sábado, setembro 23, 2006
quinta-feira, setembro 21, 2006
Mais Um Gesto "À Benfica"
Porque o nosso lema é - E PLURIBUS UNUM ! - estaremos sempre ao lado daqueles que foram e serão sempre o motivo do nosso ORGULHO !

Clubes:
Sport Lisboa e Benfica - 1959 a 1971
V.Setúbal - 1971 a 1975
Estoril-Praia - 1975 a 1980 (Terminou a carreira de futebolista com 42 anos!!!)
Disputou 384 jogos / Marcou 217 Golos
Palmarés:
9 Campeonatos Nacionais - Sport Lisboa e Benfica (59/60, 60/61, 62/63, 63/64, 64/65, 66/67, 67/68, 68/69 e 70/71)
3 Taças de Portugal - Sport Lisboa e Benfica (63/64, 68/69 e 69/70)
2 Taças dos Campeões Europeus - Sport Lisboa e Benfica (1961 e 1962)
Melhor Marcador do Campeonato Nacional - Sport Lisboa e Benfica (62/63) - 26 Golos
Internacional Português por 34 vezes / 13 Golos
quarta-feira, setembro 20, 2006
Crónica 3ª Jornada - O "calor" da Luz tudo resolve... ou quase!

É inegável que me fez afastar um pouco do Futebol do Benfica, alheando-me quase por completo das notícias semanais, conferências de Imprensa, debates e fóruns. A aproximação da SuperTaça de Futsal – uma modalidade de que sou um fá acérrimo – também contribuiu para essa aparente “indiferença”.
No entanto, o regresso à Luz, normalmente, é motivador já que os jogos em casa têm outra aura… outra envolvência!
A novidade da semana foi a inclusão de Karagounis e Karyaka na convocatória para o jogo. Depois do quase abandono do clube, folgo em saber que ainda são opções, principalmente o grego, que é um jogador que aprecio bastante. O russo é um caso muito mais bicudo mas acho que “Zorba” tem tudo para ser um dos 12/13 atletas mais utilizados do plantel. Categoria, técnica e experiência não lhe faltam. Basta ter a confiança do técnico.
A outro nível, analisando friamente as anteriores prestações na Liga BWin, vemos um Nacional bastante fraco como colectivo, patenteando graves problemas de finalização e de ligação entre os sectores. A saída da Madeira de algumas figuras – inclusivamente o treinador Manuel Machado – prejudicou fortemente a qualidade de jogo dos insulares e, desta forma, prevejo-lhes um ano bem difícil na luta pela manutenção.

Revolução “a quanto obrigas”
Já se sabia que havia vários condicionantes à formação de uma equipa titular. Petit, Nuno Gomes e Manú estavam castigados enquanto que Rui Costa cumpre o calvário da lesão “criada” por Fernando Santos. Ricardo Rocha, também ficou indisponível, ao lesionar-se quando tinha o lugar garantido.
Assim, a defesa manteve-se igual à de Copenhaga – Nélson, incompreensivelmente, é preterido por Alcides – mas é no meio-campo que há novidades. A ausência de Petit significou a entrada de Karagounis no 11, sendo que Katsouranis preencheu sozinho o vértice do meio campo defensivo. Há muitos anos que o Benfica não jogava com apenas um trinco, pessoalmente gosto bastante!
O 4-2-3-1 acabou por ser diluído num 4-3-3 – ou, se quisermos ser mais rigorosos, num desdobramento em 4-1-2-3 já que os “pontas” do meio-campo flectiam bastante para o centro – com Nuno Assis na direita e o grego “proscrito” na esquerda.
Na frente, Simão na esquerda, Paulo Jorge manteve-se na direita e entrou Kikín para ocupar o lugar do castigado Nuno Gomes.
Destaque ainda para um banco de grande qualidade, com notoriedade máxima para Fabrizio Miccoli, Mantorras, Miguelito, Nélson e Moreira.

Quem não “mata” arrisca-se a… comprometer
O início do encontro mostrou duas equipas algo temerárias e inconsequentes no que diz respeito às acções ofensivas mas existiu, claramente, um controlo territorial absoluto por parte do Benfica. É verdade que o ataque benfiquista funcionou muito pouco no 1º quarto de hora mas em termos de empenho e de atitude houve um melhoramento brutal, em relação às anteriores partidas.
Aos 19 minutos aparece a 1ª oportunidade de golo, com Simão a receber de peito um cruzamento de Alcides e a rematar por cima. Estava feito o primeiro aviso!
O Nacional respondeu com um estoiro de Alonso para grande defesa de Quim. Era o melhor momento do jogo até aí. Poucos minutos depois, o “endiabrado” Simão cobra um canto, falhanço monumental de Diego Benaglio, e aparece Luisão a encostar para o golo com pé direito. Estava feita justiça, o domínio do Benfica concretizava-se em algo real!
Se era expectável um aumento de tranquilidade por parte da equipa da casa, tal não sucedeu. Até ao intervalo, o Nacional subiu de produção e “caiu em cima do Benfica.” Um remate de Alonso ao poste, 2 estoiros de Bruno Amaro no seguimento de livres e uma bomba de Juliano causaram muitos problemas a Quim. O Benfica só apareceu a espaços!

No 2º tempo, o Nacional desapareceu por completo! O cansaço das viagens à Roménia e para Lisboa poderão ter condicionado o futebol apresentado e a equipa limitou-se a assistir, impávida e serena, ao vendaval ofensivo dos primeiros momentos.
A expulsão de Cléber complicou ainda mais as contas!
Mas o Benfica foi falhando várias oportunidades para avolumar o resultado e tranquilizar as hostes. Alcides e Simão terão falhado as mais clamorosas, a poucos metros da linha de golo! Os suplentes que entraram incutiram alguma velocidade e mais frescura – o que não tem sido normal nos últimos tempos –, no entanto nos minutos finais voltou a aparecer a conhecida intranquilidade destas curtas diferenças. Ricardo Fernandes, por duas vezes, poderia ter empatado o jogo… tal como o tinha feito, no ano passado, na Choupana.
Qual a necessidade de, depois de tantos golos falhados, acabar o jogo com o “credo na boca”?

David e Golias, numa planície grega
Usando uma expressão de Valentin Melnychuk, Nuno Assis parecia um “rato diabólico”, tal a velocidade de execução e perfeição dos gestos! Foi o verdadeiro patrão da equipa, assumindo as responsabilidades de organização do ataque, quer na solicitação dos extremos ou assumindo a jogada individual – fintando vários adversários.
E se tal não bastava para uma grande exibição, procurou ajudar a equipa nas tarefas defensivas e, por várias vezes, foi possível vê-lo a “dobrar” companheiros e a fazer cobertura a bolas perdidas. Foi um bom substituto de Rui Costa, e é pena que vá sair da equipa quando o “Maestro” estiver recuperado. Para mim, o melhor em campo!
Um golo, uma vitória e 3 pontos! Terá havido jogador mais decisivo que Luisão?
Uma prestação sem falhas, secando sozinho a linha ofensiva – Anderson ficou nas dobras – e mostrando que está melhor do que nunca!
Nota muito positiva para a forma como comemorou o golo, com os adeptos que sempre o acarinharam e nunca duvidaram das suas capacidades. Luisão é um líder e é dos líderes que “reza a história”. Uma grande exibição de uma das grandes referências deste Benfica do século XXI.
Talvez uma surpresa no 11 mas uma óptima surpresa. O futebol de Karagounis é portentoso, com uma técnica individual impar e um domínio de bola fantástico – apesar de ter exagerado, aqui ou ali, no individualismo.
O grego faz parte das 3 melhores prestações em campo, juntamente com Luisão e Nuno Assis, o que deixa no ar que a sua presença na equipa é bastante importante.
Protagonista no sólido meio-campo apresentado, ainda teve tempo para aparecer em bom plano nos remates de longe. Poderia ter feito golo e tê-lo-ia merecido!

Simão equivale a qualidade! Um fabuloso jogador que, com o ritmo de jogo e condição física ideais, é o melhor jogador português do nosso Campeonato. Nesta partida deu um “cheirinho” daquilo que vale nas constantes deambulações pela ala, com cruzamentos bem medidos e passes milimétricos – mesmo como extremo-direito, após a entrada de Miguelito, manteve o nível. Ainda muito mal na finalização, mas melhorar nesse capítulo é uma questão de tempo… temos o capitão de volta!
Impressionante a segurança e a tranquilidade de Quim neste início de época.
Grandes defesas a remates de Alonso e Bruno Amaro, absolutamente imperial nos cruzamentos! Ainda têm dúvidas sobre quem é o melhor guarda-redes do Benfica?
Léo terá feito o melhor jogo pelo Benfica em 2006/07. Apesar de ter tido algumas dificuldades defensivas na 1ª parte – os problemas físicos de Simão também não ajudam, na hora de defender – “rebentou com tudo” na 2ª parte.
Vimos, pela primeira vez este ano, o Léo atacante e só a inépcia dos avançados fez com que não saísse do campo com assistência(s) para golo.

A calamitosa prestação no Bessa não se repetiu e na Luz viu-se, novamente, o verdadeiro internacional brasileiro. Anderson esteve muito regular e não lhe vi falhas graves, apesar da exuberância defensiva não ter sido a nota dominante.
Muito certinho, disciplinado mas pouco acutilante no ataque, ele que o costuma ser mais que Luisão!
Como se costuma dizer: “ganda joga” de Katsouranis! Talvez a melhor exibição de “águia ao peito”, sem falhas visíveis no plano defensivo e um dos responsáveis por iniciar os ataques. Até teve oportunidades para fazer golo, em sequência do seu portentoso jogo de cabeça.
Gostei bastante! Mantendo o nível vai dar problemas a Nandinho, na escolha para a titularidade.

As exibições menos conseguidas talvez tenham sido as de Alcides, Paulo Jorge e Kikín Fonseca.
Tolero a titularidade de Alcides quando o adversário assim o justifica: equipas de grande envergadura física como o Copenhaga ou de grande gabarito como o Barcelona e o Manchester United – onde é preciso defender muito, com uma espécie de 3 centrais. Frente a equipas como o Nacional, não entendo como Nélson fica no banco.
Bola nos pés e Alcides não combinam muito bem, cruzamentos zero, remates poucos e inconsequentes, e nesta partida esteve desastrado a defender Alonso… deixando-se ultrapassar várias vezes. Para mim foi o pior elemento do Benfica, espero que no futuro se sinta confortável no banco!
Aquele que tinha sido um dos melhores em Copenhaga decaiu muito de produção no regresso ao Campeonato. Paulo Jorge esteve um desastre e continua a confirmar uma ideia que já tenho há algum tempo: na Luz é difícil afirmar-se, ainda está muito “verde” perante tanto público e compromete o seu futebol com esse nervosismo.
Muito apagado e quando apareceu fez asneira! Proponho que seja Manú o titular nos jogos em casa e Paulo Jorge nos jogos fora, isto se Miccoli não for remetido para falso extremo-direito.
Tenho pena que Kikín não tenha feito “o gosto ao pé”. Pelo que tem trabalhado e pelo profissionalismo que tem demonstrado merecia-o!
Não me recordo de um único remate que tenha feito mas entrega-se muito ao jogo e mantém-se atento a todas as jogadas do ataque, parece que os passes não lhe têm chegado em boas condições mas não vou entrar nas especulações que já li em alguns blogs. Não inventem coisas onde elas não existem!

E por fim a tripla dos “M”, os suplentes Miccoli, Mantorras e Miguelito.
Ver Fabrizio Miccoli a jogar é um gozo tremendo, já todos o sabem, mas não é só pelo seu monumental talento. Fabrizio parece um daqueles miúdos de rua que respiram futebol… e são felizes assim. Essa “aura” é-nos transmitida em cada toque na bola, em cada sprint, em cada desmarcação, em cada sorriso! A garra, a arte e a disponibilidade estão lá sempre, e nos poucos minutos que jogou deu para ver que continuam!
Encontrando o ritmo de jogo e melhorando os índices físicos – já estão bem melhores – será imparável.
A “alegria do povo” em versão curta! Um pouco mais de 10 minutos de Mantorras e um golo feito, falhado pelo pouco poder cabeceador… “o calcanhar de Aquiles” desde sempre!
Miguelito ainda é muito “Miguelinho” no Benfica. Quando perder a “vergonha” e “mandar para trás das costas” o medo de triunfar no clube do coração será um “Miguelzão”. O talento está lá, é preciso deixá-lo sair. E já está na hora!
Ainda assim, uma excelente jogada “à extremo” que, combinando com Léo, culmina numa grande assistência para Simão “disparatar” um golo fácil.

Arbitragem “à Pedro Henriques”
Mais uma vez não houve influência da arbitragem no resultado do jogo e isso é sempre positivo. Considero Pedro Henriques o melhor árbitro português, não só porque gosto da forma “britânica” como dirige os jogos, mas também porque revejo nele uma honestidade que não se vê na maioria dos árbitros nacionais. Para além disso, é um árbitro que não foge às responsabilidades e assume quando erra, muitas das vezes em ecrãs de televisão.
Nutro-lhe alguma simpatia!
A arbitragem deste Benfica-Nacional não está isenta de erros, e eles ocorreram maioritariamente devido à sua forma de apitar… por vezes exagerada!
Concretamente terá errado em três momentos: ao permitir 3 faltas consecutivas, num curtíssimo espaço de tempo, a Cléber e não puxando do cartão – bem, depois, ao expulsá-lo por uma óbvia mão na bola; ao amarelar Léo num lance sobre Luciano onde até a falta é muito duvidosa; ao perdoar a sanção a Patacas por uma entrada violenta sobre Simão.
Há, ainda, um lance onde Luisão alivia uma bola e depois terá mantido, por 1-2 segundos, o pé numa altura exagerada, lesionando Juliano Spadaccio no choque. Admito que lhe pudesse ser mostrado um amarelo – Pedro Henriques não o fez – mas já li opiniões de ex-árbitros internacionais que afirmam que o lance é normal e frequente. Fica a minha dúvida!
No que diz respeito aos árbitros-auxiliares, encontrei alguns erros na sanção dos foras-de-jogo. Dos 4 assinalados ao ataque do Benfica, há um assinalado a Nuno Assis e outro a Paulo Jorge que não existem, e eram lances bastante perigosos… 50% de erro nunca será aceitável!

“O nosso Campeonato começa agora”
Regressar à Luz normalmente “esconde” as graves limitações de que a equipa padece, é assim há anos e nesta 3ª jornada não foi diferente. O adversário também me parece muito fraco colectivamente e mesmo assim ainda criou alguns problemas bem sérios ao Benfica, inclusivamente a jogar em inferioridade numérica. Tendo em conta que seria virtualmente impossível piorar o nível exibicional, o que é certo é que, a espaços, a exibição acaba por ser agradável. Fugiu-se, felizmente, aos prognósticos de horror!
O que gostei bastante foi a mudança radical que a atitude da equipa patenteou – também tal não poderia ser de outra forma – dominando o jogo na sua esmagadora maioria e apresentando algum futebol de qualidade. É perfeitamente visível que ainda há muita intranquilidade e que a mesma se reflecte em perdas de bola infantis nas zonas perigosas do campo. É esse problema que me preocupa bastante e, como se sabe, o Nandinho não terá capacidade para o resolver de forma estanque… mas não vale a pena bater mais, já todos os leitores sabem o que penso do treinador!
No momento não é possível perder mais pontos e como não são os adversários do Benfica a marcar golos na própria baliza há que treinar mais e melhor a finalização… para que não se desperdicem tantos lances de golo eminente. É inacreditável como tantos avançados não conseguem fazer um único golo há 3 jogos consecutivos.

Destacar também o regresso à Competição do extraordinário jogador que é Fabrizio Miccoli, esperemos que os problemas físicos estejam dissipados e que possa voltar a ser uma opção regular para a titularidade. Um jogador da sua craveira, disponibilidade e afabilidade é importantíssimo nesta equipa, seja em que posição for.
Os 3 pontos acabam por ser o mais importante já que há muitas, mas muitas, coisas a melhorar. Há uma semana inteira para trabalhar os índices técnico-tácticos, no sentido de apresentar a equipa em melhor estado em Paços de Ferreira. Uma deslocação bastante difícil não só porque os pacenses vêm de uma vitória moralizadora em Alvalade mas também porque a última jornada de 2005/06, com os mesmos intervenientes da 4ª deste ano, deu num 3-1.
NDR: A presença de Valdemar Duarte na ridícula cobertura “TVIdesca” da Liga BWin já, há muito tempo, ultrapassou os limites do grotesco. Os “tiques” reconhecidos, e relatados por todos, já não são novidade mas insinuações nunca tinha presenciado. “O Nuno Assis está a correr muito, hoje!” é inqualificável mas elucidativo da sua “sem-vergonhice”. Podem crer que fiquei indignado!
Deixo, ainda, um breve resumo da partida, da autoria do sempre prestável Xander.
Fernando, não!
terça-feira, setembro 19, 2006
Destaques Jornaleiros Após Os "Roubos"

Por tudo isto e muito mais:
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal
>>Publicado em simultâneo no Isto Vai De Mal A Pior...
domingo, setembro 17, 2006
Teoria da conspiração
Este post seria para reclamar uma união impossivel com o Sporting numa luta contra estas arbitragens. Mas antes de o fazer, fui dar uma volta a blogs sportinguistas e deparei-me com pérolas como esta: "Detesto ter razão neste caso, mas eu tinha avisado que este senhor vinha limpar-se a Alvalade das expulsões que fez no Bessa...(http://osangueleonino.blogspot.com/)". Incrível!
Assim sendo, aqui vai a minha visão do golo do Paços: Foi um lance muito rápido (piscando o olho)!
O 1º "Round" do Dream Team!
A expectativa era muita, não só para ver se o fabuloso plantel do Benfica já era, verdadeiramente, uma equipa mas também para ver se o Sporting conseguiria formar um conjunto decente, tendo em conta a saída de “históricos” como Andrézinho, Paulinho e principalmente João Benedito.
Nunca fiz parte do grupo que pedia uma goleada – houve muitos que quase o exigiram – porque já acompanho o futsal há muitos anos e nesta modalidade “nem tudo o que parece é”, e tal como no Desporto em geral nunca há vencedores antecipados.
A pré-época do Benfica decorreu de goleada estrondosa em goleada estrondosa e, com o regresso de Alípio Matos, confesso que não estava à espera de mais nada a não ser uma vitória… nem que fosse por 1/2 golo de diferença.
Seria muito positivo começar uma época, que toda a gente espera arrasadora, a vencer o rival e a conquistar um troféu que fugiu para o Bessa na época passada – logo aí se viu que as coisas não iriam correr bem.
O jogo foi mais um daqueles impróprios para cardíacos e que tão bem têm divulgado esta fantástica modalidade que é o futsal. O Benfica entrou muito intranquilo e algo desconexo, principalmente nas transições defesa-ataque – surpresa a colocação de Sidnei no banco e Gonçalo Alves no 5 inicial, num 4x0 – algo que se explicava na falta de poderio ofensivo, onde só os remates de longe apareciam, e no “atabalhoamento” e nervosismo do ex-leão.
O domínio na 1ª parte foi totalmente do Benfica mas sem resultados práticos e, alguns minutos depois de Sidnei ter estoirado ao poste, o Sporting adiantou-se no marcador pelo capitão Zézito numa jogada de contra-ataque. Castigo pesado que o Benfica não merecia!
O Benfica respondeu com nova bola no poste, desta vez por Gonçalo Alves. Até ao intervalo há dois lances de golo eminente nos quais Jony – tinha entrado para o tão esperado 3x1 –, sozinho com Cristiano, falha de forma escandalosa.
A maior fracção da 2ª parte foi o retrato fiel de todo o 1º tempo. O Benfica dominava por completo mas quem marcou foi o Sporting, chegando a um humilhante 3-0 – um autogolo anedótico de Gonçalo Alves e uma fabulosa jogada do genial Deo.
A partir daí tudo mudou, no desconto de tempo Alípio Matos decidiu-se pelo 5x4 e o que se seguiu foi um completo massacre benfiquista, que resultou em 3 golos de rajada e no empate mais que justo – dois “mísseis” do bombardeiro Sidnei e um “encosto” do grande Costinha.
O Sporting estava completamente atarantado e só a madeira salvou o orgulho dos pupilos de Paulo Fernandes. Zé Maria infeliz acerta no poste e Ricardinho, num chapéu fabuloso a Cristiano, mete a bola na barra com esta a bater na linha de golo e a ressaltar para fora! 3-3, 4 bolas “vermelhas” na madeira… e um injusto prolongamento!
No prolongamento, mais 4 golos! O Benfica só se dava bem com o “guarda-redes avançado” e logo no reatamento o endiabrado Deo adianta novamente o Sporting no marcador fazendo o 4-3, num lance onde Zé Carlos parece mal batido. Sidnei responde com a 5ª bola na madeira! De regresso ao 5x4, André Lima, o capitão sempre presente nos momentos decisivos, empata a partida a 4 bolas numa típica joga de superioridade numérica.
Alípio continuou a arriscar tudo no 5x4 e poderia ter-se dado mal! Numa perda de bola de Rogério Vilela – o “guarda-redes avançado” –, e num lance de insistência, Davi faz o 5-4 ao 3º remate consecutivo do Sporting e a apenas 16 segundos do fim. Parecia tudo perdido mas no futsal… é até ao último segundo, o que o torna numa modalidade fantástica.
Bola ao centro, Ricardinho segue em grande velocidade, mete-a em Costinha que faz o empate ao encostar novamente, isto quando já se fazia a festa sportinguista! Foi o delírio, e algum “veneno” devolvido depois da última Final do Playoff!
A lotaria dos penaltys era injusta para o Benfica, pelo futsal jogado, pela arbitragem penalizadora e pelas 5 bolas nos postes mas felizmente apareceu alguma justiça. O especialista Bebé “deu um ar de sua graça” ao defender o remate decisivo, oferecendo o título ao clube e … festejando que nem um louco com os seus novos colegas!
Mas esta grande tarde de futsal não é totalmente positiva. Há que destacar dois péssimos exemplos que continuam a repetir-se jogo após jogo.
A primeira nota vai para a inacreditável dupla de arbitragem que sonegou um golo magnífico a André Lima – teria sido o 4-4 – por considerar, erradamente, que Zé Carlos teria tocado a bola fora da área ao assistir o capitão do Benfica para um cabeceamento genial.
Evidenciar ainda que o 1º golo do Sporting tem origem numa falta sobre Gonçalo Alves que não é assinalada, e que há uma agressão “ao murro” de Davi, ao #9 benfiquista que nem sequer deu amarelo.
Para além disso foram várias as faltas – eu contei 3, num total de 10 – assinaladas ao Benfica que não existiram!
A 2ª e última situação negativa vai para a dupla “comentadeira” da SportTV – António Ramos responsável do Futsal Portugal e principalmente o execrável ultra-faccioso Rui Pedro Rocha – que continua a destilar azia e má-vontade para com o Sport Lisboa e Benfica. No jogo deste Domingo, como de costume, foi um verdadeiro vómito de parcialidade e de falta de vergonha! Não há mais ninguém para os jogos de futsal?
Foi uma vitória de grande sofrimento, mas onde ficou bem patente a garra, a vontade de vencer e a classe deste plantel. Contra tudo e contra todos! O mérito está também em Alípio Matos e na Direcção da Secção, está tudo de parabéns! Pela parte que me toca, dedico esta conquista ao treinador do Sporting Paulo Fernandes, um das figuras com menos fair-play do nosso desporto, e capaz de pérolas como “Não temos guarda-redes para este jogo!”, “Fomos muito superiores!” e “Talvez estejam aqui as duas melhores equipas nacionais!”, entre outras,… e só estou a falar desta partida!

NDR: Não posso deixar de destacar a grande iniciativa da Secção de Futsal do Benfica ao doar uma percentagem da receita do jogo, dedicando a conquista da SuperTaça, ao “Bom Gigante” José Torres. Bonito o discurso do capitão André Lima no fim do jogo tal como também foi linda a prova de carinho dos jogadores a Adil Amarante, levado em ombros e em… lágrimas!
Ficha do Jogo:
Jogo de Atribuição da SuperTaça de Portugal
Palácio dos Desportos, em Torres Novas
Árbitros: Pedro Paraty (Porto) e Francisco Parrinha (Lisboa)
SL BENFICA: Zé Carlos; Zé Maria, Costinha, Ricardinho e Gonçalo Alves.
Jogaram também: Bebé, Sidnei, Estrela, Jony, Rogério Vilela e André Lima.
João Marçal não foi utilizado.
SPORTING CP: Cristiano; Bibi, Evandro, Davi e Zézito.
Jogaram também: Nenê, Adolfo e Deo.
Sandro, Guri, Chiquinho e João Matos não foram utilizados.
Disciplina: Amarelos a Bibi (5 m), Jony (15 m) e Evandro (49 m).
Golos: 0-1, Zézito (14 m); 0-2, Gonçalo Alves (26 m, na p.b.); 0-3, Deo (29 m); 1-3, Costinha (32 m); 2-3, Sidnei (33 m); 3-3, Sidnei (35 m).
3-4, Deo (42 m); 4-4, André Lima (47 m); 5-4, Davi (49 m); 5-5, Costinha (49 m).
Penaltys: André Lima permite a defesa a Cristiano, Nenê rematou ao lado, Estrela (6-5), Adolfo (6-6), Jony (7-6), Deo (7-7), Sidnei (8-7), Davi (8-8), Ricardinho (9-8), Evandro permitiu a defesa a Bebé.
O Benfica conquistou a sua 2ª SuperTaça no Futsal.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Crónica Fase Grupos Liga Campeões - Nandinho, andas a brincar aos futebóis?!
Alerta Geral! A calamitosa exibição no Bessa colocou todos em sentido e fez alguns acordar de uma espécie de “dormência” pela presença de Fernando Santos no clube.
Para muitos, comigo incluído, seria na Dinamarca que Nandinho teria o teste decisivo da sua competência e capacidade de gestão do grupo… não vencer significaria extinguir por completo o, já diminuto, apoio da massa benfiquista.
O regresso de Simão seria a grande novidade da equipa, factor motivador para os restantes companheiros e, obviamente, para nós adeptos. A inclusão do #20 é sempre um acrescento de qualidade para qualquer equipa portuguesa, principalmente numa que não tem estado bem e que precisa de um “boom” de qualidade.
Tal como o anterior adversário europeu, este FC Copenhaga deveria ser uma presa fácil para um Benfica em bom nível. Não me recordo de nenhum clube dinamarquês que alguma vez tenha tido uma equipa forte – Aalborg e Brondby talvez os mais conhecidos – e mesmo com a eliminação “miraculosa” do Ajax – num jogo de claro “tiro ao boneco“ – seria péssimo não trazer os 3 pontos. Imperativo, portanto, exigir aos profissionais uma ambição e respeito pela grande campanha da época passada.
Há “mudanças” e mudanças
Muitos condicionantes envolviam a construção de um 11 titular para esta partida. Para além do facto da derrota copiosa no Bessa ter deixado ficar a ideia que era preciso modificar qualquer coisa, o grande poder físico de uma equipa nórdica teria de ser levado em conta. Portanto, havia que apostar em jogadores mais altos, mais fortes e com menos estigmas da 2ª jornada da Liga BWin.
Fernando Santos teve essa dialéctica na cabeça mas não a expôs na sua plenitude. Sendo assim, Nélson perdeu o lugar para o “robusto” Alcides, Ricardo Rocha e Simão substituíram Anderson e Miguelito – muito infelizes no Bessa –, Paulo Jorge regressou à titularidade em detrimento de Manú – muito inconsequente no último jogo – e Nuno Assis ocupou o lugar do lesionado Rui Costa.
É, precisamente, nesta última aposta que eu estou em desacordo com Fernando Santos. Para além de o considerar directamente responsável pelo agravamento da lesão do “Maestro” – que vai falhar também a 3ª jornada da Liga –, penso que teria sido bem mais produtivo ter Kikín na frente com Nuno Gomes no apoio, ao invés de Nuno Assis. É este “abandono” do ponta-de-lança que tem sido um dos graves problemas deste Benfica 2006/07!
Para marcar golos e jogar futebol ofensivo é necessário um “poder de fogo” bem mais visível, com apenas um avançado e com os extremos em menor produção as coisas ficam bem mais complicadas.
Na categoria “Miserável”: nota 20
O jogo foi tão fraco e tão desprovido de momentos “perigosos” que um resumo do mesmo se torna muito curto. O Benfica entrou muito mal na partida, como vem sendo normal, sendo dominado na totalidade pelo Copenhaga na primeira meia-hora.
A equipa da casa insistiu nos remates de longe e nalguns cruzamentos perigosos – Gronkjaer, Berglund e Silberbauer foram os protagonistas. Do lado do Benfica apenas por duas vezes existiu algum perigo, num lance de Simão invalidado erradamente, e na sequência de um pontapé-de-canto, Luisão falha o remate chegando demasiado atrasado.
A história do jogo terá mudado com a lesão grave do internacional dinamarquês Jesper Gronkjaer – ex-Chelsea, Estugarda e Atlético de Madrid –, ausência que limitou física e psicologicamente os locais. A saída de campo da “estrela” fez com que o Benfica dominasse a restante partida, na totalidade, apesar de não ter feito um único remate nos primeiros 45 minutos.
A entrada na 2ª parte foi, de facto, bastante melhor e durante uns 10/15 minutos o Benfica procurou fazer o golo – Luisão tem uma boa oportunidade para isso, num remate interceptado por Hangeland, depois de um canto – no entanto o “gás” foi-se perdendo rapidamente e só Paulo Jorge, num estoiro ao poste, mostrou ambição. 20 minutos finais vergonhosos, a defender o resultado na “retranca” e num coro de assobios brutal! O estreante Copenhaga tentou rematar, procurando sempre o golo, mas infrutiferamente… a falta de qualidade foi bastante visível e não ajudou!
Em terra de “gigantes” quem tem “altura” é rei
A categoria de Luisão vê-se, também, na sua capacidade de “renascer” depois de passar por maus bocados. São já comuns as grandes exibições depois de momentos menos bons e na Dinamarca – depois de algumas hesitações frente ao Boavista – rubricou a melhor prestação de todos os jogadores em campo.
Imperial, como é regra, no jogo aéreo mas também muito certo pelo chão, fez uma dupla de grande ajuste com Ricardo Rocha. Controlou a defesa de forma exemplar e até protagonizou a maioria dos lances perigosos do Benfica.
Em condições normais, sem o discernimento comprometido, Petit é sempre uma das peças mais influentes e regulares do Benfica… tem sido assim, desde que se transferiu do Boavista. Nesta partida, o internacional português, foi protagonista das melhores acções defensivas do meio-campo e tentou, de forma consistente, comandar as poucas movimentações atacantes. Menos expedito, tal como tem sido hábito neste Benfica de Fernando Santos, no capítulo do remate mas muito mais disciplinado. Um dos melhores em campo!
Regresso oportuno de Paulo Jorge à titularidade com mais uma exibição de raça e de luta. Não é um prodígio de técnica, nem tem tanta velocidade como Manú, mas tem-se mostrado nesta nova etapa da carreira e a continuar assim pode ganhar o lugar.
É protagonista da melhor jogada benfiquista no encontro, ao fintar 2 defesas e rematar ao poste.
Ricardo Rocha está num excelente momento de forma! Depois da boa prestação na Finlândia ao serviço da Selecção Nacional, fez também um excelente jogo neste regresso à titularidade no centro da defesa benfiquista.
Mostrou-se muito impetuoso – como é seu timbre – mas correcto e disponível. Ofensivamente também tem registo, ao estar envolvido na já citada jogada na qual Luisão falha o golo.
5 meses depois, Simão Sabrosa voltou a jogar pelo Benfica… e não se pode dizer que fez a diferença. Um jogador da sua categoria tem sempre grande exigência nas suas prestações e quando “faz pouco” a crítica sobe de tom. O capitão ainda está muito longe do fulgor já apresentado e, como o estatuto não joga, a exibição tem pouco de positiva. Ainda muito preso e um pouco alheado do resto da equipa, foi tardiamente substituído. Espera-se que consiga adquirir o ritmo competitivo necessário para “rebentar” nesta época, porque um grande Simão não falha o golo só com o keeper pela frente…
A constante segurança na saída aos cruzamentos e a atenção necessária para as restantes intervenções. Mais um jogo sem falhas de Quim, e mesmo com o pouco – e atarantado – trabalho existente não se deixou “resfriar” e soube dizer “presente” de cada vez que foi necessária a sua acção. Estou a gostar bastante desde início de época do #12.
Katsouranis viu-se muito pouco, não só pelas características específicas da partida mas também pelo grande jogo de Petit. Algumas perdas de bola e pouca acutilância ofensiva, numa exibição regular. Precisa mostrar mais para ser uma peça fundamental, como se costuma dizer: “nem é carne nem é peixe”! Confesso que, até ao momento, estou um pouco desiludido com esta contratação!
Nuno Assis acabou por ser uma aposta falhada de Fernando Santos, visto que o seu futebol resumiu-se a jogar para o lado e para trás. Muitas dificuldades físicas pelo facto se ter menos “meio metro” que os seus marcadores directos, e muitos passes errados… completamente ao lado do jogo!
O grande problema de Alcides é a sua inépcia total em termos atacantes, tão necessária que seria neste jogo – nenhum dos laterais funcionou nesse aspecto. Defensivamente esteve bem, e o seu jogo de cabeça foi importante. Viu um amarelo tão ridículo quanto escusado, por atirar a bola para longe numa falta a meio-campo.
Começa a preocupar a má forma de Léo neste início de temporada! Com problemas físicos ainda por debelar, o internacional brasileiro tem estado a “anos-luz” das suas performances do ano passado.
A lentidão e a incapacidade de pique têm limitado o seu futebol quer a nível ofensivo quer a nível defensivo. Já deu para perceber que precisa de trabalhar muito porque mesmo com um adversário limitado teve muitas dificuldades para cobrir a sua ala.
Mais uma vez Nuno Gomes é protagonista de uma exibição muito pobre, quase nem se deu pela sua presença! A desculpa não pode estar toda no facto de estar muito desapoiado – este esquema, com estes jogadores, não o favorece – porque pelo 2º jogo consecutivo não faz um único remate à baliza.
O Benfica precisa de um ponta-de-lança que faça golos, se o Nuno não os consegue fazer de momento… tem de dar o lugar a outro elemento do plantel.
E por fim os suplentes Manú e Kikín Fonseca.
As substituições operadas não passaram de uma tentativa acobardada de queimar tempo. Nos pouquíssimos minutos que estiveram em jogo, Kikín e Manú, mal tiveram tempo para tocar no esférico – penso que o mexicano nem sequer o terá feito – quanto mais para ser uma real mais-valia ao futebol do Benfica.
Da Rússia mas com pouco “love”
Foi uma má arbitragem, a que foi protagonizada por Iouri Baskakov e pelos seus colegas de equipa. Com bastantes “tiques” nórdicos, pactuou com as entradas mais duras dos da casa. Alguma sobranceria mas que dava a ideia que não possuir qualquer critério… por vezes parecia que se tinha esquecido dos cartões no balneário. Faltou ainda, do lado benfiquista, um amarelo para Léo por uma falta dura sobre Jacobsen, junto à bandeirola de canto.
No que diz respeito ao trabalho dos árbitros-auxiliares é fundamental identificar um erro grosseiro, numa jogada de golo eminente de Simão que acabou por ser interrompida com base num fora-de-jogo que não existe. Não houve influência no resultado mas poderia ter havido, caso o referido remate tem entrado na baliza.
Ultimamente, a Arbitragem Russa não está, também, num bom momento!
”I told you so”
As exibições, os resultados mas principalmente a postura do treinador, e da própria equipa, do Benfica começam a ser enervantes para o comum dos benfiquistas.O grande problema é que, muitas pessoas, ainda não se consciencializaram que o estilo deste Benfica 2006/07 é o mesmo que todas as equipas de Fernando Santos tiveram desde sempre! Falta de atitude e de ambição, um futebol amorfo e sonolento e que, de forma grave, divorcia os adeptos do clube que gostam… um conformismo e derrotismo absolutamente nojento!
Em Copenhaga foi tal e qual como descrevi acima! O Benfica não quis ganhar, os únicos movimentos atacantes que existiram foram algumas jogadas individuais de jogadores que queriam algo mais, mas que eram diluídos no esquema geral. O adepto baseando-se neste jogo, mas também no historial deste honrado mas lastimoso Copenhaga – que, tal como o Áustria de Viena, lutaria para não descer em Portugal –, terá a certeza que o resultado é muito, mas muito mau. Como disse o grande Simões, na transmissão do jogo, seria um bom resultado se Manchester e Celtic não fossem ganhar à Dinamarca… o que é pouco provável.
Fernando Santos teve medo, mas muito medo de perder e só assim se explica que a 1ª substituição – de somente duas – seja feita apenas aos 80 minutos de jogo e para manter tudo na mesma. Com um treinador ambicioso os 3 pontos seriam perfeitamente viáveis já que o ataque dos locais foi sempre inconsequente, atabalhoado e, mesmo, infantil!E assim, todos nos perguntamos: Nandinho, andas a brincar com isto ou não sabes o que andas a fazer?
E depois são as declarações patéticas que me cegam o discernimento. O “Vamos rectificar” depois de uma humilhação no Bessa, o “Estamos todos de parabéns!” depois desta miserável exibição – desprestigiante para um clube como este – mas o pior de tudo é que consegue interiorizar nos jogadores que “Estivemos bem!” Não posso pactuar com este tipo de coisas, o Nandinho está a destruir – acho que já o conseguiu – uma equipa coesa e uma mentalidade ganhadora e ambiciosa… reinventada de forma fantástica há 4/5 anos.
É sintomático que, para mim, Luisão tenha sido o melhor jogador em campo, nesta 4ª feira europeia. Que saudades de um futebol atacante, de espectáculo e de resultados!O Benfica remata pouco e joga ainda menos. Tudo na expectativa, tudo parado e desconexo, sem chama, sem alma, sem classe, sem força… uma vergonha, um nojo!Assim, amigos benfiquistas, estamos a caminhar para o abismo, enquanto a Direcção assobia para o lado. Não tenham vergonha de assumir as responsabilidades desta patética opção para treinador! São necessárias medidas para combater esta hecatombe que se apoderou do Benfica, mas medidas imediatas, antes que seja tarde demais.
Ainda nada está perdido e, enquanto há tempo, a demissão de Fernando Santos é imperativa, já que o “Engenheiro” não a vai assumir de certeza! O Campeonato é longo e 3 pontos são perfeitamente recuperáveis. Na próxima jornada da Champions, o Benfica recebe na Luz o “todo-poderoso” Manchester United e com uma figura consensual, competente e ambiciosa no banco há hipóteses de dar uma reviravolta neste “espírito maligno” e, talvez, vencer.
José Antonio Camacho e Sven-Göran Eriksson estão desempregados, será assim tão difícil tentar a sua contratação?
NDR: É verdadeiramente fantástico ver que a esmagadora maioria de ex-jogadores do clube ficam a nutrir enorme respeito e carinho pelo Benfica. Apesar de Michael Manniche já não ser do meu tempo – nunca o vi jogar – todos sabemos que foi um jogador muito importante no clube e o facto de ainda falar com orgulho e saudade – “Foram os melhores 4 anos da minha vida!” – do SLB, é motivo de orgulho para nós adeptos. O dinamarquês merecia muito mais que este pobre desempenho!
Ficha do Jogo:
1ª Jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões
Parken Stadion, em Copenhaga
Árbitro: Iouri Baskakov (Rússia)
FC COPENHAGA – Christiansen; Jacobsen, Hangeland, Gravgaard e Bergdolmo; Silberbauer, Norregaard, Linderoth e Hutchinson; Gronkjaer (Kvist, 44 m) e Berglund (Pimpong, 73 m).
SL BENFICA – Quim; Alcides, Ricardo Rocha, Luisão e Léo; Petit e Katsouranis; Paulo Jorge, Nuno Assis e Simão (Manú, 80 m); Nuno Gomes (Kikin Fonseca, 89 m).
Disciplina: Amarelos a Alcides (31 m) e Norregaard (45+1 m).
#Fotos: AFP-Getty Images
#adicionado a Crónicas 06/07
#publicado em simultâneo com o Encarnados
Liga dos Campeões
Hoje o Benfica arranca na edição 06/07 da champions League frente ao Copenhaga. É o dia dois da competição e já se viu grandes goleadas no 1º dia. O SLB que vem de uma derrota pesada no campeonato nacional, poderá limpar um pouco a imagem neste jogo internacional mas a tarefa não é tão fácil como parece e o Copenhaga já despachou o favorito Ajax na fase das pré-eliminatórias. Será um jogo que teremos de ter algumas cautelas por ser fora mas que seria bom ganhar. O jogo é às 7:45 e prevê-se o onze titular com Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Katsouranis, Nuno Assis, Simão, Nuno Gomes e Paulo Jorge.
O FC Porto joga com o CSKA, no Dragão.
Dia 1
Grupo A: Chelsea 2-0 Bremen, Barcelona 5-0 Levski
Grupo B: Sporting 1-0 Internazionale, Bayern 4-0 Spartak
Grupo C: Galatasaray 0-0 Bordeaux, PSV 0-0 Liverpool
Grupo D: Olympiacos 2-4 Valência, Roma 4-0 Shakhtar
domingo, setembro 10, 2006
Crónica 2ª Jornada - O que é isto, Nandinho?

Tudo em expectativa para ver a estreia do Benfica na Liga BWin. Receio de uns que aparecesse o Benfica da pré-época mas confiança de outros que o Benfica Europeu se mantivesse “à tona”! Muita polémica “mateusiana” e um Benfica claramente prejudicado pela grande extensão de tempo sem competição e pela ansiedade acumulada consequente.
A certeza que de que a equipa base está construída, embora ainda não tenha conseguido mostrar que tem “cartel” para vencer um adversário de valia reconhecida – o Áustria Wien não o é, certamente –, deveria ser uma garantia de estabilidade interna.
Por outro lado um Boavista que deixou, em Alvalade, uma excelente imagem – este ano o Benfica joga sempre contra os anteriores adversários do Sporting – e que poderia ter vencido o jogo sem escandalizar ninguém. Apesar dos excelentes reforços do Bessa, seria importante aproveitar as debilidades causadas pela recente permuta de treinador. Nada mais embaraçoso que a vitória de um treinador estreante e jovem sobre um dito “conhecedor” da realidade portuguesa!
“O Fabuloso Destino de… Fernando Santos”
A semana foi preocupante em termos de lesões mas, afinal, apenas Simão e Miccoli não puderam dar o seu contributo à equipa. Assim, à excepção do #20 e do #30, Fernando Santos terá apresentado o 11 mais forte do plantel – resta saber se todos estiveram com boa condição física… o que eu duvido!
Certamente que os jogadores supracitados são importantíssimas mais-valias e fundamentais na manobra da equipa, mas o conjunto apresentado nesta 2ª jornada tem, na teoria, grande qualidade.
Sendo assim, um “costumeiro” 4-2-3-1 com a escolha óbvia de Quim na baliza, Léo e Nélson como laterais, sendo Luisão e Anderson a dupla de centrais – para mim, a defesa mais forte e consistente deste Benfica 2006/07 e a melhor do clube nos últimos 10 anos.
Como trincos surgiram Petit e Katsouranis, nas alas o “motard” Manú e o estreante Miguelito, enquanto que Rui Costa serviu de apoio ao único avançado: o capitão Nuno Gomes.
Uma equipa com a obrigação de apresentar um futebol consistente!
Pobre, pobre, pobre…
O Benfica entrou no jogo da mesma forma que se mostrou durante o seu decorrer: inconsequente, sem soluções e extremamente apático. A excelente colocação em campo do Boavista – ocupando todos os espaços de forma competente – impossibilitou a disponibilização de linhas de passe, mas a responsabilidade também veste de vermelho. Não houve qualquer indício de movimentos de rotura e a solução de construção do jogo passava pelas bolas bombeadas de Petit e pelos passes para trás e para o lado dos restantes atletas. Resultado: jogo completamente sonolento e desconexo, muito longe da baliza, e estímulo ao contra-ataque do adversário.
Apesar do domínio territorial do Benfica, esses contra-ataques do Boavista foram responsáveis pelos momentos de maior perigo. O primeiro grande lance sai dos pés de Kazmierczak que através de um remate enrolado faz Quim brilhar. Do lado do Benfica só nos remates de longe e nos passes em profundidade de Petit se criava algum perigo – Manú desaproveitou um lance de golo flagrante.
O golo caseiro acaba por surgir de forma natural, num excelente trabalho do austríaco Roland Linz e numa falha de marcação inconcebível. Se era expectável que o Benfica reagi-se ao inaugurar do marcador, tal não aconteceu… e foi Quim – até ao intervalo – que segurou o 1-0, e por 2 vezes, de forma brilhante. Muitos nervos do lado do Benfica e pouco futebol!
A 2ª parte foi a confirmação da 1ª. O Benfica com mais domínio territorial mas o Boavista a ser muito mais perigoso no contra-ataque. As substituições não produziram efeito – até, talvez, tenham piorado a prestação da equipa – e as inúmeras fífias defensivas acumularam-se, dando origem, com naturalidade, ao avolumar do resultado.
Apenas por uma vez o Benfica construiu uma jogada de golo eminente e isso diz tudo do que apresentou em campo.
O 3º golo “ensandeceu” os atletas do Benfica, nomeadamente os expulsos Manú – procurou, sempre, “tirar de esforço” as entradas mais duras que sofreu – e Petit. O Benfica acaba por sair humilhado do Bessa, não caindo de pé!
Excelente mostra de poderio ofensivo do Boavista que, mesmo com um novo treinador, vulgarizou a equipa do maior clube português.
Quim fugiu ao descalabro total
Quando o melhor elemento de uma equipa é o seu guarda-redes podemos tirar uma fácil conclusão de como foi o cariz do jogo. E Quim fez uma grande partida, sem uma única falha visível, comprovando aos mais cépticos que é o melhor keeper do Benfica e um dos melhores no nosso país.
Completamente impotente nos lances dos golos boavisteiros, ainda fez mais umas 3/4 defesas vistosas, principalmente a remates de Kaz, Grzelak e Lucas. Simplesmente imperial na recepção aos cruzamentos, não falhando um único… é esta uma das suas grandes qualidades, como já devem saber.
De Rui Costa há pouco a dizer mas a responsabilidade não é tanto dele. Foi perfeitamente visível que o “Maestro” ainda não estava em perfeitas condições físicas, e escondia-se do jogo… mas mesmo assim foi utilizado a titular! Voltam as patéticas opções que permitem que atletas a 60/70% sejam titulares, produzam pouco e agravem lesões. Parece que isto está entregue aos incompetentes!
Alguns bons momentos individuais no tempo em que esteve em campo, e quando o jogo “abriu” e se “soltaram” as fortes marcações, estando claramente a subir de produção, foi substituído!
A prestação de Luisão é feita de contrastes! Pareceu-me muito acertado na maioria do tempo de jogo – soberbo no jogo aéreo, como é costume – e tem poucas responsabilidades de marcação nos golos que o Benfica sofreu, mas é autor de algumas fífias comprometedoras para a baliza de Quim – a maior no espaço deixado livre no 3º golo mas também numa perda de bola para Mário Silva, de forma infantil, que depois consegue compensar ao dar o corpo à bola.
De forma um tanto ou quanto inexplicável, acaba por ser o homem que cria a melhor oportunidade de golo, e a nota só não é positiva porque faz parte de uma defesa que sofre 3 golos. Ainda assim algo hesitante e deixando a maior parte do “trabalho” pelo chão para Anderson!
Longe do já exibido andaram Katsouranis, Nélson e Léo.
O internacional grego esteve discreto e certinho demais para constituir uma mais-valia para a equipa. Katsouranis arriscou muito pouco e ficou a “viver na sombra” de Petit durante toda a partida.
Apareceu apenas em dois lances, num falhanço de cabeça que faria o 1-1 e num corte excepcional numa disputa com o irrequieto Zé Manel. Pouco para quem ocupa uma posição fulcral na equipa!
A aposta num jogador ainda não totalmente a 100% foi bem visível em Léo. Lentíssimo na reacção e “perro” no arranque, comprometeu o lado esquerdo devido à deficiente condição física – um dos seus grandes atributos na época passada – e à explosividade do polaco Grzelak. Resultado: perdeu a maior parte dos lances disputados em velocidade, ou chegando atrasado ou entrando em falta, e não conseguiu desequilibrar nas tarefas ofensivas. A responsabilidade está, obviamente, em quem apostou na sua titularidade quando é óbvia a sua dificuldade física, e ainda mais inacreditável se, neste estado, é deixado sozinho e sem apoio no plano defensivo.
Gostei de Nélson, da sua velocidade e da capacidade que teve de fazer subir a equipa. Está nos melhores momentos do Benfica, embora tenham sido escassos e inconsequentes.
Foi dos poucos a assumir a responsabilidade de rematar e fê-lo por várias vezes – todos sem seguimento, mas pelo menos tentou. O possante Hélder Rosário provocou-lhe grandes dificuldades no cruzamento mas defensivamente esteve bem, já que Zé Manel não apareceu de forma consistente.
Depois houve aqueles que, no final, “dinamitaram” a sua exibição com atitudes indignas de um atleta do Benfica.
Petit foi um desses! O #6 foi – no jogo jogado – o melhor elemento do Benfica, naquele seu estilo de “patrão” e “faz-tudo”, circulando a bola de forma exímia e procurando solicitar a desmarcação dos seus colegas – uma dessas vezes colocou em Manú que, isolado, tem uma péssima recepção e falha o golo.
Foi dos poucos que tentou rematar, mal é verdade, mas na cobrança dos cantos fez um excelente trabalho – o que não é muito natural.
Depois, Fernando Santos destruiu o seu futebol colocando-o, sucessivamente, nas faixas laterais… em cobertura aos extremos (!) Nuno Gomes e Mantorras. No fim do jogo, inexplicavelmente, perdeu a cabeça e envergonhou toda a gente!
Para além da expulsão por uma entrada evitável, há pouco de positivo na exibição de Manú. A habitual velocidade levou a completo descontrolo táctico – abrindo espaços na defensiva – e a finta desconcertante nunca deu resultado. Foi o jogador do Benfica com maior número de perdas de bola e não conseguiu criar um único lance de relevo, quer em cruzamentos, quer em jogadas individuais.
Numa soberana ocasião para marcar, depois de um passe magnífico de Petit, não conseguiu controlar a bola nas devidas condições… o seu grande problema na partida!
Como piores elejo Anderson, Miguelito e Nuno Gomes.
Talvez na sua pior exibição ao serviço do Benfica, o internacional brasileiro tem responsabilidades directas nos 3 golos do adversário. Anderson no 1º e no 2º golo deixou Roland Linz sozinho para facturar, e no 3º golo falhou a aproximação a Kaz deixando-o livre para o estoiro – nesse lance acumula responsabilidades com Luisão. De positivo alguns cortes e um remate ao lado e por cima no seguimento de um canto.
É um grande jogador mas no Bessa esteve um desastre!
A estreia de Miguelito não podia ter sido pior. Má prestação individual e uma derrota copiosa, só faltou a expulsão!
Nunca desequilibrou, não fez um único cruzamento, não rematou e deu a noção de estar perdido entre a lateral-esquerda e o ataque. Raça e determinação estão lá mas isso não chega! A rever no futuro.
Quanto a Nuno Gomes, depois de marcar em 3 dos 4 jogos oficiais realizados nesta época, o que é possível dizer é que não se viu em campo. Um avançado que não faz um singelo remate não pode ter classificação positiva e ainda por cima um que é expulso de forma incompreensível… envergando a braçadeira de capitão!
Muitos nervos e pouca produção, comprometendo toda a estratégia da equipa.
E por fim os suplentes Kikín Fonseca, Nuno Assis e Mantorras.
Viu-se muito pouco dos suplentes que entraram no decorrer da partida. Indiscutivelmente terá sido Kikín a sobressair um pouco mais mas mesmo assim insuficiente para uma nota positiva. O mexicano esteve muito esforçado e dá para ver que tem “pedigree” mas como a bola não chegou aos seus pés, não conseguiu rematar à baliza.
Com a expulsão de Nuno Gomes irá ter a oportunidade de se estrear a titular num jogo oficial, talvez aí se consigam ver melhor as suas qualidades.
Nuno Assis foi pouco mais que inconsequente, alguns bons lances mas sem progressão. A indefinição da sua posição em campo comprometeu a sua prestação... tenho curiosidade em saber o que Fernando Santos lhe terá pedido para fazer!
Mantorras tocou uma ou duas vezes na bola, em jogadas longe da baliza!
Arbitragem difícil num jogo de nervos
A justificação da derrota na arbitragem não a vão ouvir/ler do meu lado, raramente o faço e só quando há escândalo para tal. No Bessa, João Ferreira não pode, em momento algum, ser responsabilizado por este mau resultado – até pela leitura do que disse anteriormente – e confesso que reconheço que esteve bem em quase todo o jogo.
Contra o Benfica terá falhado, apenas, na não-expulsão do “anti-futebol” Ricardo Silva – por uma entrada dura sobre Nuno Gomes –, embora nos últimos momentos de jogo eu já não tenha tido a lucidez necessária para uma análise aprofundada. Bem na expulsão de Nuno Gomes, na de Manú – não há contacto mas a entrada é demasiado violenta e impetuosa, se acertasse no adversário poderia causar-lhe problemas graves – e na de Petit – embora o devesse ter feito com vermelho directo.
Talvez tenha faltado um ou outro cartão amarelo para boavisteiros – nomeadamente para Lucas naquele “sururu” com Nuno Gomes e para Mário Silva numa entrada sobre Manú – mas nada de demasiado importante que tivesse condicionado o desenrolar do controlo do jogo.
Trabalho impecável dos árbitros-auxiliares no que diz respeito ao fora-de-jogo!
E já há 6 pontos de diferença
Escrever sobre este jogo é complicado pelo facto de haver poucas coisas positivas para destacar, pelo lado do Benfica como é óbvio. O teor do jogo foi, irremediavelmente, marcado ao longo da semana mas como adepto consciente esperava uma atitude louvável de todos os profissionais do Benfica… independentemente de todos os condicionantes inerentes à partida em causa. Infelizmente não foi isso que aconteceu, pelo que a equipa e os adeptos saem do Bessa, inequivocamente, envergonhados com tudo aquilo que se passou.
A minha opinião sobre Fernando Santos é a mesma desde sempre e desde o 1º minuto que sigo a coerência da mesma. Com Nandinho no banco do Benfica só um milagre fará com que haja uma equipa decente, com um fio-de-jogo decente, atitude decente, futebol decente e soluções decentes. Para além das inenarráveis opções tácticas, o pior que o referido treinador apresenta é uma total incompetência na fomentação e manutenção do controlo emocional dos atletas por quem é responsável… comprovou-se hoje, mais uma vez, tal situação!
A exibição de hoje – e parabéns ao Boavista pela excelente equipa, grande prestação e vitória – foi simplesmente miserável! Em 90 minutos nunca houve futebol de ataque bem conseguido e por apenas uma vez se rematou à baliza… pelo central Luisão (!). Assim não se marcam golos, meus senhores!
E o que dizer da substituição de Rui Costa – quando finalmente “segurou” o jogo –, da colocação de Nuno Gomes na extrema-esquerda ou da imposição a Nuno Assis para jogar em cunha com os “gigantes” centrais? É mau demais para ser verdade, é irritante e uma perfeita perda de tempo ter este homem no banco. Era “vê-las a entrar” e nenhuma reacção… acorde Fernando Santos, espevite os seus jogadores de forma positiva, tranquilize os profissionais e adeptos do clube, esbraceje e grite, e acima de tudo não invente!
E depois não posso deixar passar a humilhante indisciplina – resultado da referida incompetência do Nandinho na fomentação do controlo emocional – que hoje vimos nos atletas do Benfica, principalmente nos capitães Nuno Gomes e Petit. Atletas tão experientes não podem envolver-se em picardias sem sentido, nem insurgir-se contra o árbitro de forma indigna. Hoje Petit – um jogador de quem sou um fã acérrimo, com camisola e tudo – foi um péssimo exemplo do que é ser capitão de equipa. E não há qualquer justificação possível para tal atitude, que lhe vai custar muito tempo de suspensão. Certamente que “outros” jogadores de “outros” clubes – parafraseando o “vinicultor”: “Vocês sabem de quem eu estou a falar!” – já fizeram coisas do género mas no Benfica não se pode pactuar com isto!
Já o tinha dito e reafirmo-o, com este treinador é esperar “calmamente” por 2007/08! Até porque o “Engenheiro”, ou muito me engano, não vai pedir a demissão nos tempos mais próximos. Com o Nandinho não há milagres, a sua contratação fez o Benfica regredir mais de 5 anos. Por muito respeito que lhe tenha – e podem crer que tenho – o Benfica e os benfiquistas merecem mais!
Veremos o comportamento do Benfica na 1ª jornada da Champions. Falhar de novo será catastrófico!
NDR: A diferente abordagem a duas situações retrata fielmente o diferente tratamento dos assuntos relacionados com o Benfica. Os Diabos Vermelhos fizeram uma gigante faixa com o “Sabem onde há escutas boas, boas, mesmo boas? Sabem? E arquivam?” que não foi mostrada na totalidade na SportTV por uma única vez – sei do seu conteúdo pela Imprensa Escrita. A normalidade nunca foi esta, costuma mostrar-se tudo o que entra no Estádio, mas parece que o realizador – ou algum “chefão” – não gostou do que lá estava escrito!
Por outro lado, foi dada a oportunidade a João Loureiro – arguido no Apito Dourado, mas um confesso injustiçado e incompreendido – de protagonizar um bonito e enternecedor momento “Fátima Lopes”… com enorme potencial para fazer verter uma lágrima até ao telespectador mais “áspero”. Não sei o que é mais comovente, se a presença do “Loureirito”, se a indignação, a consternação e a “disponibilidade” do pai.
Parabéns à SportTV por esse momento de Televisão!
Ficha de Jogo:
2ª Jornada da Liga BWin
Estádio do Bessa, no Porto
Árbitro: João Ferreira (AF Setúbal)
BOAVISTA FC: William; Hélder Rosário, Ricardo Silva, Cissé e Mário Silva; Lucas, Tiago e Kazmierczak; Zé Manel, Roland Linz (Fary, 78 m) e Grzelak (Bessa, 83 m).
SL BENFICA: Quim; Nélson, Luisão, Anderson e Léo; Katsouranis (Mantorras, 79 m) e Petit; Manú, Rui Costa (Nuno Assis, 62 m) e Miguelito (Kikin Fonseca, ao int.); Nuno Gomes.
Disciplina: Amarelos a Zé Manel (38 m), Nuno Gomes (40 m e 68 m), Hélder Rosário (40 m), Ricardo Silva (46 m), Petit (68 m e 92 m), William (73 m), Luisão (78 m), Bessa (85 m), Léo (88 m). Vermelhos por acumulação a Nuno Gomes (68 m) e Petit (92 m). Vermelho directo a Manú (92m).
Golos: 1-0, Linz (36m); 2-0, Linz (75 m); 3-0, Kazmierczak (90m);
#Fotos: AFP-Getty Images, Reuters e SerBenfiquista
#adicionado a Crónicas 06/07
#publicado em simultâneo com o Encarnados
Enquanto é tempo:
MANDEM O NANDINHO PARA A RUA!!!!!
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sexta-feira, setembro 08, 2006
O "ataque" esperado!

Como seria de esperar, depois das notícias escandalosas referentes ao Apito Dourado, surge novo ataque a Luís Filipe Vieira. Parece que o Presidente de Benfica tem feito bem o seu trabalho de dinamizador da Justiça Desportiva!
Como é óbvio, a referida notícia deixa várias dúvidas/incongruências.
Sendo a Taça de Portugal uma competição da responsabilidade da FPF – e portanto a nomeação dos árbitros está ao cargo do seu Conselho de Arbitragem – o que tem a Liga, e seu Presidente Major Valentim Loureiro, a ver com a situação?
Perante o teor gravoso da referida matéria, porque será que LFV não foi ouvido ou constituído arguido – como os “conhecidos” mafiosos – quando rebentou este escândalo, e aquando das diligências da PJ e do Ministério Público? E porque só agora – quando o próprio visado é o único que tem lutado para que o processo avance, ao contrário daqueles que fogem para Espanha e declaram blackouts – e prestes a iniciar-se a prestação do Benfica na Liga, é que a referida notícia sai a público?
Como se justifica ainda, que a haver “marosca” do lado benfiquista, o clube tenha estado 10 anos sem vencer um Título Nacional?
Concerteza são dúvidas que até o menos pertinente dos leitores terá! Areia para os olhos… e será que somos assim tão pategos que não vejamos o que está, realmente, a acontecer?
O “engraçado” disto tudo é que este “furo” irá abrir Telejornais e fará Capa de Jornais, ao contrário dos outros… esquecidos!

Presença no Processo: Presente nas escutas por intermédio de conversas do “escutado” Valentim Loureiro – há dezenas de outras pessoas envolvidas na mesma situação.
Conteúdo das Escutas: Tentativa de rejeição dos árbitros menos “sérios”, isto é, associados com a corrupção do FC Porto.
Crimes no Processo: Nenhum! Não faz parte sequer, das entidades ouvidas em sede própria.
Reacção à Notícia/Situação: O único impulsionador do Apito Dourado, comunicação à Imprensa a qualquer altura, disponibilização total às autoridades para fazer o processo seguir os trâmites normais.
Pinto da Costa
Presença no Processo: Buscas da PJ na SAD do FC Porto, “escutado” pela PJ, ouvido no Tribunal, constituído Arguido com Termo de Identidade e Residência, impedido de estabelecer contacto com outras figuras do processo.
Conteúdo das Escutas: Oferta de “serviços” a árbitros para que os mesmos prejudiquem adversários e/ou favoreçam o FC Porto.
Crimes no Processo: Tráfico de Influências, Manipulação da Classificação de Árbitros, Corrupção Activa e Passiva na Arbitragem.
Reacção à Notícia/Situação: Fuga para Espanha, apresentação no Tribunal vários dias depois de ter sido notificado, silêncio absoluto.
Mas ainda há alguém minimamente inteligente que possa fazer comparações entre os dois?
NDR: A ser tudo verdade, que LFV seja punido pelo "tráfico de influências" – não há aqui, segundo a lei, consequências desportivas – mas atenção que não existe corrupção com “cafézinhos” e “frutas”. Bem diferente de outras situações já conhecidas! Para o bem da transparência, e da honestidade no futebol, TODOS os prevaricadores devem ser julgados pelos seus crimes… o dossier já seguiu o seu caminho.
Como complemento do post acrescento o excelente comentário - como de costume - do Johnny Rook. Está aqui tudo:
a) - Quem toma a iniciativa do telefonema é o Major porque o LFV não atendia o telefone do Pinto de Sousa;
b) - O Major oferece-lhe árbitros e o LFV sistematicamente recusa (e bem porque fazem todos parte do esquema).
c) - Ao 5º nome aceita (porque algum havia de ser senão não havia jogo) alguém que ele considera suficientemente sério (não se nota qualquer entusiasmo do LFV);
d) - Percebe-se da conversa que o LFV não se quer meter em esquemas, nem pediu fosse quem fosse, só querendo saber porque é que, estando nomeado, o Paraty foi desnomeado ( o que se percebe porque em Portugal desnomeiam-se árbitros com muita facilidade);
e) - Sintomático o descanso do Major relativamente às preferências do Porto - Serve qualquer um - é evidente!
Só não vê quem não quer!
#Fotos: SerBenfiquista e Record
segunda-feira, setembro 04, 2006
Apito "Arquivado"!

Mais uma "machadada" no Estado de Direito e na Justiça Nacional! Novamente a mesma justificação foi dada para não se fazer uma acusação: apesar dos inacreditáveis e vergonhosos indícios de corrupção, na opinião do magistrado do Ministério Público, não há provas suficientes para se chegar a uma conclusão!
Ainda há mais uns quantos processos neste enorme escândalo, no entanto, é de esperar que o resultado seja o mesmo. Analisando friamente é esta a única solução!
#foto-montagem de REDrigues
#publicado em simultâneo com o Encarnados
domingo, setembro 03, 2006
"Vamos nessa, Vanessa?"

Como Tri-Campeã europeia em título e líder dos rankings Mundial e da Taça do Mundo, a atleta do Benfica – mas ao serviço da Selecção Nacional – conseguiu o seu melhor resultado de sempre no Mundial, depois do 4º lugar em 2005 e do 5º em 2004. E por 45 segundos não subiu ao lugar mais alto do pódio... Confirma que, actualmente e a par de Francis Obikwelu, é a maior "bandeira" do Desporto Nacional – que não o futebol.
Continua a ser um grande exemplo, de esforço e dedicação, para os mais jovens – e ainda por cima transborda simpatia! A sua juventude trás certezas de mais feitos históricos no futuro. Grande Vanessa!
#apesar de já pretender fazer uma breve referência à Vanessa, a sugestão do post surgiu-me por mail. Um obrigado ao David Antunes, pela pertinência e sentido de oportunidade.
Foto: AFP-Getty Images