domingo, janeiro 27, 2008

Crónica 17ª Jornada - Começar à Eusébio...


Num ambiente terrível, e com a tragédia húngara na memória, o Benfica mostrou-se bastante diferente dos últimos tempos e, com uma exibição bastante personalizada e eficaz, garantiu 3 preciosos pontos. Tendo em conta o mau momento da equipa, a vitória no terreno do Vitória de Guimarães acaba por ser uma boa surpresa, e até porque garante e solidifica o 2º lugar, perante uma possível ultrapassagem por este mesmo adversário. É curioso, mas se nos lembrarmos da excelente vitória em Donetsk, tão inesperada e saborosa como esta, teremos um denominador comum: Óscar Cardozo. O paraguaio, naquele seu estilo desengonçado, voltou a ser decisivo e continua a corresponder afirmativamente aos que muitas dúvidas lançaram sobre o seu inegável valor. Os números não dizem tudo, mas 13 golos em meia época nunca pode ser um mau registo. Mais assinaláveis se tornam quando vemos que nenhum deles é irregular, ao contrário de outros…

O primeiro golo no D. Afonso Henriques, num livre absolutamente admirável e um pouco ao estilo de Eusébio, acabou por ser o factor essencial para a excelente primeira parte do Benfica. A defesa esteve concentrada, o meio-campo bastante coeso e houve um Di María que rebentou com a ala-direita da equipa da casa. O jovem argentino fez uma primeira parte fantástica e é dos seus pés que chega o golo da tranquilidade. A jogada é brilhante e dá a Maxi Pereira a oportunidade de marcar um golo relativamente fácil. No 2º tempo, o #20 caiu muito de produção e, face à inexistente experiência e matreirice, foi bem substituído... talvez até já tarde. Angel tem de ter cabecinha, deve ouvir muitos conselhos de quem sabe, trabalhar muito e, acima de tudo, manter a humildade. Tem um grande futuro, se continuar a evoluir como tem feito até agora.

O Vitória entrou muito forte na 2ª parte e criou muitas dificuldades ao Benfica. Foram 45 minutos de algum sofrimento, com muita entrega individual e colectiva, que dará alguma confiança para o futuro. A equipa tremeu um pouco com o golo do Vitória e o estoiro de Petit, que continua em péssimas condições físicas mas vai remediando com a sua soberba entrega, trouxe dificuldades acrescidas. Camacho hesitou um pouco nas substituições, até porque Binya não está cá para poder substituir o capitão… e ontem fez muita falta! Freddy Adu e Nuno Assis entraram muito mal na partida, e Nuno Gomes entrou muito tarde. Há que realçar o grande jogo de Nélson, principalmente na 2ª parte. A defender foi, de longe, o melhor em campo! Sempre muito seguro, muito concentrado, muito prático... muito bem! Nunca esteve tão certinho como nos últimos jogos, mesmo como defesa-esquerdo. A atacar tem estado algo discreto, e talvez seja por isso as suas excelentes exibições têm passado algo despercebidas aos mais desatentos.

Aquele passe suicida de Luís Filipe a Quim, a um metro da baliza e com um avançado do Guimarães em cima, diz tudo sobre a sua performance desastrada. Fez alguns corte de qualidade, admito-o, mas sabem a pouco quando enterra o dobro daquilo que produz. O mais preocupante nem são as incontáveis azelhices com a bola no pé, o que é mesmo irritante é a forma como fica na "zona de ninguém" e deixa o extremo e o lateral adversário completamente sozinhos. De Edcarlos é mais um mau jogo, pois não lhe vejo qualidades para jogar no Benfica. Tem 3 cortes ridículos, para trás, que isolam jogadores do Vitória. Para 4º central talvez dê, mas jogando pouco. Quim não tem responsabilidades nenhumas no golo. É um "saltinho" ridículo, é verdade, mas o lance é muito difícil. Quem coloca a bola na cabeça de Ghilas é... Luís Filipe, em mais um corte para trás. Katsouranis a central continua um senhor! Não dá para manter o grego no centro da defesa? Rui Costa e Maxi Pereira estiveram algo apagados, mas mesmo assim foram decisivos no 1º e no 2º golo. Com tanta pancada no #10, principalmente de Flávio Meireles, não surpreende que não tenha acabado o jogo.

Em relação à arbitragem, e sem nenhum caso de penalty ou possível expulsão, a actuação de João Ferreira roçou a vergonha nacional. O inexistente fora-de-jogo a Cardozo ainda deixo passar – até porque houve outro lance do Vitória que também me pareceu mal invalidado pelo mesmo auxiliar –, mas deixo dois exemplos claros que demonstram a má fé do árbitro de Setúbal. O primeiro tem a ver com o amarelo a Petit, algo discutível porque a mão na bola acontece quando o braço já está no ar há algum tempo. O que é vergonhoso é que houve 3 mãos na bola de jogadores do Vitória, assinaladas, e mais ninguém viu cartão por isso. Amarelar Petit aos 18 minutos deixa muitas possibilidades em aberto, de facto.

A outra situação diz respeito ao nojento cartão amarelo mostrado a Rui Costa, por uma alegada simulação que não existe. Aliás, o Maestro ficou estendido no chão porque houve uma falta grave que o impediu de se isolar para a baliza. Não digo que seria cartão vermelho para o jogador do Vitória, porque havia outro defesa por perto, mas o amarelo tinha de sair... e não era para o Rui! Apesar de muito contestado, por jogadores e adeptos da equipa da casa, não me parece haver falta no 2º golo de Cardozo. Pode haver contacto da bola com o braço do paraguaio, mas se houver é apenas para protecção da bola. Bola na mão, portanto. A falta que dá origem ao fabuloso livre do #7 é indiscutível, para alguém de boa fé.

Vou aguardar o término do Mercado de Transferências para me pronunciar sobre as reais possibilidades do Benfica na Liga BWin. Vencer o Nacional na próxima jornada será, sempre, imperativo, tal como as inúmeras finais até à jornada 30. As possibilidades de conquista do título são, como é óbvio, muitíssimo reduzidas. Mesmo assim é sempre óptimo vermos o Benfica em grande plano numa deslocação complicada. Um grande Benfica não o poderá ser apenas na Luz. É importante cultivar uma mentalidade de conquista, em qualquer campo. E no Benfica dos últimos anos, isso tem faltado…

NDR: Obviamente, terei de repudiar o comportamento das claques de Benfica e Guimarães, apesar de compreender alguma da revolta dos benfiquistas em virtude do ambiente de terror que se vai vivendo de cada vez que há um jogo de risco que envolva os vimaranenses. Nunca pertenci a nenhuma claque, nem faço questão disso, e por isso as tochas, os very-lights, e outras coisas do género, não me dizem absolutamente nada. O que se passou fora de campo, sem ainda ter bem a noção do que aconteceu, só nos pode deixar preocupados e incomodados. Que os prevaricadores sejam punidos, é sempre o que peço.

No clássico de Alvalade, e que grande jogo de futebol foi, o Sporting provou que este FC Porto tem muitos argumentos, mas nem todos tocam na bola... se é que me entendem. Na ausência do habitual 1-0 irregular, e Lisandro já tem uns 5, tudo desabou! É inacreditável como Bruno Alves se passeia com a maior impunidade deste mundo: mais uma agressão, desta vez a Moutinho, que é convertida num simpático amarelo. Quaresma também sabe como estas coisas funcionam, é à vontade do freguês. O tal “Vai para a puta que te pariu”, dirigido a Jesualdo Ferreira após a sua substituição, é um belo coroar de mais uma exibição verdadeiramente anedótica. Parabéns ao Sporting, e obrigado por um serão bem passado. Ultimamente têm sido muitos…

Podem fazer o download de um óptimo resumo do jogo, aqui. De elogiar o habitual, e excelente, trabalho do Bakero. Abraço para ti, camarada.

Ficha do Jogo:

17ª Jornada da Liga BWin

Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães

Árbitro: João Ferreira (AF Setúbal)

VITÓRIA GUIMARÃES: Nílson; Andrezinho, Sereno, Geromel e Luciano Amaral (Roberto, 61 m); Flávio Meireles e João Alves (Ghilas, ao int.); Alan, Fajardo (Carlitos, ao int.) e Desmarets; Miljan Mrdakovic.

SL BENFICA: Quim; Luís Filipe, Edcarlos, David Luiz (Nuno Assis, 45+5 m) e Nélson; Petit e Katsouranis; Maxi Pereira, Rui Costa (Nuno Gomes, 85 m) e Di María (Freddy Adu, 70 m); Óscar Cardozo.

Disciplina: Amarelos a Petit (18 m), Rui Costa (34 m), Ghilas (59 m), Nélson (59 m) e Di María (67 m).

Golos: 0-1, Cardozo (8 m); 0-2, Maxi Pereira (27 m); 1-2, Ghilas (61 m); 1-3, Cardozo (90+2 m).

#Fotos: AFP-Getty Images e Site Oficial

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sexta-feira, janeiro 25, 2008

domingo, janeiro 20, 2008

Crónica Taça Portugal - A Sina do Sofrimento!



Uma crónica que terá, forçosamente, que ficar curta, já que não tive a oportunidade de seguir ao jogo, nem sequer pela Rádio. Pelo que já li na Imprensa, e na minha visita diária a alguns blogs preferidos, o Benfica voltou a exibir-se de acordo com o que tem feito nesta temporada: lento, sem classe, sem espectáculo e com muita dose de sofrimento. É inadmissível que, em pleno Estádio da Luz, o modesto Feirense crie tantos problemas ao Sport Lisboa e Benfica. A bem da verdade, até já vamos criando um certo hábito a este tipo de coisas. Parece que Rui Costa voltou a fazer uma grande exibição… que seja para manter em futuros desafios, pois a sua importância na equipa continua, sem dúvida, fundamental.

Os menos utilizados, entre eles Nuno Assis e Edcarlos, voltaram a confirmar que têm pouca qualidade, e o alemão Butt – o tal que tem muita tarimba na sua pátria, mas um ordenado escandaloso –, mantém a inacreditável dose de intranquilidade e atrapalhação. Isto, como já disse, pelo que pude ler na Imprensa e ver num pequeno resumo na televisão. Resolveu Óscar Cardozo, num lance muito confuso, e isso, claro, é mesmo o mais importante. O complicadíssimo desafio com o Vitória de Guimarães está já aí...

NDR: A outro nível também houve bastante sofrimento, no Vila Verde 3-4 Benfica em Futsal, mas esse Benfica é outra história completamente diferente. Quem gosta da modalidade pode ler uma excelente crónica, do Ricardo Solnado, aqui.

Podem guardar um resumo do jogo, aqui. O vídeo é da autoria do Urra...apre.


Ficha do Jogo:

5ª Eliminatória da Taça de Portugal

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

SL BENFICA: Hans-Jörg Butt; Luís Filipe, Luisão, Edcarlos e Nélson; Maxi Pereira (Freddy Adu, ao int.), Katsouranis, Rui Costa e Nuno Assis; Di María (Óscar Cardozo, ao int.) e Nuno Gomes.

CD FEIRENSE: Hélder Godinho; Márcio (Denilson, 84 m), Hernâni, Jorge Silva e Luciano; Serginho, Tales, Hélder Castro e Gabi; Barge (André Soares, 65 m) e Jorge Leitão.

Disciplina: Amarelos a Barge (39 m), Cardozo (50 m) e Nélson (72 m).

Golos: 1-0, Cardozo (49 m).


#Foto: Record

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sábado, janeiro 12, 2008

Crónica 16ª Jornada - Um Robin Hood... ao Contrário!

Como sabem, a lenda de Robin Hood relata as aventuras, e desventuras, de um indivíduo que rouba aos ricos para dar aos pobres. Talvez censurável mas, efectivamente, com boas intenções. Não é o caso deste de que vos falo. Em virtude da escassez de vitórias, de bom futebol, de jogadores de categoria, de dirigentes competentes e benfiquistas, e de títulos, não podemos considerar o Benfica um dos “ricos”. O Sport Lisboa e Benfica é, actualmente, um “pobre”, que tenta sobreviver às amarguras de Nottingham, leia-se Liga BWin. No jogo de hoje, frente ao Leixões, esteve em campo um Robin Hood, coadjuvado por um muito pequenino Little John da arbitragem da AF Porto. Este Robin Hood, ou, se quiserem, Paulo Costa, roubou despudoradamente o "pobre" Benfica e, ao seu jeito, impediu que, com muito esforço, o Leixões saísse derrotado. Não nego que o Benfica fez uma exibição verdadeiramente ridícula, ao nível do que de pior se viu em muitos anos, mas a arbitragem deste Golden Robin foi qualquer coisa de inacreditável.

Sempre do mesmo lado do campo, e percebem porquê, tudo começou com a desavergonhada anulação de um golo limpo a Nuno Gomes, por um fora-de-jogo claramente inexistente. Pouco tempo mais tarde, Cardozo é agarrado e puxado na área – e o leixonense utiliza, de forma ostensiva, os dois braços – mas nada é assinalado. Depois, Beto e Di Maria envolvem-se num choque e o guarda-redes do Leixões parece agredir, com uma patada, o jovem jogador do Benfica. Não seria vermelho directo, e penalty, caro John? O lance mais duvidoso acaba por ser o empurrão sobre Léo, assinalado, que talvez até seja dentro da área. A mim pareceu-me, mas será que vale a pena dar o benefício da dúvida à comandilha? O caricato é que Robin Hood preparava-se para deixar ficar a "esmolinha na caixa do pobrezinho", assinalando o penalty, mas o "companheiro de viagem" relembrou-lhe que não podia ser. Little John, sempre ele!

Sim, o Leixões fez um bom jogo e faltam, claramente, jogadores de qualidade ao Benfica. Maxi Pereira e Nuno Assis mostraram mais uma vez que não têm qualidade para envergar a camisola de um clube que, outrora, era “riquíssimo”. Di María continua perfeitamente inconsequente, quando é chamado à titularidade, e hoje até terá feito a pior actuação de sempre de águia ao peito. Há jogadores nucleares em péssima forma, como Petit e Luisão. Rui Costa também não está bem e, na realidade, faltam craques que decidam jogos. Os tais Miccolis e Simãos que não há neste “grande plantel”. Talvez, com este mau resultado, acabem de vez os mitos do “Maxi Pereira ser um grande lateral-direito” e do “Benfica arrasar com dois avançados". As coisas, como se viu, não são assim tão lineares. Já vejo muitas vozes discordantes de Camacho, algumas até indignadas. Eu não vou por aí, pois já chega de "rodar" tantos treinadores e ficar sempre na mesma. O problema desta época não está na táctica, e nem, na minha opinião, no treinador. O verdadeiro problema deste Benfica à deriva tem um rosto, e esse rosto está bem identificado. É tipo um Rei Midas, mas ao contrário. “E vocês sabem de quem eu estou a falar…”

NDR: No meio de tanta desgraça sobressaiu um jogador que desconhecia e que fez uma actuação simplesmente brutal: Jorge Gonçalves, extremo-direito de 24 anos. Não há nenhum destes lá pela Argélia?

Ficha do Jogo:

16ª Jornada da Liga BWin

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Paulo Costa (AF Porto)

SL BENFICA: Quim; Nélson (Nuno Assis, 60 m), Luisão, David Luiz e Léo; Maxi Pereira, Petit, Rui Costa e Dí Maria (Freddy Adu, 78 m); Nuno Gomes e Óscar Cardozo (Mantorras, 73 m).

LEIXÕES SC: Beto; Nuno Diogo, Elvis, Filipe Oliveira e Ezequias; Jorge Gonçalves, Bruno China, Hugo Morais e Diogo Valente (Vieirinha, 85 m); Roberto (Tales, 89 m) e Nwoko (Pedro Cervantes, 71 m).

Disciplina: Amarelos a Nwoko (35 m), Nuno Diogo (48 m), Ezequias (57 m), Luisão (65 m), Petit (69 m), Filipe Oliveira (72 m), Rui Costa (90+5 m).

#Fotos: AFP-Getty Images

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sábado, janeiro 05, 2008

Crónica 15ª Jornada - Implosão em Setúbal...


O Benfica até nem fez um mau jogo, e voltou aquela atitude que terá faltado no Restelo, mas não chegou para ganhar, em virtude de mais um erro catastrófico do tal defesa do costume. Fazer a marcação por trás, e com os olhos, não está ao alcance de todos os craques! O resultado acaba por ser algo injusto – Quim fez alguma defesa? – mas tudo isso passa para segundo plano tendo em conta o deplorável “espectáculo” – eu nunca tinha visto algo assim neste clube –, dado por dois atletas categorizados, em pleno relvado. E um deles é um dos sub-capitães! Esperam-se medidas exemplares para uma das cenas mais humilhantes do Benfica dos últimos tempos. Esta atitude talvez diga muito sobre o ambiente de balneário do clube. Preocupante, no mínimo.

Camacho fez aquilo que eu faria na gestão do caso Luisão/Katsouranis, e aí esteve muito bem, mas também me tem desiludido um pouco. Não compreendo como se aposta num dos piores laterais da História do Benfica. Não compreendo como se insiste em Maxi, que é um jogador sem qualidade para o Benfica, independentemente da posição que ocupa. Também não compreendo este 4-2-3-1, com Cardozo sozinho, se não há verdadeiros extremos de classe. Mas Camacho, mesmo com responsabilidades, é o menos culpado deste Benfica sem a qualidade exigível.


Em relação a arbitragem, mais um péssimo trabalho de Paulo Paraty. Sinceramente, não compreendo como este personagem conseguiu, alguma vez, ser árbitro de futebol. Só se justifica, mesmo, com os "tachos" da AF Porto. Ajuíza mal, posiciona-se mal, é arrogante, é mau na interpretação das leis de jogo, é "carroceiro"... enfim, é uma vergonha! Num jogo em que só houve cartões amarelos para jogadores do Benfica, vá-se lá saber porquê, o árbitro do Porto teve a sorte de não existirem casos na área ou possíveis lances para expulsão. Mesmo assim, Paraty prolongou os descontos da 1ª parte a mais 2 minutos daquilo que estava definido - e ninguém percebeu porquê mas o Setúbal agradeceu e aproveitou para criar duas oportunidades flagrantes de golo -, e termina a partida com um lance perigoso de contra-ataque da equipa da casa.

Foi a implosão do tal “grande” Benfica e nem o golo do salvador de sempre, humilhado por alguns mas no coração de muitos, dilui mais uma tristeza da alma benfiquista. Está na hora de acabar a “Feira das Vaidades”, meus caros. Ontem já era tarde! O FC Porto prepara-se para somar mais um título, pelo que só a Justiça Desportiva terá uma palavra a dizer em 2007/08. Fevereiro será um mês interessante nesse aspecto! Há que acreditar!

NDR: Será que o “SLB, SLB, Filhos da Put…” se tornou o hino residente de todo e qualquer estádio português? Será que o cidadão que vai aos estádios não tem civismo?

Ficha do Jogo:

15ª Jornada da Liga BWin

Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: Paulo Paraty (AF Porto)

VITÓRIA SETÚBAL: Eduardo; Janício, Auri, Robson e Adalto; Sandro (Filipe Gonçalves, 77 m), Elias e Ricardo Chaves; Paulo Roberto (Edinho, 32 m), Claúdio Pitbull e Matheus (Bruno Gama, 74 m).

SL BENFICA: Quim; Luís Filipe, Luisão (Edcarlos, 68 m), David Luiz e Nélson; Petit e Katsouranis (Mantorras, 68 m); Maxi Pereira, Rui Costa e Cristián Rodríguez (Di María, 32 m); Óscar Cardozo.

Disciplina: Amarelos a Rodríguez (28 m), Di María (43 m), Luisão (63 m) e Rui Costa (83 m).

Golos: 0-1, Mantorras (71 m); 1-1, Edinho (88 m).

#Fotos: AFP-Getty Images

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domingo, dezembro 23, 2007

Crónica 14ª Jornada - Rectificar a Tempo!


Depois de uma primeira parte a roçar o medonho, a vitória apareceu e a coroar um segundo tempo de boa qualidade. Tendo em conta a última assistência, e o descrédito benfiquista já vincado, a Luz até estava com uma moldura assinalável. Confesso que, os quase 25 mil espectadores, me surpreenderam. Acho que Camacho tem de rever o 11 inicial, urgentemente. O Benfica precisa de um extremo-direito e de um #10/avançado-móvel com carácter de urgência, pois só assim este 4-2-3-1 fará algum sentido. Está-se a fazer algum banzé, com a substituição do Rui Costa, mas a maioria esquecesse que a substituição foi mais táctica do que técnica. A inclusão de dois avançados exigiu-a, e talvez seja por isso que a dupla Cardozo/Nuno Gomes é utilizada menos vezes. Acho lamentável começar-se a colocar em causa a categoria de Rui Costa, ele que já demonstrou capacidade em 2007/08 e há bem pouco tempo, em Coimbra. Não é por um jogo menos conseguido, e eu até acho que não esteve tão mal como dizem, que passa a ser descartável. Nem o Rui Costa escapa ao “queimatório”, como seria de esperar.

Escolho Léo como o melhor da noite, dentro e fora das 4 linhas. Imperial! Posso ferir algumas susceptibilidades mas acho Maxi Pereira um jogador apenas razoável, a roçar o medíocre. É lento e macio a defender – há 2 lances gritantes na 2ª parte onde dá todo o espaço, ao avançado, para rematar – e apenas regular como opção mais avançada. Como lateral acho-o pior que Nélson. E um extremo do Benfica tem de ser mais como Rodríguez, que cada vez mais é decisivo. Por 3 milhões de euros acho o defesa-médio uruguaio muito caro! Binya, a opção mais consistente a Petit, é uma versão 2.0 de Beto. Com o mesmo deficit gritante no capítulo do passe, e neste jogo contei 8 errados, mas mais seguro e influente. É um jogador superior ao brasileiro, mas a comparação faz algum sentido. O mais preocupante nem é a péssima capacidade de passe, mas a ingenuidade que custa amarelos, vermelhos e faltas escusadas. Petit pode servir de "professor", até porque já passou por duro e soube dar a volta. Mas todos gostamos daqueles lançamentos longos, claro. São já uma imagem de marca, e se não me falha a memória, é a 3ª vez que resultam em golo.

Di María a titular não é opção consistente, na minha opinião. É queimar um jogador verde, com potencial. Gostei da sua entrada em campo, na altura em que costuma render mais, mas precisa muito de banco. David Luiz continua um pouquinho trapalhão a defender, mas tem muita classe com a bola nos pés. Se evoluir de forma progressiva será um grande central. Nuno Gomes entrou ao intervalo e demorou 22 minutos a tocar na bola. 4 dos 6 golos que marcou para o Campeonato não são decisivos, porque só servem para avolumar o resultado, quando este já está feito. Factos! Fez um bom passe de rotura e finalizou outro lance como lhe compete. Nada mais. Não tem sido tão decisivo como se exige a um ponta-de-lança do Benfica, mas se for sempre assim já não é nada mau. Preocupante, também, o completo desaparecimento de Katsouranis nos últimos jogos. O grego voltou a fazer um mau jogo, o que acaba por não ser uma surpresa. De Quim é raro o dia em que se pode fazer críticas negativas. Quando foi chamado a intervir fê-lo com a usual categoria. Luisão e Cardozo em bom nível, também. O remate de livre do paraguaio seria um golo fantástico.

Arbitragem regular, mas Maurício tinha de ser expulso, por duplo amarelo, no lance do indiscutível penalty. Se Katsouranis é amarelado por uma falta banal, não percebo como o brasileiro do Estrela ficou em campo. Não conheço bem este Hugo Miguel, mas fiquei preocupado quando me disseram que era o protegido do Augusto Duarte. Tão jovem e já associado a gente tão perigosa! Esteve bem, no entanto, ao amarelar Adu por simulação de falta dentro da área. O americano não precisa nada destas coisas, que só penalizam o seu estatuto e futuro.

Apesar do confrangedor primeiro tempo, acabou-se o ano a ganhar e a diminuir a vantagem para o líder. Isso é o mais importante! Não entro na historieta das contas, acima de tudo porque não gosto dessa “estratégia” na mentalidade desportiva. Prefiro ver as coisas jogo-a-jogo, um passo de cada vez. Agora, o essencial será agir bem no Mercado de Inverno, para atacar o resto de Liga. Se, de facto, há o dinheiro que se diz que há, espero reforços com a qualidade suficiente para colmatar as necessidades que Camacho diz que tem. Sinceramente, não confio nem um pouco na capacidade desportiva do actual Presidente, e por isso espero que o treinador tenha influência nas movimentações do Benfica. Dos nomes que se fala, Fred agradar-me-ia imenso, mas talvez seja a possibilidade mais “impossível”. Comprar por comprar é que não!

NDR: Em relação ao sorteio da UEFA, já comentado pelo REDrigues, posso dizer que me agrada. Aparentemente, o Nuremberga não é uma daquelas equipas de nomeada e com basta experiência europeia. Penso que, em teoria, um Benfica mediano passará a eliminatória com maior ou menos dificuldade. Concretamente, de Nuremberga, só conheço o célebre Julgamento dos Nazis. Reconheço as minhas limitações em relação ao Futebol Alemão.

De lamentar, como é óbvio, a morte de mais uma grande figura do Benfica. 2007 foi um ano complicado neste aspecto. O Presidente Ferreira Queimado será sempre recordado como um dos grandes benfiquistas que serviram este clube.

Podem sacar um excelente resumo do jogo, do Bakero, aqui.

Ficha do Jogo:

14ª Jornada da Liga BWin

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

SL BENFICA: Quim; Nélson (Nuno Gomes, ao int.), Luisão, David Luiz e Léo; Katsouranis e Binya; Maxi Pereira, Rui Costa (Di María, ao int.) e Cristián Rodríguez (Freddy Adu, 82 m); Óscar Cardozo.

ESTRELA AMADORA: Nélson; Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Hélder Cabral; Fernando e Tiago Gomes; Yoni (Pedro Pereira, 72 m) Mateus e Ndiaye (Anselmo, 69 m); Luís Aguiar (Fábio, 74 m).

Disciplina: Amarelos a Binya (45+2 m), Wagnão (54 m), Maxi Pereira (62 m), Katsouranis (81 m), Anselmo (82 m) e Freddy Adu (90+2 m).

Golos: 1-0, Cristian Rodriguez (51 m); 2-0, Cardozo (70 m, de g. p.); 3-0, Nuno Gomes (89 m).

#Foto: AFP-Getty Images

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sexta-feira, dezembro 21, 2007

Dossier Nurenberga

O Nuremberga e' um clube desconhecido para mim, e para muitos Benfiquistas. O Marvermelho decidiu fazer um pesquisa sobre o proximo adversario do SLB na taca UEFA.

Nome: FC Nuremberga
Estadio: EasyCredit-Stadium Capacidade: 46,780
Percurso na UEFA: Antes de chegar 'a fase de grupos, defrontou o Rapid de Bucareste tendo empatado os jogos (0-0 em casa e 2-2 fora) mas passou por ter marcado no terreno do Rapid. A fase de grupos comecou mal ao perder com o Everton em casa (0-2) e empatado com o Zenit fora por duas bolas mas ao ganhar ao AZ Alkmaar em casa por 2-1 e ir ao terreno do Larissa e ganhar por 1-3, carimbou a passagem no grupo em segundo lugar (atras do Everton) com 7 pontos.
Passado na UEFA:
Provas Domesticas: Com 15 pontos, o Nuremberga esta' em 16o na tabela da Bundesleague.
Passado Domestico:Campeoes Alemaes 1920, 1921, 1924, 1925, 1927, 1936, 1948, 1961 e 1968. Taca Alema: 1935, 1939, 1962 e 2007.
Fans: O Nuremberga pode-se gabar dos seus fans e atmosfera que eles criam no jogos em casa. O grupo/associacao de fans que mais peso tem nesta atmosfera sao os "Seniorentisch" (Mesa Senior) e remonta a 1932 a sua fundacao. Fantastico e algo a aprender com estes Alemaes que nunca viram as costas 'a sua equipa de coracao.
Site: http://www.fcn.de/

Larissa 1-3 Nuremberga

Sacado de: www.tvgolo.com

(incompleto)

Os 32 da Taca UEFA

(1o)Everton, Atlético, Villarreal, Hamburgo, Leverkusen, Bayern, Getafe, Bordeaux, (2o)Nurnberga, Panathinaikos, Fiorentina, Basileia, Spartak Moscovo, Braga, Tottenham, Helsingborg, (3o)Zenit, Aberdeen, AEK, Brann, Zurique, Bolton, Anderlecht, Galatasaray, (LC), Marselha, Rosenborg, W.Bremen, Benfica, Rangers, Sporting, PSV e Slavia.

domingo, dezembro 16, 2007

Crónica 13ª Jornada - C'est Fini!

Parece que, agora, o Campeonato está definitivamente arrumado. Mais um, é verdade, mesmo com isto tudo a envergonhar o país! É triste mas a vida é mesmo assim. Já há muito tempo que não falhava um jogo do Benfica, e logo “escolhi” uma derrota para o fazer. Um jantar familiar de Natal, em Fátima, impossibilitou-me de seguir o jogo e, por isso mesmo, é-me impossível elaborar a minha crónica habitual. No entanto, posso dizer que a derrota não me surpreendeu muito. Para além da tradicional dificuldade da deslocação ao Restelo, há também a excelente mais-valia do adversário a ter em conta. O ano passado houve Simão para resolver, ele que o fazia tantas vezes, e este ano temos quem?

Acho, e sempre o disse, que a equipa do Benfica deste ano é bastante fraca… e ainda por cima está pouco rotinada! “O melhor plantel dos últimos 10 anos” é uma tirada anedótica que só pode ser dita por alguém com um comportamento delirante, ou por quem não percebe nada de futebol. E, vindo de quem vem, é uma afirmação com contornos bastante preocupantes. Não penso que, com tanta juventude e alguma falta de qualidade, o Benfica 2007/08 tenha estofo de campeão. Possivelmente, o clube voltará a não conseguir conquistar qualquer troféu nesta temporada, e, dessa forma, cabeças têm de rolar. Poderia analisar a patética Gestão Desportiva de Luís Filipe Vieira, mas isso era repetir-me mais uma vez. Os benfiquistas, mais os que sentem o mau momento do Benfica, que se manifestem a quem tem a responsabilidade. Já está na hora de se fazer alguma coisa, não acham?

Ficha do Jogo:

13ª Jornada da Liga BWin

Estádio do Restelo, em Lisboa

Árbitro: Paulo Baptista (AF Portalegre)

CF BELENENSES: Marco Gonçalves; Ruben Amorim (Amaral, 49 m), Devic, Rolando e Rodrigo Alvim (Areias, 58 m); Gabriel Gómez, Hugo Leal e Zé Pedro; Silas, Evandro Roncatto (João Paulo Oliveira, 89 m) e Weldon.

SL BENFICA: Quim; Nélson, Luisão, David Luiz e Léo; Katsouranis (Di María, 64 m) e Petit; Maxi Pereira (Nuno Gomes, 64 m), Rui Costa e Cristián Rodríguez (Freddy Adu, 79 m); Óscar Cardozo.

Disciplina: Amarelos a Devic (43 m), Nélson (45+1 m) e Rui Costa (80 m).

Golos: 1-0, Weldon (70 m).

#Foto: Reuters

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sexta-feira, dezembro 14, 2007

O "desnorte" do Sporting e' tao grande que...

...o Joao Moutinho foi oferecer a camisola 'a claque adversaria.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Sorteio da 5.ª eliminatória, Taça de Portugal

Penafiel-Sertanense; Naval-Boavista; Beira-Mar-Moreirense; V.Setúbal-U. Leiria; Benfica-Feirense; V. Guimarães-Nacional; Sporting-Lagoa; FC Porto-Desp. Aves; Leixões-Anadia; Oliveirense-Marítimo; Rio Ave-Olhanense; Gil Vicente-Juventude Évora; Paços de Ferreira-Abrantes; Estrela Amadora-Sp. Braga.
Isento: Atl. Valdevez

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Crónica Taça Portugal - Tacuara vs Xistra!


A primeira nota de destaque terá de ser, forçosamente, para a ridícula assistência na Luz, que perfaz a pior de sempre desde a sua inauguração. 12 mil pessoas é, de facto, um número que deve envergonhar não só os adeptos com cativos mas, também, a Direcção do Benfica. De certeza que não é com assistências como esta que se vai solidificar o excelente trabalho financeiro de ressuscitação do Benfica. É, sim, preocupante ver como, no ultimo ano, o Estádio da Luz raramente enche… mesmo nos grandes jogos! E que tal bilhetes mais baratos, e mais estrelas na equipa? Urge fazer uma “campanha” de massificação da afluência aos jogos do Benfica, e não só no Futebol Profissional. Mesmo a Secção de Futsal, a modalidade mais vencedora do clube, tem tido alguns problemas no que diz respeito à afluência de público. Não é admissível que o maior clube desportivo nacional tenha dificuldade para encher o seu recinto!

Agora, indo concretamente ao jogo, apraz-me dizer que assisti à partida com grande tranquilidade. Não só porque a confiança na vitória era praticamente absoluta, mas também porque a exibição da equipa até contribuiu para esse estado de espírito. O Benfica entrou forte no jogo, e acabou por fazer uma primeira parte de grande nível. Acabou com 2 golos de vantagem mas, tal como diz Camacho, poderia ter feito mais. Apesar de Camacho ter feito várias alterações –, com Butt, Nuno Assis e Edcarlos de regresso, após vários jogos de fora das opções principais – a mentalidade da equipa esteve apenas focada na vitória e com bons momentos de futebol espectáculo. Ainda longe daquilo que é exigível a um clube como o Benfica mas, com certeza, mais próximo.

É curioso verificar que apesar do resultado final acabar por ser o mesmo do recente confronto, em Coimbra e para o Campeonato, desta vez foi tudo mais fácil. Luisão voltou a molhar a sopa, e a exibir-se em grande nível. Está a ser um excelente mês para o internacional brasileiro, que parece recuperar a excelente forma que o levou ao escrete. Defensivamente a habitual categoria, e agora com “tempo” para os bonitos golos. Em grande nível esteve também Léo, com uma primeira parte de fina água. Alguém que arranje um clip da jogada do 2-0 e o entregue em mãos a quem, da Direcção do clube, está a tratar do processo de renovação deste genial lateral-esquerdo. E, se possível, informe o respectivo individuo, do brutal abaixamento de qualidade da equipa após a saída por lesão do Maradoninha. Seria esclarecedor, certamente! Óscar Cardozo volta a bisar, faz o 9º golo da época, e garante mais uma vitória do Benfica. Se calhar, a adaptação só demorou 3/4 meses e o Tacuara já está a justificar o preço do passe. Veremos nos próximos tempos, mas 4 golos em 2 jogos é um registo muito interessante.

Butt já foi um grande guarda-redes, hoje é o elo mais fraco. Sofre mais um frango, não dá segurança dentro e fora da baliza e é de uma lentidão como só vi em Bossio. A outra bola que foi ao poste entrava se fosse um pouquinho mais para dentro, porque ele só se deitou quando ela já tinha passado. Ainda bem que o Benfica está brilhante financeiramente, assim, os quase 100 mil euros/mês que o alemão ganha não fazem um rombo assim tão grande na "brilhante" Gestão Desportiva. Nuno Assis, juntamente com Butt, foi o pior jogador do Benfica neste jogo. O Assis é aquele tipo de jogador que não tem nada de transcendente. É medianozinho em tudo e, como tal, não tem categoria para ser titular regular de um grande Benfica. Acho que, com ele em campo, o futebol do Benfica fica completamente inconsequente. Passes para o lado, para trás, poucos remates e todos nas costas do defesa. Assistências, nestes anos todos, contam-se pelos dedos de uma mão. Felizmente, Di Maria fez um bom jogo, caso contrário as alas do Benfica tinham sido zero.

Ter Carlos Xistra a apitar um jogo do Benfica é sinónimo de roubo despudorado. Esta partida serve de exemplo, já que fica marcada pela prestação catastrófica da “peça”. Para além dos dois penaltys a favor do Benfica, que não foram assinalados – mão na área de um defesa academista e empurrão de Pavlovic a Nuno Assis –, o árbitro de Castelo Branco impediu que Cardozo fizesse o hattrick, ao cortar uma jogada limpa com o jogador quase isolado. Disciplinarmente não vi coisas fora do normal, mesmo com um ou outro amarelo “desaparecido” para os dois lados, mas ainda há um fora-de-jogo a Nuno Gomes, com o jogador em boa posição, que foi muito mal assinalado. Um dos livres à entrada da área do Benfica, e em posição frontal, não existe. São muitos erros!

Espero que, na próxima eliminatória, o grau de dificuldade imposto ao Benfica seja idêntico ao sujeito aos outros candidatos ao título. O Benfica, juntamente com o Belenenses, foi o único clube da 1ª Liga a enfrentar outra equipa do mesmo escalão – o Belém até acabou eliminado nos penaltys. Ou então, sempre podem vir a Leiria…

NDR: Não posso dizer que não haja telhados de vidro no Benfica, porque os há efectivamente, mas acaba por ser triste ver a situação que o Sporting está a colocar a Yordanov. Não é um ex-atleta do meu clube, mas isso não quer dizer que não possa ter admiração e respeito pelo búlgaro. Yordanov foi um grande jogador de futebol, um atleta exemplar, que sempre representou o Sporting com grande profissionalismo e, porque não dizer, amor ao clube. E até passou por um gravíssimo problema de saúde, que parece estar controlado, mas não é por isso que escrevo estas linhas. É um daqueles atletas que é uma referência para os adeptos e, por isso, nunca deve estar envolvido neste tipo de coisas.

Ficha do Jogo:

4ª Eliminatória da Taça de Portugal

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

SL BENFICA: Hans-Jörg Butt; Nélson, Luisão, Edcarlos e Léo (Luís Filipe, 48 m); Nuno Assis, Petit, Binya e Di Maria (Freddy Adu, 75 m); Nuno Gomes e Óscar Cardozo (Mantorras, 87 m).

ACADÉMICA: Pedro Roma; Pedro Costa, Litos, Kaká e Vítor Vinha; Pavlovic, Paulo Sérgio (Ivanildo, ao int.) e N´Doye (Miguel Pedro, 68 m); Lito, Joeano (Gyano, 66 m) e Hélder Barbosa.

Disciplina: Amarelos a Kaká (34 m), Litos (54 m), Edcarlos (59 m), Pavlovic (60 m), Binya (70 m) e Luís Filipe (79 m).

Golos: 1-0, Luisão (40 m), 2-0, Cardozo (44 m); 2-1, N´Doye (53 m), 3-1, Cardozo (85 m).

#Fotos: Site Oficial

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terça-feira, dezembro 04, 2007

Crónica Fase Grupos Liga Campeões - De Rosa, mas com muita Raça!


Terminou, oficialmente, a “Maldição da Camisola Rosa”! Penso que é a primeira vitória benfiquista, envergando a camisola alternativa deste ano. E quem duvidava da falta de virilidade da equipa, com esta indumentária, levou uma lição de como se utilizar a raça e a vontade, individual e colectiva, para vencer uma partida de futebol. Em condições climatéricas extremamente difíceis, e quem já jogou futebol sabe que com tanto frio se torna doloroso tocar na bola, o Benfica arrancou uma importantíssima vitória no terreno do Vice-Campeão Ucraniano. Não podemos dizer que a equipa esteve brilhante, porque não esteve, mas deu prazer ver a determinação encarnada, depois da desilusão de Sábado. É verdade que era a última possibilidade de “arrancar” alguma coisa das competições europeias, mas em boa hora apareceu uma exibição com alto índice de eficácia. Sim, a mesma eficácia que tem faltado em outros jogos decisivos!

Camacho fez algumas alterações, nomeadamente o tão esperado – pelo menos por mim – regresso de Nélson, e relegou Nuno Gomes para o banco. Rodríguez, claro, faz imensa falta a esta equipa pois Di María (ainda) mostra pouca produtividade. Parece que, desta vez, o mito do argentino só jogar bem no lado esquerdo terá terminado. Tal como Luís Filipe, o jogo defensivo de Nélson continua próximo de um desastre nuclear. Defendo a sua entrada no 11, e tendo em conta o que há no plantel, por causa do superior futebol ofensivo. Isso parece-me inegável, ainda que não o tenha mostrado nesta partida. Portanto, e concluindo, a lateral-direita do Benfica continua com um grave problema de classe. O Benfica até entrou mal na partida mas, na globalidade, deu para gostar da exibição. Os golos de Cardozo, principalmente o fantástico golpe de cabeça, foram essenciais para dar aquela tranquilidade primordial, que garante as vitórias.

A nível individual há uma clara melhoria na maioria dos jogadores, principalmente de Petit e Luisão. Estes foram, para mim, os jogadores em maior evidência, com especial destaque para o regresso às grandes exibições do central brasileiro. Petit esteve muito próximo da excelência a que nos tem habituado. Tal como Quim, embora com muita infelicidade na forma como não conseguiu defender o penalty. Gostei, também, dos malabarismos de Rui Costa. O Maestro foi fundamental, devido à grande capacidade de segurar a bola, e iniciar ataques através dos tais passes à Rui Costa. Como é óbvio, Óscar Cardozo terá de ter uma referência especial, tendo em conta que fez os golos da vitória – e tem, ainda, um remate a 40 metros que tira o fôlego a qualquer sofredor. Que este bis do paraguaio seja o início de uma grande carreira de manto sagrado vestido. Preocupante continua a completa inutilidade que é o futebol de Di María, e, mais grave ainda, o brutal abaixamento de forma de David Luiz. Ele que até começou o jogo em grande estilo.

Confesso que costumo gostar da arbitragem de Kyros Vassaras, mas neste jogo houve pouco para gostar. Não consegui confirmar, em nenhuma das várias repetições, que há mesmo falta no penalty assinalado a David Luiz. Nem sequer consegui ver um contacto muito evidente. Falta parece-me existir, por outro lado, num toque de Nélson em Brandão, já dentro da área. O grego deixou seguir! Mas não gostei da sua prestação, principalmente, porque interveio demasiado em coisas com pouco interesse e deixou passar outros lances mais gravosos. Houve muitas simulações dos da casa, e muita complacência com algumas entradas duras… uma delas a Petit, que é verdadeiramente vergonhosa!

Denotou-se algum atabalhoamento dos brasile… ucranianos do Shakhtar, o que acaba por ser estranho, tendo em conta o imenso potencial técnico da equipa. Equipa essa, recorde-se, gastou, em reforços para 2007/08, mais do triplo que o Benfica. Erradamente, a Comunicação Social Portuguesa informou que perderam a liderança da Liga da Ucrânia, o que não é matematicamente verdade, pois têm menos dois pontos que o líder mas, realço, tem menos um jogo disputado. É uma pena que a participação do Benfica na Liga dos Campeões tenha terminado desta forma, até porque há a registar o anormal resultado na Luz, frente a este mesmo Shakhtar. Talvez tenha sido por aí que o apuramento se tenha tornado impossível. Agora, na Taça UEFA, a história é completamente diferente e, porventura, a exigência é um pouquinho maior.

NDR: Obviamente que as notícias benfiquistas do dia têm sido, quase em exclusivo, acerca da “pequena traição” de José Veiga a Luís Filipe Vieira. Nada que me surpreenda, pois, de um escroque, lealdade é algo que não faz parte do dicionário. O que penso de Veiga já o escrevi várias vezes, não vale a pena repetir. Tenho pena é do facto do nome do Benfica ter sido conspurcado por gente de baixo nível... e até há alguns que por lá permanecem. Obviamente que quem o escolheu para o cargo não passa incólume disto tudo, muito pelo contrário: “Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és!” Mas isso daria para outro post, de análise à catástrofe que tem sido a Gestão Desportiva de Luís Filipe Vieira! E não há ninguém que pergunte ao gestor wannabe, se a contratação milionária do Everson – incluindo os seus 15 mil contos mensais e 300 mil contos de passe – também está no "Manual de Boas Práticas"?

O que seria se, isto, acontecesse a um jogador de outras cores?

Desta vez arranjei um resumo de outro autor, do grande Bakero, do Memória Gloriosa. Podem sacá-lo, aqui.

Ficha do Jogo:

6ª Jornada da Fase de Grupos da Champions League

Estádio Olímpico, em Donetsk

Árbitro: Kyros Vassaras (Grécia)

SHAKHTAR DONETSK: Pyatov; Darijo Srna, Chygrynskiy, Kucher e Rat; Lewandowski (Hubschman, 57 m); Ilsinho (Willian, 67 m), Jadson e Fernandinho; Cristiano Lucarelli (Gladkiy, 74 m) e Brandão.

SL BENFICA: Quim; Nélson, Luisão, David Luiz e Léo; Katsouranis e Petit; Maxi Pereira (Luís Filipe, 83 m), Rui Costa e Di María (Nuno Assis, 67 m); Óscar Cardozo (Nuno Gomes, 90 m).

Disciplina: Amarelos a David Luiz (29 m), Kucher (68 m), Luís Filipe (90+1 m), Brandão (90+4 m).

Golos: 0-1, Cardozo (5 m); 0-2, Cardozo (21 m); 1-2, Lucarelli (30 m, de g.p.).

#Fotos: Reuters, AFP-Getty Images e Site Oficial do Shakhtar

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sábado, dezembro 01, 2007

Crónica 12ª Jornada - Lembram-se do tal Amarelo?!

Poderia começar por dizer que este jogo nem sequer se devia ter disputado, e já há vários anos que defendo que o Benfica deve abandonar o terreno de jogo, nos Clássicos, enquanto os dirigentes do FC Porto estiverem acusados judicialmente de o prejudicar de forma ilícita. A pena desportiva, que impediria estes Clássicos na Liga Bwin durante vários anos, tarda em ser aplicada e, porventura, nunca o será. Tudo isto na maior tranquilidade e com a conivência, e complacência, da Comunicação Social Portuguesa. Poderia, ainda, mencionar a conhecida, e muito obscura, História recente do FC Porto. História essa que possibilitou um brutal agigantamento, Nacional e Europeu, absolutamente sufocante para o quadro competitivo desportivo. O que era, antes, tripartido divide-se, agora, em FC Porto e, raramente, todos os outros concorrentes. Mas não é esta temática dolorosa que quero para a crónica deste jogo. Isso ficará para outra oportunidade!

O que interessa abordar, no momento, é a prestação da equipa do clube a que este blog faz homenagem. O que todos vimos foi, possivelmente, a pior exibição da época e, como sabemos, neste tipo de confrontos, com grandes equipas, esse factor é decisivo. O Benfica esteve muito mal como conjunto e, pasmem-se, absolutamente miserável individualmente. Tão miserável que se tornaria fastidioso alongar a habitual análise individual. Escapará, ao confrangedor desastre, o guarda-redes Quim. Sobre Luís Filipe e Nuno Gomes já escrevi que chegue ao longo dos últimos tempos, mas o que me surpreendeu, pela negativa, foi a postura em campo de Léo e David Luiz. Fizeram, ambos, a pior exibição de sempre pelo Benfica e disso a equipa ressentiu-se imenso… principalmente na 1ª parte! O que vimos, neste caso não vimos, reflecte a imensa pressão incutida a esta equipa. Algo que não foi possível ultrapassar, o que acaba por ser uma surpresa tendo em conta que Camacho é o treinador.

O Benfica até entrou bastante bem no jogo, dando a ideia que iriam aparecer os saudosos 15 minutos à Benfica. E eles apareceram em versão moderna, o que subentende pior, mas com um deficit gritante na finalização. Logo no 1º minuto, Nuno Gomes aparece isolado mas permite a recuperação de Pedro Emanuel… e o lance só dá canto. E a primeira parte do Benfica, em jogo corrido, foi apenas isto. O FC Porto acabou por conseguir assumir as despesas do jogo e deixou o Benfica a ver jogar até ao intervalo, acabando por marcar na sua 3ª grande oportunidade de golo – já Tarik tinha rematado ao lado do poste (32 m), e Lisandro permitido a defesa de Quim (41 m). Na segunda-parte, o Benfica, jogando em casa, aproveitou o recuo do adversário e impôs o seu futebol, apenas sofrendo alguns calafrios em contra-ataques esporádicos. Apareceram várias oportunidades mas Hélton, ou o desacerto dos avançados encarnados, impediram o empate. Freddy Adu teve, mesmo, a melhor oportunidade da 2ª parte mas o remate foi bem blocado pelo guarda-redes brasileiro (78 m).

No entanto, factualmente, o que decidiu o jogo, e provavelmente o Campeonato, foi o golo de um jogador que, a bem da Verdade Desportiva, nem sequer devia ter jogado. Para quem por cá anda não é nada de anormal, portanto. Eu tenho um dedo que adivinha estas coisas! Quaresma foi o melhor em campo para toda a Imprensa Desportiva, e marcou o único golo do encontro. Se o FC Porto venceria na mesma sem Quaresma, nunca saberemos, mas quero desculpar a má exibição do Benfica, com este lance? Não. Quero desculpar a miserável Gestão Desportiva da actual Direcção do Benfica, com este lance? Não. Quero desculpar erros individuais de jogadores e até treinador, com este lance? Não. Mas é indesmentível que o Clássico, decidido desta forma, terá impacto profundo no restante Campeonato. Obviamente que limita a possibilidade real, de conquista, do Benfica e fomenta a tranquilidade do FC Porto, na conquista desse objectivo! É a história da tal “almofada”, no início das épocas, que já conhecemos.

Na minha opinião, a arbitragem de Jorge Sousa, sócio efectivo do FC Porto e arguido do Apito Dourado, acabou por não ter um carácter tão decisivo como seria de esperar, visto que houve erros para ambos os lados. Passaram impunes algumas entradas duras, mas nada para expulsão, e até há dois lances polémicos dentro da área mas que foram, efectivamente, bem resolvidos. São lances muito semelhantes, com contacto entre jogadores, mas onde há mais um aproveitamento da situação do que uma falta evidente. Falo, claro está, da situação entre David Luiz e Lisandro López, e entre Di Maria e Jorge Fucile. Nada de relevante a nível do fora-de-jogo e apenas uma ou outra falta não assinalada, uma delas à entrada da área do FC Porto que foi marcada ao contrário. Seria bom poder dizer isto de todos os grande jogos da Bwin, infelizmente não é.

O mau jogo que o Benfica fez ontem, não me faz esquecer os 6 penaltys não assinalados a favor do Benfica – 3 deles com implicação directa nos pontos obtidos - ou a quantidade obscena de golos irregulares do FC Porto. É perfeitamente normal, depois dos Clássicos, ser tudo relativizado e, a maioria, reconhecer a "qualidade" do FC Porto. É assim há tantos anos que não é novidade. Mas, raramente, são os Clássicos/Derbys a resolver o campeonato. Sim, parecem desculpas dos derrotados. Também era assim que eram tratados os que durante décadas lutaram contra a Máfia. Agora, prova-se que não é assim! Que o Benfica fez uma exibição suicida toda a gente viu, mas nunca um clube baseado na corrupção terá o meu reconhecimento. Apontar as falhas do Benfica é a nossa obrigação como benfiquistas. Agora, para elogiar e felicitar bandidos não contem comigo.

NDR: Pela primeira vez na história da televisão portuguesa, neste caso da SIC, foi transmitida uma reportagem de aproximadamente 3 minutos com 12, repito 12, insultos aos adeptos do Sport Lisboa e Benfica. Nunca, em período tão curto, foi possível apresentar tal feito. Brilhante trabalho de edição de imagem e som, de facto. Aposto que o SLB SLB, Filhos da… nunca teve tanta difusão. Mas não inovem muito, está bem? Se é para isso que tal, em vez do Guilherme Aguiar, contratarem um desses SD’s. Assim, durante duas horas e meia, será possível enxovalhar meio Portugal, em directo e de forma ininterrupta.

Ficha do Jogo:

12ª Jornada da Liga BWin

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

SL BENFICA: Quim; Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Léo; Petit e Katsouranis (Cardozo, 64 m); Maxi Pereira (Di María, 70 m), Rui Costa e Cristián Rodríguez; Nuno Gomes (Freddy Adu, 78 m).

FC PORTO: Hélton; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Fucile; Lucho Gonzalez, Paulo Assunção e Raúl Meireles (Bollati, 80 m); Tarik Sektioui (Hélder Postiga, 60 m), Lisandro López e Ricardo Quaresma (Mariano González 68 m).

Disciplina: Amarelos a Fucile (43 m), Tarik (52 m), Katsouranis (62 m), Di María (75 m) e Helton (86 m).

Golos: 0-1, Quaresma (41 m).


#Fotos: AFP-Getty Images e Reuters

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Soares Franco, naquela parte do dia que Queiros referiu

«Somos a maior força desportiva portuguesa e não nos venham com críticas levianas. Sejam elas insinuações de comentadores, jornalistas ou até de treinadores». Sim, tenho de fazer uma força para nao cagar a rir.
Sobre Paulo Bento e equipa tecnica(?), «É uma grande equipa, una e competente, com uma dedicação ilimitada à causa do Sporting.». Tens razao, a causa do quase que era mas nao foi.
«Para sermos grandes também precisamos de mais sócios.» Sinto-me perdido! Nao eram a maior força desportiva?

quarta-feira, novembro 28, 2007

Crónica Fase Grupos Liga Campeões - Um Maxi Benfica!

A história dizia que já várias vezes o Milan espetou a farpa ao Benfica, duas delas em Finais da Taça dos Campeões. Com os italianos em mau momento no Campeonato, e com um Benfica em fase de enorme crescimento, seria de esperar uma grande oportunidade para vencer o actual Campeão Europeu. O problema é que o Milan da Série A não é o mesmo Milan da Champions League, para melhor. O Benfica entrou em campo de forma desastrada, nervosa, trapalhona e os italianos aproveitaram para mandar no jogo, criar várias oportunidades e… marcar. Nada surpreendente, claro está, tendo em conta a qualidade intrínseca da equipa milanesa. Reparem em Nesta, Seedorf, Gatusso, Gilardino e Pirlo, o patrão, que faz um golo soberbo. Fantásticos, não são?

Camacho optou pela equipa mais óbvia, o seu 4-2-3-1, sendo Nuno Gomes o único avançado de raiz. Cristián Rodríguez, Maxi Pereira e Petit regressaram ao 11, e formaram aquela que me parece ser, no momento, a melhor equipa possível do Benfica 2007/08. Luís Filipe à parte, evidentemente. A mecanização deste 11 parece-me bastante positiva, sendo que a reacção ao golo adversário foi quase imediata. E o que dizer da obra-prima de Maxi Pereira? O uruguaio até já tinha tentado algo do género anteriormente, mas saiu muito mal, e com aquele remate genial consegue obter um dos melhores golos da jornada europeia e, consequentemente, um dos melhores já marcados esta época, no palco da Luz. O golo uruguaio, esplendoroso, galvanizou o Benfica e atirou a equipa para uma restante primeira parte de grande qualidade. Acredito que o Milan também tenha optado por uma posição de maior prudência, mas isso não invalida a excelente exibição da equipa da casa.

Kaká foi, sempre, o jogador mais em foco do adversário. Não por ter feito uma magnífica exibição, porque isso até não aconteceu, mas porque o Benfica não tem nenhum jogador com um pique que dê para o acompanhar em velocidade. Luís Filipe foi autenticamente trucidado pela velocidade e técnica estonteantes do brasileiro e, só com a ajuda de Petit, Luisão e David Luiz – todos com exibições de alto quilate –, foi possível aguentar o genial brasileiro. Atrevo-me a dizer que com um Rodríguez ao seu nível, o Benfica teria saído vencedor da partida. O brilho uruguaio, ao contrário do que tem sido habitual, esteve todo do lado do colega menos categorizado. Maxi Pereira fez uma exibição verdadeiramente espantosa, e não o foi só pelo genial golo já mencionado. Veloz, desembaraçado, acutilante e, principalmente, com uma raça bem ao estilo sul-americano. A sua exibição teria sido de sonho, caso tivesse conseguido o 2-1, a roçar o intervalo, após assistência primorosa de Nuno Gomes.

E o capitão também esteve em bom plano, respondendo na mesma moeda ao seu colega, num remate em rotação depois de um grande trabalho do #14. Estávamos já na 2ª parte e foi essa a melhor oportunidade de golo encarnada, nesse período. O Milan, nos minutos finais, mostrou o tal cinismo italiano mas Quim, e a defesa, controlaram tudo com maior ou menor dificuldade. O problema deste Benfica, e que está directamente relacionado com a pouca produtividade das unidades atacantes, mantém-se na finalização. Nuno Gomes, já sabemos, não é o tal finalizador, Cardozo tem sido quase uma nulidade, Mantorras desapareceu e Bergessio não me parece ser jogador com qualidade para cá estar. Yu Dabao ainda está verde. O Benfica continua com um deficit gritante na hora de empurrar as bolas para a baliza e isso, contra estas equipas, paga-se caro.

Camacho arriscou com as substituições mas Cardozo e Di María nunca apresentaram futebol de bom nível e Adu, na minha opinião, terá entrado demasiado tarde. Boa arbitragem de Herbert Fandel, mas com algumas decisões incompreensíveis, embora sem erros em lances capitais. Bom trabalho da equipa auxiliar, apenas com um erro num fora-de-jogo de Nuno Gomes. O empate final, ao fim ao cabo, acaba por ser algo injusto e ainda mais se torna quando significa o afastamento prematuro da Champions League. Mas é verdade que não foi aqui que o Benfica esteve mal, mas sim na derrota em casa com o Shaktar e, porventura, no desaire na Escócia. Complicado será garantir o apuramento para a UEFA na Ucrânia, algo que só um grande Benfica terá possibilidade. Mas, para já, há que repetir, no Sábado, a humilhação que o FC Porto sofreu em Liverpool. Pois, ganhar na terra dos Beatles não é para todos!

NDR: Resposta de Léo, de luva branca, aos detractores. Grande jogo do "Maradoninha", urge renovar-lhe o contrato! É precisamente este erro clamoroso que falta a esta Direcção, para que a sua Gestão Desportiva se confirme um perfeito desastre.





Ficha do Jogo:

5ª Jornada da Fase de Grupos da Champions League

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)

SL BENFICA: Quim; Luís Filipe (Di María, 74 m), Luisão, David Luiz (Freddy Adu, 87 m) e Léo; Petit e Katsouranis; Maxi Pereira, Rui Costa e Cristián Rodríguez; Nuno Gomes (Óscar Cardozo, 74 m).

AC MILAN: Dida; Bonera, Alessandro Nesta, Kaladze e Serginho (Paolo Maldini, ao int.); Brocchi, Andrea Pirlo e Gennaro Gattuso (Gourcuff, 50 m); Clarence Seedorf (Massimo Oddo, 72 m), Gilardino e Kaká.

Disciplina: Amarelos a Kaladze (36 m), Serginho (40 m), Petit (67 m) e Maldini (79 m).

Golos: 0-1, Pirlo (14 m); 1-1, Maxi Pereira (19 m).


#Fotos: AFP-Getty Images

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#Video: BenficaTVdotcom

terça-feira, novembro 27, 2007

Miguel Sousa Tavares

"Nunca vi tanta sorte como no Benfica". (27/11/07)

Nunca vi tanta corrupcao como no Porto. (1981-2007)

O Zborting de Paulo Bento

Paulo Bento, grande socio do Ben... treinador (?) do Sporting veio hoje dizer para desfrutar ao maximo do jogo em Old Trafford. Seja feita a sua vontade, caro Ben...to.

Se o Cristiano Ronaldo marcar outra vez posso rir? Baixinho, prometo.

domingo, novembro 25, 2007

Crónica 11ª Jornada - Tenham Paciência!


Recordo-me da grande exibição de Quim e do tremendo massacre que o Benfica levou, em Coimbra, na temporada passada. Este ano tal não sucedeu mas, felizmente, a vitória também acabou por aparecer. A justiça da mesma não me parece discutível, apesar de aparecer de forma tardia e na sequência de erros individuais do adversário. O Benfica entrou muito bem no jogo, de forma mandona, e criou várias oportunidades para fazer golo. O problema da finalização ainda persiste, evidentemente. A Académica acabou por marcar um golo de um livre a punir uma falta inexistente e através de um falhanço anedótico, mais um, de Luís Filipe. Recordando Paços de Ferreira, porque é que ninguém fala nisto? Estranho? Claro que não, é a habitual hipocrisia de quem não tem moral para falar de arbitragem. A destacar do jogo em Coimbra está uma das melhores exibições da época, de Rui Costa. Não há palavras para quantificar a classe, e o perfume de futebol, deste senhor. Foi ver... e degustar com muito prazer! Confesso que não me agradou a possibilidade de ser ele a marcar o livre onde faz golo, visto que tem sido ele a fazê-lo noutros jogos e as coisas não têm saído bem. A concretização do tento é prémio justo para quem tem mostrado que “velhos são os trapos”.

Não gostei das opções de banco de hoje, nem de Nuno Assis a titular, nem da insistente aposta naquele #2 "que eu não sei quem é". Mas resultou e, assim, deixo a minha vénia a José Antonio Camacho por reerguer este Benfica, numa real luta pelo título. Apesar disso, a equipa pareceu-me um pouco desorganizada, após a saída por lesão do #25, com Cardozo encostado à linha em regime de precaução de lesões. Incrivelmente, o Benfica tem de ter sempre um avançado massacrado impunemente pelos adversários. Já foi Eusébio, já foi Magnusson, já foi Rui Águas, já foi Mantorras, já foi Sokota, agora é a vez do paraguaio. Impressionante, também, a performance de David Luiz, um autêntico mini Mozer com um futuro muito largo. Tem tudo do seu compatriota, ex-craque da mesma posição: forte no jogo aéreo, grande velocidade, sentido de marcação imperial, duro quando é preciso e um talento enorme para sair a jogar com a bola controlada. Tem, também, algo daquela pontinha de irreverência e dureza excessiva do “irmão” mais velho. E pela primeira vez, um “cantamento“ de Binya resulta em golo… e que golo de Luisão! É preciso haver muito talento e lucidez para conseguir concretizar, de calcanhar, uma bola perdida. Os minutos finais de Adu já se começam a tornar míticos. O americano tem uma espécie de aura inexplicável, bem ao estilo de Mantorras. Saúdo, de forma veemente, o regresso de Petit!

Mais um penalty que ficou por marcar a favor do Benfica, por entrada dura sobre Nuno Assis. Já vai no 6º em 11 jogos, belo “trabalhinho” de Olegário Benquerença mas que, felizmente, não teve influência no resultado. E lembram-se disto? Vencer nos minutos finais já se torna um hábito deste Benfica de Camacho, e não tem menos sabor por ter uma pequena ajuda de Domingos. Vêm aí dois grandes jogos, com o colosso Milan e o FC Porto, que, na minha opinião, definirão aquilo que o Benfica fará na restante temporada. Não será necessário dizer que só a vitória interessa, mas a verdade desportiva já começa a ser desvirtuada. Nada de novo, não é? Será fundamental encher o Estádio da Luz, sendo que o regresso à titularidade de Petit e Cristián Rodríguez fazem-me acreditar no sucesso. Estou muito curioso para saber quem irá apitar o classico!

NDR: Algo preocupante constatar o tempo que tem demorado a renovar contrato com Léo. "Correr" com as referências, com os que têm mística e experiência, para ir buscar desconhecidos como Miguelito? Qual é o problema de Léo renovar por vários anos e, mais no fim da carreira, tornar-se um bom suplente e “professor” dos jovens? Não foi assim com o Veloso, e outros? Ainda por cima nem sequer há alternativa a Léo, quanto mais sem ele. Incomoda-me esta sede benfiquista de renovação, de esquecimento das glórias, da relativização do trabalho de quem nos representa com afinco e capacidade, de vazio de mística. Irá acontecer o mesmo com Petit, já acontece com Nuno Gomes e, porventura, já se nota um pouquinho com Rui Costa. A mística é para lá estar, nem que seja no banco. Enfim, são os tempos modernos do Benfica!

Podem ver o resumo do jogo, aqui. O vídeo é da bS7.

Ficha do Jogo:

11ª Jornada da Liga BWin

Estádio Cidade de Coimbra, em Coimbra

Árbitro: Olegário Benquerença (AF Leiria)

ACADÉMICA: Ricardo; Nuno Piloto, Litos, Kaká e Pedro Costa; Paulo Sérgio e Pavlovic (Hélder Barbosa, 88 m); Lito, N´Doye e Ivanildo (Miguel Pedro, ao int.); Vouho (Joeano, 59 m).

SL BENFICA: Quim; Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Léo; Katsouranis (Petit, 60 m) e Binya; Nuno Assis (Cardozo, 10 m), Rui Costa e DI María; Nuno Gomes (Freddy Adu, 62 m).

Disciplina: Amarelos a Katsouranis (41 m), Vouho (47 m), Luisão (64 m), Paulo Sérgio (75 m), N´Doye (77 m) e Ricardo (80 m).

Golos: 1-0, Lito (24 m); 1-1, Rui Costa (33 m); 1-2, Luisão (85 m); 1-3, Freddy Adu (90+3 m).

#Fotos: AFP-Getty Images e Record

#adicionado a Crónicas 07/08

#publicado em simultâneo com o Encarnados

domingo, novembro 11, 2007

Crónica 10ª Jornada - "Há Coisas Fantásticas, Não Há?!"

Certamente que a maioria até nem estava à espera, eu confesso que não estava, mas foi um daqueles fins-de-semana onde o sorriso começa no final da Sexta-Feira, e só acaba no Domingo. Futebolisticamente, melhor seria muito difícil: grande cabazada ao Boavista e com nova exibição de luxo de Cristián Rodríguez, derrota humilhante do Sporting em Braga e um inesperado empate do FC Porto na Amadora, onde até chegou a ter dois golos de avanço. Isto, claro, contando com os tais 4-2 dos prodigiosos, e invictos, miúdos do Seixal. O que queriam mais?! A nível desportivo há, ainda, a destacar a indiscutível vitória frente ao FC Porto, em Andebol, e sobre o Valongo, em Hóquei em Patins. Com a equipa de Futsal sem competir devido ao Euro 2007, e a de Basquetebol fora da Liga Profissional, só a equipa de Voleibol baqueou, frente ao Sporting de Espinho, naquele que foi um disputadíssimo confronto de líderes. E foi por muito pouco que não se conseguiu o pleno!

O jogo frente ao Boavista foi, desde já, uma grande partida de futebol. Uma das melhores que vi este ano, sem dúvida. O Boavista bateu-se bastante bem, principalmente na 1ª parte, e, apesar de muito mal classificado, valorizou a goleada do Benfica. O Benfica até entrou mal na partida, permitindo o controlo de jogo ao adversário e sofrendo alguns sustos perante a velocidade estonteante do célebre Mateus, que não tem só nome, e os remates perigosos de Jorge Ribeiro. Com a indiscutível dupla de avançados, Cardozo e Nuno Gomes, algo apática, o Benfica apostava na classe de Cristián Rodríguez e nos passes longos de Rui Costa. Léo teve bastantes dificuldades perante Zé Kalanga, tal como Luís Filipe perante Mateus, e, como Binya se mostrou claramente afectado pela polémica sobre o seu comportamento em Glasgow, a equipa teve algumas dificuldades no sector defensivo. Katsouranis fez mais um grande jogo mas o poder físico do meio-campo do Boavista, e a confrangedora inoperância da dupla da ala direita encarnada, complicou bastante a tarefa da equipa da casa.

O primeiro golo acaba por surgir de forma algo fortuita, e na primeira grande oportunidade de golo para o Benfica. Nuno Gomes com a tabelinha, Rui Costa com a finta deliciosa e o passe açucarado, e Cardozo com a finalização de classe. Os 3 craques a fazerem aquilo que se lhes pede… um golo para a enciclopédia da Luz! Se tudo indicava que se poderia partir para um jogo tranquilo, saiu tudo ao contrário. O Boavista puxou dos galões e tem 3 ou 4 grandes oportunidades para fazer a igualdade, respondendo o Benfica com um cabeceamento perigosíssimo de Luisão. De verdadeiramente anedótico fica aquele lance onde Luís Filipe tenta ganhar um canto e entrega a bola a Mateus, que por pouco não consegue encontrar Fary, para o empate.

Depois de um golpe de peixe de Nuno Gomes, um pouco ao lado e a abrir a 2ª parte, é Zé Kalanga que acaba por ter influência directa no resto do jogo. Comete uma falta disparatada sobre Léo, já tendo amarelo por um protesto caricato, e é expulso inevitavelmente. Não adianta Jaime Pacheco vir com a história das velinhas porque, para além de ter sido beneficiado nalguns lances do jogo, a expulsão do angolano é clara. Mesmo com 10 jogadores, em novo disparate de Luís Filipe, o Boavista empata o jogo num grande golo de Jorge Ribeiro, após sprint de 40 metros de Mateus. O Benfica “acordou” de imediato e, apenas 3 minutos depois, Léo constrói o bonito golo de estreia de Maxi Pereira. Aqui, sentiu-se claramente que o Benfica iria vencer a partida. Sentimento reforçado com o 3-1, de Rodríguez, 4 minutos depois. Com o vencedor encontrado, o Boavista até chegou a acertar no poste, deu-se um massacre encarnado e mais 3 golos acabaram por destruir a defesa do Boavista.

A nível individual o destaque vai, obviamente, para Cristián Rodríguez: uma assistência para golo, um penalty ganho, e um golo marcado, é o pecúlio do uruguaio. É um jogador que caiu logo no goto, em virtude da sua velocidade, raça, e técnica individual. É um daqueles craques à Benfica, que dão aquela pontinha de qualidade extra à equipa. É urgente encontrar uma solução para adquirir o seu passe pois, neste momento, é o jogador do Benfica que mais brilha. Tem um Futebol que faz lembrar o de António Pacheco. Mas não é pelo bonito golo que Maxi Pereira passa a ser um jogador de grande qualidade. Quanto a mim, esta equipa tem dois elementos que estão a mais, independentemente da posição que ocupam: Luís Filipe, o mais óbvio, e Maxi Pereira. Nesse aspecto estou em desacordo com Camacho. Maxi Pereira como lateral é tão mau como Luís Filipe, ou talvez pior porque é mais baixo e não tem jogo de cabeça. A lesão de Nélson tem condicionado a ala direita, é verdade, mas para extremo não há ninguém.

Notas muito positivas, também, para Rui Costa e Nuno Gome. O capitão do Benfica está em excelente forma e já conta 5 golos no Campeonato. Curiosamente já tem mais golos que Liedson e, não contando com os 4 tentos irregulares de Lisandro, até lideraria a tabela dos melhores marcadores. Quem diria, no início de época? Léo e Katsouranis continuam em alta, mesmo tendo em conta aquela perda de bola do grego que quase dava um golo ao adversário. Compreendo porque foi dada a oportunidade, para marcar o penalty, a Bergessio. Infelizmente, o que poderia ser um bom momento vai ainda piorar as coisas. Boa entrada em campo de Di Maria.

Em relação à arbitragem, infelizmente, há muito para escrever. Paulo Paraty é, indiscutivelmente, um péssimo árbitro e mais uma vez cometeu erros em catadupa. Algo caricatos, os últimos 10 minutos da 1ª parte, onde, sem exagero, ficaram por assinalar umas 4 faltas laterais a favor do Benfica. Nada de grave, no entanto, mas deu para irritar. Lances capitais houve muitos, nem todos com o juízo correcto. Na 1ª parte há 3 lances para possível penalty, que não me parecem existir. O primeiro é uma jogada dividida entre Rodríguez e Rissut, com o brasileiro a cair na área do Benfica mas de forma muito forçada. A tal mão na bola de Ricardo Silva, após um ressalto de bola, não me parece faltosa e ainda há um agarrão mútuo, antes de uma bola parada, entre Luís Filipe e Fary. O locutor da SportTV diz que é falta mas esqueceu-se de ver a mão de Fary na camisola do lateral do Benfica. Nada de novo, portanto.

Muito se falou na entrada de Katsouranis que lesionou Anderson mas, neste jogo, houve duas entradas muito piores e uma delas até incapacitou Óscar Cardozo: Rissut em Katsouranis, e o grego até ficou no chão a ser assistido, e Ricardo Silva no paraguaio. Na 1ª nem foi assinalada falta, e faltou o amarelo, enquanto que na 2ª só poderia sair o cartão vermelho e nunca a "lei da vantagem". Os dois penaltys, a favor do Benfica, parecem-me bem assinalados mas será que a cor do cartão foi a correcta? Marcelão agarrou Nuno Gomes e era o último defesa, Jehle não fez o mesmo que Quim contra o Marítimo? Pois, talvez houvessem defesas por perto mas Rodríguez estava a três metros da baliza. Passou despercebido, mas Fleurival agarrou Rui Costa na jogada que dá o 3-1, de cabeça, a Cristián Rodríguez. Não deveria ter sido mostrado um cartão ao jogador boavisteiro? E dá-se a lei da vantagem dentro da área? Não há falta de Luís Filipe sobre Edgar antes do 5-1, de Nuno Gomes, as imagens televisivas são claras.

A Camacho os críticos só têm que lhe dar mais algum tempo de tolerância, tendo em conta todas as contrariedades que encontrou no seu regresso. Ainda por cima sem os 3 melhores jogadores do 3º lugar da temporada passada, a condicionarem a qualidade da equipa. O que mais tenho gostado neste Benfica 2007/08, ao contrário do que era normal no Benfica de Fernando Santos, é dos minutos finais das partidas. Não só há mais raça e mais vontade, à Camacho, como fisicamente se está muito melhor. E isso também tem a ver com o novo Preparador Físico, obviamente. Mas e que tal recordar o que se disse quando o Benfica foi empatar a Braga? O que não deixou de ser um bom resultado, como se sabe. Pois, o Sporting acabou por encaixar a mesma chapa 3 que o Benfica lá tinha levado com Fernando Santos. São estas pequenas/grandes coisas!

Tão bom quanto esta jornada de Liga acaba por ser a paragem para os dois jogos da Selecção. Nada melhor do que sair de cena quando se está no topo, deixando os outros a pensar nos seus desaires. Como já disse algumas vezes, o importante será conseguir manter a distância para o 1º lugar, e se possível diminuí-la, para o reforço da equipa em Dezembro/Janeiro possibilitar o ataque ao título. A recepção ao FC Porto terá um carácter decisivo nesse aspecto, visto que falta apenas uma jornada para o clássico. Na minha opinião, o Sporting, muito dificilmente, se intrometerá nesta luta a dois. Em Coimbra, e no Dragão frente ao Setúbal, está o próximo capítulo.

NDR: Fernando e Luís Aguiar falharam o encontro da Reboleira por lesão. O brasileiro, titular indiscutível na equipa de Daúto Faquirá, lesionou-se no último treino antes do jogo. Nem assim conseguiram vencer, mas fica a nota que a vergonha continua na mesma. Não se iludam!

Já viram esta entrada assassina? Não foi o Binya, e nem houve, sequer, um amarelo. Por onde anda a malta dos sumaríssimos? Quaresma, Bruno Alves… e Ricardo Silva agradecem!

Gostei dos assobios a Edgar, apenas tenho pena que não tenham sido mais veementes. E Jorge Ribeiro não merecia o mesmo tratamento, ou andam esquecidos?

Podem ver o resumo do jogo, aqui. O vídeo é da bS7.


Ficha do Jogo:

10ª Jornada da Liga BWin

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Paulo Paraty (AF Porto)

SL BENFICA: Quim; Luís Filipe, Luisão, Katsouranis e Léo; Maxi Pereira (Di Maria, 68 m), Binya, Rui Costa (Romeu Ribeiro, 86 m) e Cristián Rodríguez; Nuno Gomes e Óscar Cardozo (Gonzalo Bergessio, 77 m).

BOAVISTA FC: Peter Jehle; Rissut, Ricardo Silva, Marcelão e Bruno Pinheiro; Fleurival, Diakité e Jorge Ribeiro (Laionel, 75 m); Zé Kalanga, Fary (Edgar, 62 m) e Mateus (Bangoura, 81 m).

Disciplina: Amarelos a Zé Kalanga (27 m e 55 m), Léo (49 m), Marcelão (84 m) e Jehle (90+1 m). Vermelho, por acumulação de amarelos, a Zé Kalanga (55 m).

Golos: 1-0, Cardozo (17 m); 1-1, Jorge Ribeiro (57 m); 2-1, Maxi Pereira (61 m); 3-1, Cristián Rodríguez (66 m); 4-1, Ricardo Silva (80 m, na p.b.); 5-1, Nuno Gomes (84 m, de g. p.); 6-1, Nuno Gomes (88 m).

#Fotos: SerBenfiquista

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