outros para as categorias secundárias. Garantem-se, pois, aqueles que dão jeito e descartam-se aqueles que não dão. Ora, isto é igualmente escandaloso à manipulação directa dos resultados desportivos… porque a complementa e possibilita que o ciclo de corrupção nunca acabe!
É deste tipo de coisas que o tal famoso dossier contem, e ainda há muitas que não sabemos!

Os manipuladores até já foram constituídos arguidos pelo Ministério Público – choca-me que se fale tão pouco e tão poucas vezes deste tema – e são os nossos conhecidos Pinto da Costa, Valentim Loureiro, e ainda o Presidente do Gondomar e um Engenheiro Informático –, que vergonha para a minha classe –, para além de 35 árbitros e 11 observadores. Até já há certidões perdidas, tal é a falta de vergonha!
Lembram-se de, há uns anos atrás, aparecer um antigo árbitro na TV a queixar-se de ter sido excluído injustamente da arbitragem profissional por não gostar de… digamos, fazer fretes? Alguém que nos salve destas ”famílias”, é só o que peço!

#Fotos: APAF

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quinta-feira, dezembro 28, 2006

Falta de bola...

Quem foi o artista que teve a brilhante ideia de diminuir de 18 para 16 clubes? Artista não mas deve ser daqueles que fica em casa e que de certeza não gosta de futebol. Só neste país é que podia acontecer isto. Qual foi a intenção disto? Ganhou-se alguma coisa? Quem no meio disto tudo fica a ganhar são os jogadores que tem mais uns dias de férias e continuam a ganhar o mesmo apesar de trabalharem menos; a liga inglesa porque é quase a única liga que tem jogos neste altura; pasmem-se mas também a grande Holande com os seus biliões de habitantes também tem jogos neste altura. Mas para que que estou a comparar a Holanda com Portugal? Eles até nesta altura tem uma temperatura mais amena que nós...
O povo quer é bola a rolar na relva, quer é ver discutir futebol à segunda de manha com os rivais e mandar as suas bocas ou partilhar as suas amarguras. Nós durante um mês estamos orfãos disso.
Em todo o lado tenta-se aumentar o numero de jogos, nós como de costume vamos no sentido oposto.... É este país que temos...

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Crónica 1ª Jornada - "La Noche del Kikín!"



Em virtude do excelente momento de forma do adversário, toda a gente previa um confronto extremamente complicado com o Gil Vicente… ahm ahm, perdão, com o Belenenses! Apesar do Belenenses ser um clube que desprezo – que me perdoem os “pastelinhos” que estão a ler estas linhas – consigo reconhecer a sua excelente equipa de futebol, e até têm no comando um treinador de que gosto particularmente e que fez um grande trabalho na “minha” União de Leiria.
No último jogo do ano, antes de quase um mês sem futebol luso, os olhos estavam apontados para descortinar uma reacção deste Benfica intermitente, que se mantém demolidor em casa e sofrível quando sai do conforto da Luz. A minha expectativa recaía, especialmente, no comportamento de Kikín Fonseca… ainda para mais em virtude das recentes notícias que especulam um possível regresso ao México.

A entrada do Benfica na partida, tal como frente ao Vitória, voltou a realizar-se em grande sobressalto. O adversário controlou os acontecimentos e dificultou a acção ofensiva da equipa de forma consistente. Aproveitando a óbvia e irreparável ausência de Petit, o Belenenses criou duas oportunidades claras de golo através de dois estoiros portentosos, que não dão golo por milagre. E a referida ausência do #6 torna-se bem evidente porque Katsouranis não tem perfil de puro trinco e, com a manifesta incapacidade física actual, não consegue ter a mesma influência que demonstra como um dos melhores box-to-box da Liga – mas mesmo inferiorizado fez mais um golaço de cabeça!

Em 45 minutos, o Benfica nunca conseguiu explanar o seu jogo – mérito do adversário mas também muito demérito caseiro – e teve bastante oportunismo na forma como assegurou uma vantagem confortável… muito oportunismo, mesmo! Discordo totalmente dos discursos que colocam ênfase na dicotomia sorte/azar porque, simplesmente, não acredito nesses factores. O Benfica teve as oportunidades e soube concretizá-las, superiorizando-se a um Belenenses perdulário. Parece-me óbvio que ou há categoria para “fazer subir um marcador” ou não há, tão simples quanto isso!
Desta vez, a “Besta Negra”, que agora ocupa a baliza do Belém, não apareceu… claro que não podem haver milagres todos os dias!



Com dois golos de vantagem, e algum descrédito dos visitantes, o Benfica arrancou para uma meia-hora final de grande controlo e fulgor atacante, aumentando o resultado de forma natural… apesar de alguns sobressaltos bem resolvidos por Ricardo Rocha e, principalmente, Quim.
O destaque óbvio vai para o belo golo de Kikín Fonseca, que concretiza de forma sublime uma assistência primorosa de Nuno Gomes. O mexicano não esteve tão bem como no encontro anterior – algo lento e a falhar alguns passes –, mas desta vez conseguiu facturar. O futebol é mesmo assim!
Espero que, agora que parece mais integrado, continue no Benfica e cumpra o seu contrato. Gosto de jogadores esforçados e humildes, o que é o caso do #17!

Como homens do jogo, e para além de Quim que fez uma mão cheia de defesas de nível elevadíssimo – como há muito não víamos –, é obrigatório destacar o capitão Simão que raramente joga mal e continua a criar o pânico, com deambulações pelo lado esquerdo do ataque, e Ricardo Rocha que continua numa solidez defensiva exemplar.
É patente que a exibição global da equipa não foi de grande nível e que o resultado é algo enganador. Apenas a espaços vimos Nuno Assis e Nélson, enquanto que Karagounis se agarrou muito à bola… até tenho ideia que Nuno Gomes não chegou a rematar à baliza.
Luisão e Léo tiveram imensas dificuldades a defender –, perderam e ganharam vários lances de confronto directo – e talvez por isso se tenham visto pouquíssimo em tarefas de construção atacante.



Falta, ainda, um breve destaque sobre a arbitragem. Bruno Paixão é um mau árbitro e, infelizmente, continua a ter oportunidades para apitar jogos na Liga BWin. Há inúmeros erros de julgamento em faltinhas e várias falhas no capítulo disciplinar – parece que se esqueceu dos cartões nos balneários, permitindo o recorrente jogo violento de Sandro Gaúcho, Nivaldo e Gaspar sobre Karagounis, Léo e, principalmente, Simão.

O penalty é claríssimo, apesar de estupidamente cometido, e só alguém de má fé ou com nulo conhecimento das regras pode colocar em causa a sua sanção – parece que Gaspar, apesar de futebolista, é um deles! Há, ainda, dois lances protagonizados por Luisão na área que deixaram algumas dúvidas. No 1º, Luisão agarra Dady mas não existe falta porque o jogo está parado, mais tarde há um “agarrão” sobre José Pedro que deveria ter sido assinalado.
Se é com este tipo de árbitro que, aqueles que acham “que não valia a pena comprar árbitros defrontando o modesto Estrela da Amadora” porque “têm uma grande equipa”, insinuam que há benefícios escandalosos ao Benfica, acho que se devem esforçar um bocadinho mais!



O que falei na crónica anterior sobre Fernando Santos é precisamente aquilo que poderia dizer nesta partida, com a agravante do adversário ser mais forte e passível de causar problemas mais graves. Substituições inúteis e tardias, apatia no banco e má gestão de plantel. Felizmente não houve consequências no resultado, embora possam advir em posteriores embates. Continuo sem paciência para este treinador!
Dei por mim a reparar que o livre cobrado por Karagounis, que dá origem ao 2-0, era indirecto. Portanto, se a bola não bate na barreira e se Costinha não lhe toca, o golo não poderia ser contabilizado… ainda bem que o grego bateu directo, mas atenção que estas coisas não acontecem todos os dias!

Acabou-se a Liga BWin em 2006, com o Benfica a 8 pontos do 1º e 3 do 2º lugar. Ainda há alguma esperança no título, até porque estão para surgir novidades bombásticas no Apito Dourado! A Maria José Morgado não brinca em serviço, meus amigos!
O próximo jogo do clube é apenas em Janeiro e para a Taça de Portugal, seguindo-se um Torneio interessante no Dubai. Se tudo correr bem, cá estarei para elaborar as crónicas, desejando que a consistência se apodere da equipa e que, desta vez, as prendas de Natal não venham em packs de categoria duvidosa.

NDR: Não sei se tiveram oportunidade de ver mas, na SportTV, foi transmitida uma reportagem sobre Pedro Mantorras protagonizada pela sua esposa, num magazine denominado “Futebol de Salto Alto”. Como ainda vai repetir amanhã, podem aproveitar e conhecer mais qualquer coisa sobre o nosso #9. A humildade e generosidade fazem deste angolano – Angola é um país que me diz muito, por razões pessoais – um pouco mais que um tradicional jogador de futebol.

Finalizo o post com o vídeo do Xander que serve de resumo à partida. Um Bom Natal para todos e continuem a aparecer por aqui, e a deixar os vossos comentários.

Podem ver outro excelente resumo aqui. A autora é a bS7.

Ficha de Jogo:


1ª Jornada da Liga BWin

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Bruno Paixão (Setúbal)

SL BENFICA – Quim; Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Karagounis (Beto, 70 m), Katsouranis, Simão (João Coimbra, 84 m) e Nuno Assis; Kikin Fonseca (Manu, 81 m) e Nuno Gomes.

BELENENSES – Costinha; Gaspar (Roma, 65 m), Rolando, Nivaldo e Rodrigo Alvim; Sandro Gaúcho; Eliseu, José Pedro e Ruben Amorim; Dady (Sousa, 87 m) e Silas (Pinheiro, 88 m).

Disciplina: Amarelos a Gaspar (18 m) e Eliseu (73 m).

Golos: 1-0, Simão (19 m, de g. p.); 2-0, Karagounis (43 m); 3-0, Kikin Fonseca (52 m); 4-0, Katsouranis (79 m).

#Fotos: SerBenfiquista

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terça-feira, dezembro 19, 2006

Querido Pai Natal


Querido Pai Natal,

Sei que nesta altura é difícil atender a todos os pedidos que lhe chegam, mas também não vou ser muito exigente.


Neste Natal apenas gostaria de receber um treinador igual ao que aparece na foto acima.

Se não houver disponibilidade para realizar a operação, também ficarei satisfeito com um gordinho anafado que sua muito e passa o tempo a berrar para dentro do campo em vez de dormitar nos fantásticos Recaro do nosso estádio.

Grato pela atenção dispensada sobre este assunto,

Dum benfiquista que todos os dias faz os trabalhos de casa, come a sopa toda e não tem atormentado por aí além os dragartos (Em Janeiro isto passa).

Lisboa, 19 de Dezembro de 2006

sábado, dezembro 16, 2006

Crónica 14ª Jornada - Ninguém Pára o Super-Capitão...

Foi com relativa tranquilidade que fiz “estágio” para o jogo, mesmo ao seguir a partida nunca demonstrei o nervosismo habitual num jogo do Benfica. Não sei se tal aconteceu devido ao fraco adversário ou pelo facto das coisas não estarem a correr bem.
O Benfica acabou por vencer o jogo de forma natural, apesar da entrada demolidora do Vitória, que não teve resistência à altura no resto dos 90 minutos. Pela 3ª vez na Liga, o Benfica defronta um adversário que muda de treinador em vésperas do respectivo confronto… ora isto não é uma situação normal nem acredito que seja uma coincidência engraçada, até porque a dificuldade do jogo aumenta exponencialmente – toda a gente sabe como funcionam as “chicotadas psicológicas”.

A primeira grande nota de destaque vai para a crucial importância que Petit tem nesta equipa. Já sei que o #6 é, para quase todos, o 1º sacrificado/dispensável nas várias formações amadoras do Benfica que todos fazemos, mas eu continuo a teimar e a achar o seu futebol de carácter imprescindível. Indiscutivelmente, hoje, a sua ausência emperrou a exibição da equipa durante, pelo menos, 45 minutos.
Katsouranis está de rastos, só Fernando Santos não vê, e tem algumas dificuldades na posição 6. Armando Teixeira é peça chave neste losango pois possui um exímio jogo defensivo e permite que o grego jogue um pouco mais adiantado – posição 8 –, beneficiando a equipa da sua capacidade ofensiva.
O problema não foi resolvido e só com um novo modelo, 4-3-3, se melhorou a prestação da equipa.

O que continuo a achar inconcebível é a patética gestão da equipa que Fernando Santos tem feito. Não pactuo com uma 1ª substituição aos 84 minutos, quando os gregos se arrastavam, nem com outras duas apenas para queimar tempo. Talvez seja pouco para estar a colocar um treinador em cheque… isto se esta atitude não fosse, já, constante.
A equipa perde com isto, os titulares perdem com isto – porque se desgastam desnecessariamente –, e os suplentes não ganham confiança nem qualquer ritmo de jogo. Situação que, como já vimos na Figueira da Foz, causa graves problemas! Parecia, comicamente, que havia dois Nandinhos do lado do Vitória!



Simão Sabrosa voltou a ser o melhor jogador do Benfica, demonstrando enorme classe, fazendo a equipa jogar em velocidade, com assistências primorosas, excelentes combinações com Léo e marcando um golo de belo efeito. O Super-Capitão está imparável e parece melhor do que nunca!
Destaque ainda para uma estupenda defesa de Quim num remate madrugador e espectacular do Vitória, para o regresso aos golos de Nuno Gomes e para a belíssima exibição de Nuno Assis, coroada com um golaço.
Não sou um particular fã do #25, acho-o útil mas nada por aí além, embora hoje mereça um elogio especial. Neste jogo manteve uma bitola bastante alta!

Apesar da má entrada em campo dos laterais, os mesmos conseguiram subir de produção no 2º tempo e rubricar boas exibições. Léo e Nélson foram fundamentais no avolumar do resultado através de arrancadas e combinações com jogadores do miolo.
Apesar de importantes, Karagounis e Ricardo Rocha nunca brilharam ao contrário de Kikín Fonseca na 2ª parte. O mexicano “deu um ar da sua graça” e teve preponderância no ataque benfiquista com boas combinações e um cabeceamento que não deu golo por milímetros. Sinceramente gostei, com mais minutos e confiança poderá ser um caso sério. Temos a agradecer ao Nandinho o facto do #17 estar com dificuldades em impor-se!
As grandes desilusões acabam por ser Katsouranis e Luisão – apesar da assistência (?!) do brasileiro para o 2-0 – que pareceram nunca entrar, verdadeiramente, no ambiente da partida. São dois grandes jogadores e, como é óbvio, têm direito a uma má performance de vez em quando.

No que diz respeito à arbitragem, para além de alguns foras-de-jogo mal tirados ao ataque do Benfica, existem 2 lances que poderão causar algumas dúvidas. Uma entrada duríssima de Luisão sobre Mbamba e uma hipotética falta para penalty num lance duro de Auri com Nuno Assis. No lance de Luisão ficou, pelo menos, um amarelo por mostrar… mas o vermelho directo não escandalizaria, enquanto que o penalty poderia, também, ter sido assinalado.
Não tenho especial admiração pelo trabalho de Elmano Santos, até o acho sofrível, mas acho que, num jogo fácil, acabou por passar despercebido e não teve grande influência no desenrolar dos acontecimentos.


Duas notas muito negativas para a fraquíssima assistência na Luz e, ainda, para alguns “assobiadores”. Já sabemos que no “Reino da Águia” as coisas vão mal mas não compreendo como não há uma fidelização constante que consiga meter 2/3 de público em todos os jogos. 30 mil pessoas não é aceitável para um clube como o Benfica!
Mas se vão lá para assobiar os nossos, realmente, mais vale não irem. Como é possível que Beto seja assobiado – e todos sabemos como ele é horrivelmente mau – sem ter tocado na bola? É assim que querem motivar atletas e, até, os próprios colegas? Como acham que o jogador se sente com isto? Como acham que os seus colegas se sentem ao ouvir assobios dos próprios sócios a um companheiro?
Estas atitudes causam-me um certo asco, caramba! Não há justificação plausível para estas cobardias!

5ª feira joga-se a Jornada em atraso, frente ao Belenenses, onde apenas a vitória é o resultado possível. Já vimos que os “Pastelinhos” estão num excelente momento de forma, e só um bom Benfica poderá alcançar um triunfo esclarecedor.
Esperemos os 3 pontos, com um bom espectáculo cheio de golos e uma melhor assistência.
Até lá talvez até apareçam umas novidades “Douradas” para nos alegrar….

NDR: O destaque da noite vai, também, para a surpreendente presença de Geovanni nas bancadas da Luz. É verdade que o Campeonato Brasileiro já terminou, e acaba por ser normal que ex-jogadores muito respeitados no clube ganhem um carinho especial e gostem de voltar a este ambiente, mas e que tal se o “Soneca” voltasse ao Benfica? Não se esqueçam que só tem 26 anos!
No dia em que se especula que Manuel Fernandes poderá regressar, seria espectacular ter estes dois atletas de grande qualidade como reforços de Inverno.
Aguardemos desenvolvimentos!

Saúdo o regresso do Xander, com a qualidade a que já estávamos habituados.



Podem ver outro excelente resumo aqui. A autora é a bS7.

Ficha de Jogo:

14ª Jornada da Liga BWin

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Elmano Santos (Madeira)

SL BENFICA – Quim; Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Karagounis, Katsouranis (Beto, 90 m) e Nuno Assis (João Coimbra, 90 m); Kikín Fonseca (Manu, 84 m), Nuno Gomes e Simão.

VITÓRIA SETÚBAL – Nélson; Janício (Lourenço, 63 m), Veríssimo, Auri e Nandinho; Sandro, Madior e Binho (Julien, 63 m); Varela, Mbamba e Amuneke.

Disciplina: Amarelos a Madior (45+2 m), Sandro (64 m), Nandinho (66 m), Mbamba (79 m) e Nuno Assis (86 m)

Golos: 1-0, Nuno Gomes (13 m); 2-0, Simão (63 m); 3-0, Nuno Assis (86 m).

#Fotos: AFP-Getty Images e SerBenfiquista

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quarta-feira, dezembro 13, 2006

Fanatismo ou Dignidade... a Cidadania Essencial!


Começo por partilhar um pequeno episódio da minha vida pessoal que demonstra a minha posição sobre a postura e credibilidade de quem gere o meu clube.
Como apaixonado pelo Benfica, vivo o clube de forma intensa e custa-me imenso ver quaisquer irregularidades a ele associadas. No período mais negro da História do Benfica, fui sempre um dos ferozes críticos da presença de Vale e Azevedo como Presidente. Na altura não era sócio do clube mas a postura desta figura sinistra causou-me grande preocupação e alguma revolta pelo estado deprimente em que a credibilidade do clube era, diariamente, colocada em causa na Imprensa Nacional e até Internacional.
Esta minha posição deu origem a grandes e acaloradas discussões com o meu pai, que na altura era um defensor acérrimo do dito. Posição, essa, que só foi consolidada eficazmente com uma esperada e desejada, por mim, condenação judicial.
Sendo assim, hoje e com algum humor, utilizo o argumento da pena de prisão de Vale e Azevedo como forma de contrariar qualquer discussão “futeboleira” que está a correr melhor ao patriarcado do que a mim. E vai resultando…. pelo menos causa algum frisson já que a sua vergonha por tal apoio é cada vez maior!

Como pessoa recta e idónea que sou, exijo, como 1º requisito essencial, a honestidade absoluta e um background completamente limpo àqueles que me representam, como cidadão, ao mais alto nível. Sejam eles governantes do meu país, autarcas de onde resido ou dirigentes do clube onde estou filiado.
Causa-me alguma perplexidade como podem, alguns, relativizar tudo o que se tem passado no Futebol Português ao longo desta última década e meia, a que assistimos a um Reinado de Terror, com ramificações na Policia Judiciária, Imprensa e até na Magistratura, que foi construindo um Império Futebolístico de proporções gigantescas.
A situação é de extrema gravidade e terá de ser solucionada rápida e justamente, com pena da anarquia se apoderar por completo de um Portugal com pretensões a ser/continuar um Estado de Direito.

Orgulho-me de ter feito parte da secção de benfiquistas que se manifestaram contra a presença de José Veiga no Benfica desde o 1º minuto, e que rejubilaram pela sua saída. Como diz o ditado milenar: “À mulher de César não basta ser séria, tem de o parecer!” Temos a obrigação, como cidadãos úteis à sociedade, de não pactuar com comportamentos eticamente reprováveis… isto para qualquer área da sociedade.
Reconheço-lhe, a Veiga, alguns méritos em contratações de futebolistas, principalmente na vinda de um fabuloso jogador de nome Fabrizio Miccoli, – também, é um facto, que houve inúmeros erros de critério – mas o peso de uma vida de irregularidades fiscais não conseguiu, a meu ver, pender a balança para a mais-valia. Escrevi aqui, que o Benfica estaria livre e imaculado para continuar a luta contra este cancro que coloca em causa a Verdade Desportiva das Competições Nacionais.

A recente comunicação de que Luís Filipe Vieira foi constituído arguido no célebre “Caso Mantorras” causa-me preocupação tal, que exijo que haja um esclarecimento público sobre os contornos da situação. O Benfica, como Instituição de bem, não pode estar associado a este tipo de querelas jurídicas – apesar, ao contrário de outros, as mesmas não terem nada a ver com questões desportivas em concreto –, principalmente quando esta situação foi peremptória e publicamente desmentida. Não vi Luís Filipe Vieira a pronunciar-se sobre isto recentemente e isso é o mínimo que se lhe exige… sendo a demissão o extremo, que obviamente não descarto.


Posto isto e depois de ter ouvido as recentes intervenções de dois influentes portistas, Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira, fico siderado como a maioria dos indivíduos que se dizem adeptos do FC Porto podem pactuar com as recentes revelações gravíssimas no âmbito do Apito Dourado. Há, obviamente, pessoas sem escrúpulos que não sancionam actos ilícitos para ver satisfeitos os seus desejos – muitos deles até polulam a blogosfera quer como autores de blogs mas principalmente numa “praga” de visitantes anónimos, com assinaturas esquisitas, que provocam alarvemente sem nada de positivo a acrescentar à discussão –, mas tenho de acreditar que o adepto portista, que se considere uma pessoa honesta e digna, não se reine pelo fanatismo exacerbado e se escandalize com tudo isto.
Ainda deve haver alguns, ou não?

Se algo semelhante se passasse no meu clube, e se o mesmo fosse regido por uma autêntica Associação Criminosa há mais de 20 anos, sentir-me-ia enormemente envergonhado. Apoiaria medidas da Justiça e até Sanções Desportivas. Se isso não fosse satisfeito afastar-me-ia do clube por completo… a bem da minha sanidade mental e honestidade inerente! Tenho, sempre, por base do meu pensamento desportivo que as pessoas não fazem os clubes e, em momento algum, confundo uma personalidade com a identidade global daquilo que o Benfica representa… principalmente se essa personalidade tiver comportamentos criminosos que se confundem com a colectividade.

O que me causa séria repulsa é a corja de ignorantes que está a tentar, num ritmo diário, manchar o nome do Benfica com uma série de verborreias que não passam de um delirante wishfull thinking – nem vale a pena apresentá-las, já que todos as conhecemos –, na tentativa de branquear por completo o que tão grave assola os noticiários diários e que tem, em exclusivo, o FC Porto, o seu Presidente e subalternos como autores morais. Tal atitude pode ser considerada como um subterfúgio da personalidade que é explicado na Psiquiatria como comportamento delirante com desvio maníaco-depressivo.
Acredito que a honestidade é um aspecto essencial da vida e não pode ser o fanatismo bacoco da clubite a desviar-nos da dignidade como homens!
Talvez este meu desabafo seja demasiado utópico e até empírico mas achei que era saudável partilha-lo. Nunca como agora, acreditei tanto que a Justiça será servida àqueles que sempre lutaram por ela… é agora ou nunca, o lugar dos criminosos e dos cúmplices é na Prisão!

NDR: Como esclarecimento importante dos desenvolvimentos recentes do Apito Dourado transcrevo partes de um comentário de um visitante regular que é jurista, Johnny Rook, que, certamente, enriquecerão a nossa compreensão.

(…) "A minha experiência diz-me que este processo vai ter um fim. Ideia esta que até ao livro e salvo os processos que estão fora das comarcas do Porto e circundantes, eu não tinha ou sequer acreditava ser possível." (…)

(…) "O caso do Bexiga então vai ser a pedra de toque disto tudo. Por uma simples razão: tem uma vítima concreta e que é sujeito processual e não deixa morrer o assunto. O MP aqui vai ter muitíssima dificuldade em arquivar. Ela não só é testemunha, como arguida, num processo em que não é ela a vítima. Aqui não se trata de palavra contra palavra. Ela é a arguida – que confessa – e a testemunha que tem conhecimento directo dos factos." (…)

(…) "Percebe-se melhor agora a “asneira” processual da separação do processo em bocadinhos. É agora bastante claro que estamos perante uma rede, uma organização criminosa. O processo é uno e indivisível (neste caso). Não é facto principal se o Paixão roubou o Estrela, o que interessa é que o Paixão pertencia à rede. O crime principal, para o qual os outros crimes concorrem não é o da corrupção (desportiva ou não) é o da associação criminosa. Faltava até aqui (faltava ao conhecimento público, leia-se) o elemento violência. Aqui está ele, personificado na agressão bárbara e concertada ao Bexiga." (…)

(…) "Devem-se cruzar as declarações dela com aquilo que já existia para as infirmar e não permitir a mera desacreditação da Galdéria, só porque dá jeito agora o seu passado como assalariada do Teles.
Por aquilo que veio a público a tarefa de infirmação não será difícil. Tudo o que ela disse já consta dos processos. Reforça-os. Vêm de dentro." (…)


Podem ler o texto todo nesta caixa de comentários, aconselho.

Alerto, também, para dois artigos de opinião onde me revejo totalmente que foram escritos em jornais de referência, aqui e aqui. Não percam, ainda, os dois mais recentes textos de um grande blog que podem ler aqui e aqui.

#Fotos: Record e SPortugal

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domingo, dezembro 10, 2006

Crónica 13ª Jornada - Paraty, vai um "Chocolatinho"?


Um ano depois, nova arbitragem simplesmente inqualificável, e uma postura sofrível da equipa durante quase 70 minutos – é o “deixa-andar” nandinhesco –, custaram dois pontos frente a esta empenhada equipa da Naval e deixam o título completamente fora do alcance do Benfica. Como é possível ter uma atitude tão expectante e, depois de acordar já tarde, falhar tantos golos?
Não acredito em milagres e, tendo em conta que o Benfica não tem nem um treinador competente nem uma equipa suficientemente forte para lutar contra esta podridão, o Campeão Nacional será aquele que já estava escolhido ainda antes da prova se iniciar. Apoio que se faça um Decreto–Lei a declarar o FC Porto Campeão Nacional Ad Eternum, jogando o Benfica longe deste Campeonato repugnante… possivelmente na 2ª Divisão Espanhola, com um posterior ingresso na Liga principal. É só uma ideia!

Melhores em campo, os que o têm sido nos últimos tempos: imperial Ricardo Rocha, velocista Léo, pendular Katsouranis e, principalmente, o irrequieto capitão Simão Sabrosa… que permanece numa forma estupenda.
Nélson continua a sua série de patetices defensivas e controlos de bola ridículos em zonas perigosas, Petit tem vindo a baixar de forma de há 2 ou 3 jogos para cá e Quim teve pouquíssimo trabalho para se poder avaliar. Luisão foi a sobriedade em campo, não tendo registado um único erro em 90 minutos. Fiquei algo desiludido pelo seu desacerto nas bolas paradas ofensivas, já que hoje era um jogo para aparecer.

Deu para ver o que a falta de ritmo faz a jogadores como Paulo Jorge, Karagounis – que antes das lesões estavam em grande e hoje estiveram próximo de nulidades – e Kikín Fonseca. É no que dá ter um treinador que não possibilita minutos aos atletas, depois precisa deles para resolver os jogos e… eles não conseguem dar o melhor de si. Apreciei alguns pormenores técnico-tácticos do mexicano mas falta-lhe aquela dose de confiança para poder ser mais egoísta e tentar rematar para o golo!

Cometi um erro ao pensar que o Benfica seria beneficiado pela arbitragem, nesta jornada, para continuar a sessão recorrente de “areia para os olhos”… mas não, a sem-vergonhice de Paulo Paraty não tem limites. Fica mais um penalty por assinalar por mão na bola de Gilmar e uma expulsão por duplo amarelo perdoada a Orestes por duas vezes. O 1º livre à entrada da área, depois de sucessivas faltas não assinaladas sobre Karagounis e Simão, foi apontado já passava mais de uma hora de jogo. Surreal o número de vezes que o grego teve de ir dizer a Paraty que tinha sofrido falta, depois da equipa de arbitragem não deixar organizar uma jogada de ataque! Faltou também um amarelo para Ricardo Rocha já que, apesar de não me parecer propositado, aquele cotovelo "maroto" tem de ser sancionado.
Os minutos finais foram, como seria de esperar, de autêntico “tiro ao boneco” mas faltou, mais uma vez, a tranquilidade exigível para conseguir vencer a partida.

As lesões também têm tido importância no descrédito deste Benfica 2006/07. Vendo que Miccoli e Rui Costa só poderão jogar no próximo ano e sabendo que a Preparação Física da equipa está, visivelmente, em más mãos, apanhamos um susto quando vemos um banco com Moretto, Beto, Mantorras e Marco Ferreira…
Mais uma vez ficou uma alteração para efectuar! Definitivamente que Fernando Santos é do tempo onde só se podiam fazer 2 substituições. Penso que já está confirmado que, ao longo dos tempos, não houve evolução na sua postura de banco.

Depois de tudo o que se tem passado nestes anos, e principalmente vendo as recentes revelações bombásticas, porque é que continuamos a insistir em ver Futebol? É apenas procurar um motivo para nos chatearmos e até arranjar uma úlcera inesperada e indesejada! Sinceramente já me vão faltando as forças, como eu gostava de não ligar nenhuma a isto... até pagava para me livrarem deste "inferno"!
Para o ano, se ainda for com Nandinho ao leme, continua a não haver qualquer hipótese na conquista de títulos. Direcção, é hora de acordar!

NDR: Porque continua o Futebol Português na TVI? Recuso-me a assistir a este circo de qualidade medíocre! Desde as ridículas entrevistas a espectadores antes, no decorrer e até depois dos jogos, focos de câmaras nas pernas, cotovelos e nas chuteiras dos jogadores, passando por “Valdemares” Duarte e até flash interviews vindos de outra Galáxia.
Será que temos de continuar a levar com a “novelização” da Liga Portuguesa, ao estilo Doce Fugitiva, Anjo Selvagem e Morangos com Açucar?

A patetice chegou ao extremo quando vemos no tal programa de antevisão da jornada, dito de qualidade TVI, um resumo de golos menos ortodoxos acompanhados de sons de galinhas e perus?
E que tal deixar de contribuir para a estupidificação dos espectadores, pode ser?

Ficha de Jogo:

13ª Jornada da Liga BWin

Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz

Árbitro: Paulo Paraty (Porto)

NAVAL 1º MAIO– Taborda; Mário Sérgio, Paulão, Gaúcho e China; Carlitos (João Ribeiro, 89 m), Orestes e Gilmar; Lito (Tony, 76 m), Nei e Fajardo (Saulo, 60 m).

SL BENFICA – Quim; Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Leó; Katsouranis, Petit e Karagounis (Nuno Assis, 75 m); Paulo Jorge (Mantorras, 64 m), Kikin Fonseca e Simão.

Disciplina: Amarelos a Orestes (28 m), Simão (29 m), Mário Sérgio (34 m), Katsouranis (56 m) e China (90+3 m).

#Fotos: AFP-Getty Images e Reuters

#adicionado a Crónicas 06/07

#publicado em simultâneo com o Encarnados

quinta-feira, dezembro 07, 2006

As tais... "Manobras Planeadas"!

"Pinto da Costa recebia em casa, entre outros, os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte para preparar os jogos, e se eles se portassem bem recebiam dinheiro e favores de meninas como recompensa."

Carolina Salgado, ex-amante do Presidente do FC Porto, Pinto da Costa

A profissão desta "senhora" é tudo menos recomendável mas eu pergunto: como é possível, com tantas provas ao longo dos anos, este indíviduo não estar preso por tudo aquilo que roubou ao Futebol Português? Será que não há justiça neste país miserável?

Uns enchem-se de títulos, com as citadas ajudas, e os outros continuam alegres e parolos... "a ver a banda a passar". É indescritível a revolta que sinto!

Acham coincidência que, para alguns, esta seja a notícia do dia? Aguardem uma 6ª-feira muito movimentada na Imprensa, não com esta notícia que como é óbvio ninguém vai pegar, mas com outros assuntos já esquecidos e que voltarão à baila para a tentar fazer esquecer!

... o Sistema continua previsivel, a sua resposta é isto e isto. "De acordo com informações recolhidas pelo JN" e "ao que o Record apurou"... sempre os mesmos, tenham vergonha!
Sigam mais revelações escandalosas, aqui.

O Correio da Manhã informa que os juízes do Apito Dourado foram seguidos por Detectives Privados para verem a sua vida privada devassada e para poderem ser chantageados pelos arguidos do caso. Agora percebemos porque o Apito anda parado, arquivado e porque ainda não "apitou".
Se esta táctica nojenta não resultasse, Carolina afirma que, se Pinto da Costa ficasse preso preventivamente, apareceriam os Super Dragões para entrar no Tribunal, à mão armada, para de lá o retirar... e o Presidente do FC Porto fugiria, de novo, para Espanha!

Isto é um Portugal de Direito? E ninguém faz nada?

PS: Depois da "bomba" Carolina, e tendo em conta tudo o que se tem passado judicialmente nestes últimos anos, começo a olhar com outros olhos para o Futebol em Portugal. É uma grande tristeza ver como estão as coisas e que os mesmos continuam a ganhar de forma ilícita!
Aposto que o Benfica será beneficiado no próximo jogo com a Naval, para continuar o objectivo da "areia para os olhos".


quarta-feira, dezembro 06, 2006

Crónica Fase Grupos Liga Campeões - 61 Minutos de Sonho!



Ninguém no seu perfeito juízo, apesar de eu ter ouvido alarvidades do género, exigiria uma vitória do Benfica em Old Trafford. Não só pelo peso Mundial do Manchester United quer a nível financeiro ou mesmo competitivo, mas também pelo facto de nunca ter perdido em casa com equipas portuguesas… nem no tempo de Eusébio.
Sendo assim, pareceu-me suicídio procurar o apuramento com uma imprescindível vitória e ainda por cima em confronto directo com os Red Devils. É caso para dizer que o Golias não é parvo e nem sempre o David consegue lá ir, então, eliminar um colosso pelo 2º ano consecutivo era, para mim, um feito muitíssimo improvável para o qual, confesso, nunca tive grandes expectativas.

Fernando Santos apresentou a equipa que todos esperávamos –, o losango continua e continuará discutível para mim, mas isso já são outras contas – e, depois de mais um claro triunfo em Alvalade, a esperança em sair dignificado da Champions League era o meu principal desejo. Seria castrador, para os objectivos futuros da equipa, uma goleada humilhante em solo inglês, não só pela óbvia fragilidade emocional do Benfica 2006/07, mas também para não “estragar” o prestígio e respeito alcançados no ano transacto.

É verdade que o Benfica entrou bem na partida e conseguiu segurar o ímpeto de um Manchester algo expectante – afinal, um empate era-lhes suficiente –, mas a equipa emperrava sempre na muralha defensiva dos visitados. Foi algo confrangedor assistir a algum desnorte luso, com constantes passes laterais ou atrasados ao invés de se tentar a jogada em progressão. Pareceu-me evidente o nervosismo encarnado nesse período de tempo e foi preciso Simão “assumir as rédeas” – quase sempre com Nélson e Léo em grande plano – para vermos alguma coisa de útil.
E assim, deixo a seguinte consideração: sabendo da miserável forma competitiva de Nuno Gomes, faz algum sentido colocá-lo como uma espécie de organizador de jogo? Obviamente que não, foi um problema acrescido que a equipa teve de resolver, onde acabou por adiantar o #21 de forma inconsciente deixando um espaço vago que possibilitou alguma liberdade para Michael Carrick e, a espaços, para Paul Scholes.



Para nós benfiquistas, o jogo valeu pelo golo do outro Mundo de Nélson, mas que serviu de wake-up call para o United – raio do rapaz que me fez sonhar durante uma hora de jogo! O domínio completamente esmagador que se seguiu, com constantes oportunidades de golo, foi praticamente impossível de suster – impressionantemente seria-o, de certeza, para a maioria das equipas do topo europeu – sendo que o lance de Vidic, no último minuto da 1ª parte, teve importância fulcral no resultado do jogo.
O golo “inglês” era mais ou menos expectável, mas o facto de ter sido apontado na última jogada antes do intervalo desalentou decisivamente não só os adeptos mas também os próprios jogadores. E aí, um treinador diferente – desculpem, mas tenho de “bater nesta tecla” – e uma palestra arrojada no regresso às “cabines” teriam sido decisivos. Afinal, estava tudo empatado e era como entrar em campo de novo. Uma espécie de Nandinho “à Mourinho” teria sido fundamental, mas a equipa entrou com o derrotismo que caracteriza o seu técnico e não existiu durante o 2º tempo… foi um verdadeiro passeio para o Manchester que saiu como um justo vencedor em 45 minutos de sentido único.

A enorme classe e o incrível poder físico do adversário foram determinantes. A equipa sofreu 3 golos de cabeça, com 2 deles em lances de bola parada, onde a marcação feita ao homem que factura é completamente deficiente. No golo de Vidic, há uma atrapalhação risível de Luisão e uma marcação patética de Nuno Gomes – que até tenta simular uma falta –, arrematada por mais um descabido posicionamento de Quim, que falha por completo uma intercepção de bola na pequena área.
O golo de Ryan Giggs – um dos melhores extremos-esquerdos Mundiais dos últimos 15 anos – tem seguimento numa falha clamorosa de Katsouranis que, inexplicavelmente, pára de correr à entrada da área e deixa que o internacional galês fique completamente sozinho. Não consigo compreender, ainda, como é possível ser Nélson a fazer a marcação a Louis Saha no canto que dá o 3º golo. É do domínio público que o #22 defende mal e tem deficit de jogo aéreo… erros incompreensíveis que mataram qualquer aspiração colectiva e inspiração individual.



Confesso que ainda acreditei com o 0-1, algo que nunca pensei que pudesse acontecer e que me fez sofrer bastante, mas a qualificação não se perdeu neste jogo. Contra este poderosíssimo Manchester, e a jogar com 10 durante 90 minutos mais qualquer coisa era difícil. É inacreditável a forma como Nuno Gomes não jogou para a equipa e deu várias posses de bola ao adversário, com passes infantis e ausência de posicionamento eficiente. Não consigo compreender como o Nandinho não poupa o jogador a estas vergonhas, colocando-o no banco definitivamente até que encontre a melhor forma e dando oportunidades a outros jogadores… inclusive o, de novo, excluído Kikín Fonseca. É um mistério preocupante que, sistematicamente, só dois avançados tenham a possibilidade de jogar!

E depois, será que Fernando Santos não evoluiu e ainda é do tempo em que só eram permitidas duas substituições? Alguém lhe diga que já se podem fazer 3, é quase em todos os jogos a mesma patetice. Depois aparece com as desculpas do cansaço de muitos jogos e, posteriormente, aparecem as lesões em jogadores que já estão completamente de rastos aos 65 minutos.

A outro nível destaco também a arbitragem completamente caseira, mas já esperada, de Herbert Fandel. O alemão quis ser inglês mas exagerou em deixar seguir o jogo, permitindo algumas entradas muito duras e não assinalando várias faltas. Há um lance de Simão isolado com Vidic onde o capitão cai à entrada da área mas, parece-me sinceramente, que não há falta. Falta duríssima houve numa entrada de pitons de Scholes a Paulo Jorge, sem admoestação, que lhe poderia ter partido a perna… acho que o amarelo seria pouco para uma autêntica agressão.
Não sei se a bola terá entrado naquela mão involuntária de Nélson que Quim segurou mas, apesar de ser muito difícil analisar, o fiscal estava bem colocado e deixou seguir.



Em relação às prestações individuais destaco a segurança imperial de Ricardo Rocha e a classe de Simão que destruiu o internacional francês Evra em quase todos os lances do jogo. São, sem dúvida, os jogadores do clube em melhor forma e é pena que não sejam correspondidos por mais colegas.
Não sendo o lance do 1º golo, Quim e Luisão teriam sido dos melhores em campo… falharam clamorosamente deixando uma nódoa na exibição que dificilmente sairia no decorrer do jogo. Nuno Gomes e Nuno Assis voltaram a ser as unidades em pior plano sendo ainda mais evidente do que em Alvalade que devem sair da equipa e dar lugar a Karagounis/Karyaka e Kikín.
Miccoli continua inferiorizado fisicamente, assim como Katsouranis, o que é uma situação incompreensível num clube profissional. Nélson e Petit estiveram bem a espaços, o 1º evidenciou-se a atacar e o 2º a defender.

Ficamos todos tristes com o resultado mas saímos da Champions League com uma certa dose de dignidade apesar da desilusão ao ver que havia francas hipóteses de qualificação numa poule onde apenas o Manchester é claramente superior como equipa.
Não vale a pena começarem com a laídinha dos jogos das outras equipas na Dinamarca ou daquele penalty falhado de Saha em Glasgow. Há que ter noção de como foi o jogo em Copenhaga e como se comportou o Benfica, ou não comportou, se quiserem. Na prática, os dois pontos perdidos em Copenhaga permitiriam que o Benfica ficasse com 9 e, apesar da igualdade pontual com o Celtic, o nosso clube passaria à próxima fase tendo em conta o desempate pelo score de golos – já que o confronto directo, que é o 1º factor, dá empate.Ouço de muita gente que a eliminatória se perdeu com o Manchester mas, desculpem-me, estou em total desacordo. Para além do United ser uma equipa fortíssima que não surpreenda que ganhe em qualquer lugar, o Benfica não fez nada na Luz para vencer… não há registo de uma única oportunidade de golo evidente e o empate não chegaria para o apuramento. Em Glasgow, os 3-0, apesar da boa réplica nos primeiros minutos, não deixam dúvidas da justiça da vitória.
Metade da vontade e ambição de Old Trafford, na Dinamarca, e o Benfica estava qualificado.



Considero que há boas perspectivas na Taça UEFA e, com alguma dose de boa sorte no sorteio é possível chegar longe – Werder Bremen, Tottenham e CSKA são os mais sérios concorrentes. Se o Sporting, com um palmarés insignificante na Europa, chegou à Final recentemente, o Benfica tem tudo para vencer, mesmo com o Nandinho no banco.

NDR: O Benfica, jogando fora, voltou a entrar em campo trajando um bege pálido e sem qualquer sentido na História dos Equipamentos do Clube. Não consigo entender porque se opta por envergar uma camisola deste tipo e que ainda por cima é hedionda. Lembro-me de, penso que em 1995/96, onde o João Vieira Pinto fez 18 golos no Campeonato, de um 2º equipamento todo em branco com traços de vermelho na gola, mangas e números. Foi, talvez, o mais bonito que já vi, mas desde que é a Adidas a ter responsabilidades nessa situação que é disparate atrás de disparate, desbaratando mais de 90 anos de historial.
E depois, o problema já entra no paradigma da superstição, e talvez até influa o subconsciente dos jogadores. Será que o Benfica tem alguma vitória jogando com estas camisolas horrorosas?



Ficha de Jogo:

6ª Jornada da Fase de Grupos da Champions League

Old Trafford, em Manchester

Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)

MANCHESTER UNITED: Van der Sar; Gary Neville, Vidic, Rio Ferdinand e Patrice Evra (Gabriel Heinze, 67 m); Cristiano Ronaldo, Michael Carrick, Paul Scholes (Solskjaer, 78 m) e Ryan Giggs (Darren Fletcher, 73 m); Wayne Rooney e Louis Saha.

SL BENFICA: Quim; Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Katsouranis, Petit, Simão e Nuno Assis (Karagounis, 72 m); Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (Paulo Jorge, 63 m).

Disciplina: Amarelos a Ricardo Rocha (34 m), Rooney (43 m) e Fletcher (78 m).

Golos: 0-1, Nélson (26 m); 1-1, Vidic (44 m); 2-1, Giggs (61 m); 3-1, Saha (74 m).

#Fotos: AFP-Getty Images e SerBenfiquista

#adicionado a Crónicas 06/07

#publicado em simultâneo com o Encarnados

sábado, dezembro 02, 2006

Curiosidades

Andava eu pelo Record, a ler os comentarios e reparei numa maxima sportinguista. Se perdem por 2-0 contra O'Enorme...ficaram 2 penaltys por marcar. Logo, se tivessem levado pelo menos 4-0 (numero que podiamos ter alcancado ao ver o resumo), teriamos 4 penaltys por assinalar a favor do Sporting? Que Record (agora entendo o nome)!

PS: F**** a cabeca aos lagartos por mim! SCP = So' Com Penaltys!!!

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Crónica 12ª Jornada - Faça Favor, Sr. Benfica!

Uma vitória no Derby resulta sempre numa alegria imensa, principalmente depois daquilo que ouvimos durante a toda a semana: “Ah e tal, contra essa equipa ridícula menos de 4 é derrota… até saem de Alvalade com o saco cheio!” é apenas um dos exemplos.
Pois, quem “canta de galo” antes dos jogos, normalmente tem problemas quando o mesmo acaba, e a vitória da equipa que está num mau momento, ainda vale muito nestes confrontos É uma coincidência engraçada, mas que me parece já provada há bastante tempo… ainda assim os adeptos não costumam pensar muito nisso na antevisão dos confrontos. Valem os “melões”!

A postura da equipa neste jogo foi surpreendentemente espectacular, demonstrando uma classe fora de portas a que não estávamos habituados neste ano. Para isso contribuíram positiva e principalmente a prestação colossal da dupla de centrais – The Rock mais nas dobras e Luisão mais nas bolas aéreas –, do grande capitão Simão Sabrosa – aquele tão odiado pelos adversários continua a mostrar a sua classe –, e de Petit, que de pequeno só tem o nome.
É verdade que quase todos estiveram bem mas continua confrangedor ver o Futebol de Nuno Gomes. Desta vez não me calo e tenho de o dizer: a prestação do #21 foi vergonhosa, sem estofo, sem velocidade… não ganhou uma bola, não cobriu um espaço, não fez um passe acertado e uma desmarcação efectiva, falhou dois golos frente a Ricardo e ainda por cima é expulso justamente numa “tesoura” inqualificável. Penso que a equipa melhorará com os 2 jogos de banco deste goleador intermitente.
Muito obrigado Nuno pelos golos e pela dedicação a este clube mas… venha Kikín, por favor!

Os elogios a quem os merece, e Quim foi uma peça importantíssima na vitória, com um rol de grandes defesas numa prestação seguríssima. Nuno Assis esteve perdido e Nélson magnifico a atacar e amador a defender, alguém tem de ensinar o #22 como funciona o posicionamento defensivo frente a um adversário. Fernando Santos apostou na equipa que todos conhecemos mas leu o jogo, durante o desenrolar dos acontecimentos, de forma patética. Terá os meus fortes cumprimentos e agradecimentos pela vitória mas não se justifica dar 83 minutos a Nuno Gomes, também não se justificam tantos minutos de Nuno Assis e ainda se justifica menos que a 2ª alteração na equipa tenha sido a roçar aos 90 minutos de jogo. Então mas já não há “cansaço na equipa” com “tantos jogos nas pernas”, caramba?! Com “peças” em clara inferioridade fica impávido e sereno a assistir ao jogo? Simplesmente enervante!


Todos vimos uma arbitragem inqualificável de Jorge Sousa. Um caseirismo vergonhoso, com um sem número de faltas não assinaladas e outras mal assinaladas. Alguns cantos que não existiram… um dos quais quase dava golo, valeu o joelho milagroso de Quim. A forma como interrompeu o jogo para amarelar Moutinho, com Léo à procura de se isolar e depois de uma jogada magistral de futebol ao primeiro toque, é imoral. Faltou expulsar Bueno – que por acaso até é muy malo – por aquele desentendimento com Léo e depois por tentar o golo com a mão de forma anti-desportiva. A expulsão do Nuno Gomes, como já disse, é correcta mas não se justifica que tenha sido apenas com o 2º amarelo que Polga tenha ido “tomar banho mais cedo”, depois daquela agressão despropositada.

Já vi que a laídinha sportinguista é aquela simulação grosseira de Miguel Garcia – faltou mais um amarelo –, que já vai de joelhos ainda Simão está a meio metro de distância (agradecimento especial ao nosso amigo urra…apre por disponibilizar o vídeo do lance). Realmente para quem está habituado que as “lindas quedas” de Liedson sejam falta, ficou um penalty por marcar. Para quem percebe de Futebol ficou outro amarelo por mostrar.
Vergonhosa, ainda, a estalada que o mesmo Miguel ”Briguel” Garcia dá em Miccoli que nem a um amarelo dá origem.

É verdade que o árbitro do Porto não influenciou o resultado mas a bem da verdade desportiva não se pode ter um juiz com esta postura. Percebeu-se perfeitamente que, apesar de só jogar amanhã, havia um único interessado em que o jogo acabasse empatado. Jorge Sousa é arguido do Apito Dourado e tem historial nos jogos do Benfica… apesar da tentativa “sistemática” da RTP em tentar fazer com que o achemos um “rapazinho honesto”, “muito boa pessoa” e “que nunca fez mal a ninguém”. Ninguém viu essa Reportagem?


Tenho muita pena que aquela bola na barra do genial italiano do Benfica não tenha resultado em golo. Seria uma humilhação deliciosa, com um golo soberbo… fica para a próxima!
Penso que não havia necessidade em recuar tanto no 2º tempo, mesmo com os “Olés” no final. Não sei se foi opção do Nandinho, se uma postura normal dos jogadores… talvez um pouco dos dois, mas com mais alguma tranquilidade e ambição, a goleada era possível.

Esta vitória categórica representa o 7º triunfo em Alvalade nos últimos 13 anos – com 2 empates à mistura. Penso que não subsistem dúvidas da superioridade efectiva do Benfica em Alvalade, ainda menos nesta última década mas claramente real.
Vencer em Alvalade é um tónico extraordinário para “Manster”, defrontar o United é tarefa hercúlea mas nada é impossível em Futebol. Espero, acima de tudo, uma prestação digna e uma representação à altura deste colosso que é o Sport Lisboa e Benfica. Queremos fazer História de novo!

NDR: Não posso deixar de evidenciar a classe do discurso de Paulo Bento no final do jogo. Mostrou carácter e desportivismo, não caindo nas patéticas desculpas em que muita gente costuma entrar. Deu os parabéns àquela que foi, e cito, “a melhor equipa” e “numa vitória justa do Benfica”!

Depois do "Fernando Santos dá-me o teu fato!", temos o surreal "Sr. Árbitro dê-me o seu apito!" Acrescento ainda que a pequenissíma parte da vitória que me cabe dedico-a a Manuel "Lagartão" Fernandes e ao inqualificável Carlos Xavier. Tenham bom proveito!

Mais alguém sentiu um calafrio dos pés à cabeça quando viu o Moretto a levantar-se do banco? Ufa! Deixo, finalmente, dois vídeos do jogo que embora não sejam do Xander - não sei se ele desistiu de fazer videos - são de grande qualidade. O autor das duas diferentes pérolas é a Andreia, mais conhecida por bS7, e podem fazer os respectivos downloads aqui e aqui.


Ficha do Jogo:

12ª Jornada da Liga BWin

Estádio de Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Jorge Sousa (Porto)

SPORTING CP – Ricardo; Miguel Garcia, Tonel, Anderson Polga e Tello; Custódio (Yannick Djaló, 46 m), Nani, João Moutinho e Romagnoli (Carlos Martins, 46 m); Carlos Bueno (Alecsandro, 66 m) e Liedson.

SL BENFICA – Quim; Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Katsouranis (Karagounis, 89 m), Petit, Simão Sabrosa e Nuno Assis (Beto, 92 m); Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (Paulo Jorge, 68 m).

Disciplina: Cartão amarelo a Simão (40 m), Polga (40 m e 81 m), Katsouranis (56 m) e João Moutinho (77 m). Cartão vermelho por acumulação para Polga (80 m). Cartão vermelho directo para Nuno Gomes (83 m).

Golos: 0-1, Ricardo Rocha (3 m); 0-2, Simão Sabrosa (36 m).


Fotos: AFP-Getty Images e SerBenfiquista

#adicionado a Crónicas 06/07

#publicado em simultâneo com o
Encarnados